INFORME FOLHA
Reta final
Faltando menos de um mês para as eleições de 3 de outubro, a campanha em Curitiba finalmente começou a esquentar. A terceira pesquisa Ibope, divulgada no último dia 3, mostra empate entre Ângelo Vanhoni (PT) e Beto Richa (PSDB), ambos com 24% das intenções de voto. Vanhoni caiu três pontos e Beto subiu dois. Vale ressaltar que foram ouvidas 406 pessoas e a margem de erro é de 4,9 pontos percentuais para mais ou para menos o que permite, portanto, variação de quase 10 pontos entre os candidatos. De qualquer forma, conforme a pesquisa, foi quebrada a preferência do eleitor pelo nome do PT, que tem o apoio do governador Roberto Requião (PMDB). Daqui pra frente, o tiroteio promete ser pesado. Curitiba é estratégica para o grupo que detém o poder no Estado. É a maior cidade do Paraná e ainda está nas mãos dos aliados do ex-governador Jaime Lerner (PSB), rival político de Requião.
Emoção
Enquanto em Curitiba a disputa tem sido light, em Londrina o clima é mais quente. A candidatura de Belinati o líder conforme as pesquisas ainda depende do amém do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Belinati está em queda, enquanto o atual prefeito, Nedson Micheleti (PT), sobe. Apimentando ainda mais a disputa, na última terça-feira o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) suspendeu a candidatura de Belinati, acatando argumentação do Ministério Público e do candidato a vereador Alvimar dos Santos (PSDB). Tanto o MP quanto o vereador alegam que a filiação do ex-prefeito é nula, pois ele se filiou ao PSL em julho de 2003, período em que cumpria os três anos de inelegibilidade gerados pela cassação. Enquanto o TSE não der a sentença final, a campanha de Belinati continua.
Opção
Na eleição passada, Londrina escolheu um prefeito petista. Passados quatro anos, Nedson Micheleti aparece atrás de Belinati. Conforme o Instituto Experience, Belinati tem 32% e o atual prefeito soma 21% das intenções. Foram ouvidos 600 eleitores, com margem de erro de quatro pontos percentuais.
Gangorra
As últimas eleições no Brasil marcaram a vitória da esquerda sobre os neoliberais, como já esperavam até os neoliberais mais otimistas. Este ano, depois da experiência do PT na presidência, o eleitor dá mostras de querer flertar com o outro lado. Grande parte das críticas ao governo petista são por causa do desemprego. E na terra das araucárias o cenário não é muito diferente. Os eleitores querem trabalho e segurança básico. Emprego, aliás, é pedra de toque até nas eleições norte-americanas, a terra das oportunidades.
Neoliberalismo
Em versão resumida e sob a ótica econômica, a cartilha neoliberal defende um enxugamento do papel do Estado na esfera econômica. Segundo essa doutrina, as livres decisões de cada um regulam o mercado e a vida econômica. A mola-mestra é o mecanismo dos preços. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) era neoliberal de carteirinha. Ironicamente ou não, na área econômica o governo Lula guarda semelhanças com o do antecessor.
Turma do jurídico
Como terça-feira é feriado, 7 de Setembro, não vai acontecer a tradicional reunião do secretariado. Mas na próxima terça, dia 14, estão escalados os advogados do Estado. O dia será do pessoal da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e do assessor jurídico Pedro Henrique Xavier, o PHX.
Sanepar
Na semana após este feriado, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) volta à pauta de discussões da Assembléia Legislativa. A CPI proposta pelo deputado Jocelito Canto (PTB) deve ser instalada. Canto pretende começar os trabalhos, mesmo em época de eleição o que significa baixo quórum na Casa. Ele quer fazer um pente-fino no pacto de acionistas firmando com o consórcio Dominó, na gestão Jaime Lerner (PSB).
Pendenga
Paralelamente à CPI, a Assembléia estuda a possibilidade de votar um decreto legislativo que suspenda o pacto de acionistas firmado com o Dominó. Mesmo que a Casa concorde em aprovar um decreto nesses moldes, o resultado será nova briga judicial. Afinal, o decreto de Requião, que anulou o pacto no início do ano passado, foi revertido na Justiça.
Excluídos 1
Acontece amanhã, dia 6, o 10º Grito dos Excluídos na Boca Maldita, centro de Curitiba. A manifestação, realizada por movimentos sociais, é feita desde 1995. O Grito dos Excluídos acontece em várias cidades e tem como objetivo criticar o desemprego, pedir mudanças na política econômica e a reforma agrária, além de propor alternativas ao neoliberalismo.
Excluídos 2
A Boca Maldita, aliás, continua vetada para os candidatos. Por decisão da 175ªZona Eleitoral, os candidatos não podem usar o local palco inclusive de manifestações pelas Diretas Já para fazer comícios. A decisão saiu no final de agosto, com base em pedido da Facinter, Faculdade Internacional de Curitiba.
Perguntinha
Alguém se arrisca a apostar o resultado das eleições em Curitiba?





