INFORME FOLHA
Elejor
O plenário da Assembléia Legislativa aprovou ontem à noite, em primeira votação, a mensagem do governo do Estado que autoriza a Companhia Paranaense de Energia (Copel) a assumir o controle da Elejor Centrais Elétricas do Rio Jordão. A Copel quer comprar a parte da Triunfo no empreendimento, formado por duas usinas. No início da tarde, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) havia dado parecer favorável à tramitação da mensagem. Hoje, a mensagem volta à pauta para ser votada em segunda discussão. O assunto dominou a sessão, que começou às 14h30 e só terminou pouco depois das 19h30. Aliás, o presidente da Copel, Paulo Pimentel, esteve ontem na Casa para entregar em mãos ao líder do governo, Natálio Stica (PT), o relatório da Kroll, empresa internacional de investigação, sobre a Fundação Copel, o fundo previdenciário dos funcionários da Copel. Há suspeita de gestão fraudulenta no período de janeiro e novembro de 2003. A entrega do relatório ao deputado faz parte de um acordo para agilizar a votação da mensagem sobre a Elejor. A entrega da papelada evitou que a oposição pedisse vistas à mensagem, o que atrasaria sua aprovação. Stica se comprometeu a repassar cópia do relatório da Kroll à oposição.
Debate
O líder da oposição, Durval Amaral (PFL), disse que o acordo com os governistas para votar a mensagem da Elejor incluiu a não transformação do plenário em comissão geral, o que impediria a discussão do tema. Quando o plenário é transformado em comissão geral, os pareceres são dados na hora, o que acelera a votação, mas por outro lado evita que o debate sobre a matéria se prolongue por vários dias.
Compra tudo
O deputado Marcos Isfer (PPS) defende que a Copel assuma de vez a Elejor, comprando também os 30% da Paineiras. É que a Copel tem 40% do empreendimento, a Triunfo 30% e a Paineiras outros 30%. Para o deputado Fernando Ribas Carli (PP), a operação de compra dos 30% da Triunfo é um mau negócio.
Gastrite
É esse tipo de coisa que dá dor de estômago para dizer o mínimo em quem acompanha política. A redação da Folha começou a receber e-mails de um tal de ''Amigos do Bertoldi'', um endereço eletrônico que manda ataques aos adversários do candidato Osmar Bertoldi (PFL), apoiado pelo atual prefeito, Cassio Taniguchi (PFL).
Não conhece
A assessoria de imprensa do comitê pefelista diz que desconhece o endereço eletrônico.
Mobilização
A Associação dos Professores do Paraná (APP), o sindicato que representa a categoria, fez sua tradicional mobilização ontem. Todo dia 30 de agosto, os professores lembram amargurados o dia do confronto com a Polícia Militar, em frente ao Palácio Iguaçu. Isso aconteceu em 1988, no governo de Alvaro Dias. Ontem, foi a vez dos professores estacionarem um caminhão de som em frente ao Palácio e desabafar.
Planos de cargos
O plenário da Assembléia aprovou ontem os planos de cargos e salários dos funcionários da Casa, do Tribunal de Contas e do Poder Judiciário do Estado. Falta agora a sanção do governador Roberto Requião (PMDB). Os planos serão implantados a partir do ano que vem. O pessoal do Sindijus, o sindicato dos servidores do Juciário, encheu as galerias da Assembléia para acompanhar a votação do plano. Eles terão aumento médio de 33%, válido para cerca de 5 mil servidores.
Impacto
O plano de cargos dos cerca de 600 servidores da Assembléia vai ter impacto de R$ 500 mil na folha mensal, de acordo com o primeiro-secretário, Nereu Moura (PMDB). O dinheiro sai do orçamento do Poder Legislativo.
Sem voz
Nereu Moura, por sinal, estava afônico ontem. No final de semana, pediu votos para prefeitos aliados em 27 cidades. No final do périplo, poupava a voz, fazendo apenas gestos de aprovação aos candidatos, sem falar nada. Para passar por tantas cidades em tão pouco tempo, andou de carro, a cavalo, de bicicleta e até a pé.
Temporários
A mensagem que prevê a contratação de funcionários temporários volta para o Palácio Iguaçu, autor da proposta. A CCJ da Assembléia entendeu que o governo precisa fazer ajustes no texto. O deputado Tadeu Veneri (PT), que havia pedido vistas, apresentou ontem um substitutivo, que pode ser aproveitado pelo governo.
Limites
O substitutivo de Veneri inseriu dispositivos limitadores na proposta, impedindo que o governo use as contratações temporárias para substituir grevistas, por exemplo. E estabelece que, nos dois anos posteriores à publicação da lei, o Estado crie um quadro próprio se servidores concursados para atender casos emergenciais. As sugestões de Veneri serão analisadas pela Secretaria da Administração e Previdência e pela Casa Civil. Só depois a mensagem retorna ao Legislativo.
Boca de urna
O juiz Fernando Ferreira de Moraes e o promotor Armando Antonio Sobreiro Neto, ambos da 175 Zona Eleitoral em Curitiba, têm reunião marcada com a Polícia Federal, Polícia Militar e Vara da Infância e Juventude no dia 1 de setembro. Eles vão discutir a forma mais adequada de reprimir a boca de urna no dia da eleição, 3 de outubro.
Perguntinha
A oposição vai deixar de questionar o caso Elejor?
Maria Duarte (interina)
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