INFORME FOLHA
Light
Coisas da política. O deputado federal Gustavo Fruet (PMDB) não saiu candidato a prefeito de Curitiba porque o PMDB decidiu dar suporte à candidatura petista, como queria o governador Roberto Requião (PMDB). Nos corredores do Palácio Iguaçu, Fruet era considerado ''light'' para ser o candidato do governo, por ter um perfil mais calmo, ponderado. Rafael Greca também queria sair candidato a prefeito, mas veio do PFL do ex-governadador Jaime Lerner (hoje PSB), então ficava mesmo difícil explicar isso para o eleitor. Pois bem. O governador Roberto Requião apóia Ângelo Vanhoni, do PT, cuja campanha está mais light que cardápio de spa. Como na última pesquisa do Ibope, divulgada no dia 2, Vanhoni e Beto Richa (PSDB) aparecem empatados tecnicamente, os generais da campanha petista se apressaram em explicar, no horário eleitoral gratuito, que o candidato petista pode estar na frente, por causa da margem de erro de 4,9 pontos percentuais. Alerta geral no comitê petista.
Unhas roídas
O stress foi geral com a queda de três pontos percentuais de Vanhoni, contra o crescimento de dois pontos de Beto Richa.
Petróleo
Através de ofício, o procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, pediu ao presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato, que a entidade ingresse junto com o Estado na ação que questiona a sexta rodada de licitações de poços de petróleo, promovida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) no mês passado. Botto de Lacerda quer que a OAB participe da Ação Direta de Inconstitucionalidade 3.273, ajuizada recentemente pelo governo do Paraná. Na Adin, são questionados pontos da Lei Federal 9.478/97, sobre a política energética nacional, a chamada Lei do Petróleo. Busato repassou o pedido para exame da Comissão de Estudos Constitucionais do Conselho Federal da OAB. A resposta da Ordem deve sair na sexta-feira ou no início da semana que vem.
Expectativa
No dia 17 de agosto, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Nelson Jobim, suspendeu liminar concedida um dia antes ao governo do Paraná, que questionava a rodada de licitações. O caso deve voltar à pauta de julgamentos do STF nas próximas semanas.
CNH para o povo
O candidato a prefeito de Londrina, Antonio Belinati (PSL), gravou ontem o programa eleitoral previsto para ir ao ar amanhã com mais uma proposta que deve levantar polêmica. Segundo o ex-prefeito, se eleito, criará uma auto-escola municipal que vai oferecer treinamento gratuito para pessoas de baixa renda. Belinati reconheceu que o projeto ainda dependeria de aprovação pelo Detran. A auto-escola custaria cerca de R$ 400 mil por ano, calculando a frota de veículos e os intrutores, diz o candidato.
Justificativa
Matéria da página cinco mostra outra proposta ''popular'' que Belinati não cansa de apregoar mas que pode esbarrar em questionamentos jurídicos, como observa o Ministério Público. Mas se é só proposta, então não tem que dar explicações para a Justiça, não é? E para o eleitor, tem?
Prazos
Balanço da área técnica do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná revela que foram apreciados, desde o início de julho deste ano, 602 recursos eleitorais de registros de candidatos no Estado. O prazo para o julgamento, no TRE, de recursos relativos a registros de candidaturas terminou no último sábado, dia 4. No TSE, esse prazo vence dia 23 de setembro.
Ordinárias
O feriadão em Curitiba terminou ontem, dia da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. A Assembléia Legislativa, porém, só retoma as sessões ordinárias na segunda-feira.
Convite singelo
Está no site de notícias do governo estadual. ''O Governo Estado está convidando o deputado federal Paulo Bernardo (PT) para que participe como conferencista da reunião do governador Roberto Requião e seu secretariado no próximo dia 21. O objetivo é fazer com que o deputado exponha e debata claramente as críticas que tem feito ao governo do Paraná. Caso não aceite, que se abstenha''. Nossa, todo mundo tem que concordar o tempo todo?
Engov
Só tomando antiácido. Tem candidato a vereador em Curitiba defendendo o fim da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), de maio de 2000. Duas observações. A primeira é que não cabe a vereador meter o bedelho na lei fiscal, uma lei complementar federal (número 101). E segundo que a lei é um código de conduta para administradores públicos, o que claramente representa um avanço. É um instrumento de cidadania.
Perguntinha
Acabar com os Tribunais de Contas é o próximo passo?
Maria Duarte (interina)
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