INFORME FOLHA
Maternal
Quem tem visto nos últimos dias o programa eleitoral em Curitiba deve ter se sentido de volta ao jardim de infância. Tudo bem que mostrar candidato abraçando e beijando criancinha ajuda a passar uma imagem nem sempre verdadeira de preocupação com a infância, futuro promissor, tal e coisa, mas tudo tem limite. Ou deveria ter.
Pano de fundo
Além das crianças, muitas imagens de parques, patinhos na lagoa, flores, dias de sol. Buraco na rua, assalto e criança descalça pedindo dinheiro no sinaleiro não aparece. Nem adulto dormindo na rua, enrolado em papelão.
Trabalho 1
Até que os candidatos têm se empenhado em chegar perto das dores do povo. Beto Richa, do PSDB, aparece sentando ao lado de trabalhadores, conversando informalmente.
Trabalho 2
O prefeito Cassio Taniguchi (PFL), no programa de Osmar Bertoldi (PFL), relembra os dias de trabalho do pai na lavoura.
Segurança
No horário do PT, o governador Roberto Requião (PMDB) defende a proposta de segurança integrada de Ângelo Vanhoni. Aliás, o programa mostra diversas imagens de policiais militares e caminhões de bombeiros. Nunca é demais ressaltar: a PM é subordinada ao governo do Estado e não ao prefeito. O prefeito cuida da Guarda Municipal. E por falar em integração das polícias, essa empreitada não deveria começar pelo fim das brigas entre a PM e a Polícia Civil?
Promessas ao vento
O candidato do PL, Mauro Moraes, saiu com esta: ''Quem diz que vai mudar tudo é porque não vai mudar nada.'' E close no candidato, com expressão séria.
Fé
Rubens Bueno (PPS) pede votos dizendo que precisa deles para chegar ao segundo turno.
Esclarecimentos
O programa do PV é totalmente didático. Explica que o deputado Rafael Greca (PMDB), hoje aliado de Requião, já foi do PFL de Jaime Lerner (hoje no PSB), que o ex-secretário da Fazenda Giovani Gionédis também era do grupo de Lerner e agora apóia Vanhoni, e por aí vai.
Azulão
O final do horário eleitoral é a melhor parte. Aparece aquele fundo azul e a mensagem do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), dizendo que a não veiculação é infração à lei eleitoral. Mas pelo menos poupa os olhos e os ouvidos do povo.
Censo
O presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), José Moraes Neto, está preocupado com o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao artigo da Lei de Diretrizes Orçamentárias que destina recursos para a realização do censo 2005, feito pelo IBGE. Moraes Neto disse que, caso o censo do próximo ano não seja realizado, o trabalho das instituições de pesquisa que utilizam os dados do IBGE como base para as projeções populacionais poderá ser comprometido. É que os municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dependem basicamente de transferências de recursos do Estados e da União. E as cotas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) que cada cidade recebe são estabelecidas com base nos dados de projeções populacionais.
Prestação de contas
O Tribunal de Contas (TC) do Estado encerra na terça-feira a série de cursos deste ano sobre o Sistema de Informação Municipal Acompanhamento Mensal. A segunda e última etapa de treinamentos começou no dia 17 de agosto. A primeira foi em janeiro. O último treinamento fecha um ciclo de sete cursos que somam a participação de 1,5 mil técnicos das 399 prefeituras do Estado. O objetivo do TC é evitar que as prefeituras cometam equívocos nas prestações de contas. O sistema obrigatório para as prefeituras foi implantado em 2002, com metodologia própria do TC. O TC fornece o programa, formado por telas onde o contador da prefeitura preenche os dados para o acompanhamento mensal.
Balsa Nova
A promotora do Ministério Público Sílvia Leme Correa recebeu documentos sobre o prefeito de Balsa Nova (Região Metropolitana de Curitiba), Osvaldo Vanderlei Costa (PMDB), e começa a investigar o caso. Anteontem, cerca de 300 manifestantes fecharam durante duas horas a BR-277 em Balsa Nova. Organizados pela Associação dos Moradores de Balsa Nova (AMB), os manifestantes pediam a atuação do Ministério Público (MP) estadual. A AMB alega que, apesar de o Tribunal de Contas haver rejeitado as contas do município entre 2000 e 2002, nada foi feito pelos promotores do MP. O prefeito classificou a manifestação de eleitoreira, e disse que os problemas na prestação de contas foram técnicos e não resultado de má fé.
Devolução
O deputado Tadeu Veneri (PT) adiantou que vai apresentar na reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembléia Legislativa, na segunda-feira, seu voto em separado à mensagem do governo que prevê contratações temporárias de funcionários pelo Executivo. Veneri vai propor a devolução do projeto ao governo, para que sejam feitas correções. Na opinião do deputado, o projeto precisa limitar as hipóteses de contratações emergenciais. Afinal, para contratar, o governo tem que fazer concurso público.
Perguntinha
O governo não pretendia limitar as contratações temporárias?
Maria Duarte (interina)
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