Gás natural


As indústrias de louça e cerâmica de Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba) prometem dar dor de cabeça para a direção da Compagas, a empresa de economia mista que faz a distribuição de gás natural no Estado. Os empresários querem redução nos preços do gás natural importado da Bolívia. As indústrias de louça consomem o gás, mas reclamam que, ao invés de reduzir custos, ganharam um problema financeiro. O insumo é cotado em dólar e as indústrias acabam absorvendo as variações cambiais. De abril de 2000 até janeiro deste ano, o preço do gás importado já subiu 78%, pelos cálculos dos empresários do setor.


Cade


Os empresários dizem que estão reunindo documentação para reclamar da Compagas no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), vinculado ao Ministério da Justiça. Eles protestam que o gás natural chega mais barato no Rio Grande do Sul do que no Paraná. De acordo com levantamento feito pelo Sindilouças, o sindicato que representa as indústrias de louça, o gás natural consumido do Paraná é o mais caro do Brasil. O gás chega 12,30% mais barato no Rio Grande do Sul e 17,69% mais barato em Santa Catarina. O Sindilouças alega que as indústrias paranaenses estão perdendo competitividade porque não têm como competir com outras indústrias que recebem o insumo muito mais barato.


Repique


O diretor-presidente da Compagas, Rubico Camargo, contesta o Sindilouças e diz que nunca foi procurado por seus representantes para discutir o preço do gás natural no Estado. Camargo disse que o preço no Rio Grande do Sul é mais barato porque lá o volume de vendas é muito maior, o que dá margem para preços mais baixos. Além disso, afirmou Camargo, os clientes industriais no Paraná recebem descontos de até 13% desde janeiro. O desconto varia conforme o tamanho da empresa: os menores têm desconto maior, pois o objetivo é fomentar as pequenas empresas. Ainda segundo o presidente da Compagas, o último aumento do gás de 2,65% foi em abril do ano passado.


Esgotada


As edições da Folha de Londrina de terça-feira e de ontem esgotaram nas bancas em Cambé. Informações sobre a pesquisa eleitoral do Instituto Experience para a parceria Folha/Rádio CBN/TV Tarobá eram as mais procuradas pelos leitores. Em Rolândia, a procura pela Folha também aumentou, pelo mesmo motivo.


Plano de cargos


O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Hermas Brandão (PSDB), leu no início da sessão de ontem o projeto número 1.304/04 que trata do plano de carreiras dos servidores da Casa. O plano vale para os servidores estatutários, não abrange os comissionados. Brandão anunciou que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) fará uma reunião extraordinária na segunda-feira, dia 30, para analisar esse projeto e também os planos de cargos e salários do Tribunal de Contas (TC) do Estado e do Poder Judiciário.


Matinais


As sessões de quarta-feira, que antes aconteciam à tarde, passaram a ser feitas às 10 horas da manhã. Reflexo da campanha, pois os deputados querem mais tempo para ficar nas bases eleitorais. Agora, os deputados têm sessão segunda e terça à tarde, e quarta de manhã.


CPIs


Também por causa das eleições, as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) estão congeladas até o dia 6 de outubro. Não há quórum para as reuniões. Ficam em suspenso as CPIs da Terra, das Universidades e do Porto de Paranaguá.


Greve 1


Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) decidiram entrar em greve a partir da próxima quarta-feira, dia 1º de setembro. A decisão de cruzar os braços saiu na noite desta terça-feira, durante assembléias realizadas em todo o País. Em Curitiba, 400 trabalhadores participaram da assembléia. A categoria rejeitou a proposta patronal e aprovou o início da paralisação. Depois da reunião, houve passeata pelo centro da Capital.


Greve 2


No Paraná, cerca de 5,5 mil pessoas trabalham na ECT. No Brasil, são 105 mil trabalhadores dos Correios. A maioria deles é formada por carteiros, operadores de triagens e atendentes comerciais. Eles reivindicam, basicamente, aumento salarial de 77,2%. O índice é resultado das perdas salariais acumuladas desde 1994. Querem também 10% de aumento real.


Pindaíba


A Associação dos Delegados de Polícia do Paraná (Adepol) marcou assembléia geral para a próxima terça-feira, dia 31, às 14 horas. Em discussão, a falta de recursos da polícia.


Royalties


A Usina de Itaipu vai distribuir, no próximo ano, R$ 178,4 milhões em royalties. A previsão de recursos será encaminhada aos municípios beneficiados: 15 prefeituras da região Oeste do Paraná e uma do Mato Grosso do Sul. A Itaipu adotou a prática de anunciar os valores em 2003. O dinheiro sai através de repasse do Tesouro Nacional.


Acompanhamento


A previsão de recursos a receber é encaminhada para cada um dos municípios. Dessa forma, de acordo com a diretora financeira executiva, Gleisi Hoffmann, a Itaipu contribui com o planejamento municipal e possibilita que a população tenha condições de acompanhar e exigir que o dinheiro seja bem empregado.


Perguntinha


Depois das eleições as CPIs engrenam?

Maria Duarte (interina)
[email protected]

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