Sanepar

O líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado Natálio Stica (PT), promove esta semana uma série de conversas entre o governador Roberto Requião (PMDB) e os deputados da base aliada. A meta é discutir soluções para o problema da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), que voltou a ser comandada pelo consórcio privado Dominó Holdings por força de decisão judicial. No início do seu governo, no ano passado, Requião baixou um decreto retomando o controle da companhia. O decreto reverteu o pacto de acionistas firmado na gestão Jaime Lerner (PSB). O caso foi parar na Justiça e agora a Dominó Holdings volta a dar as cartas na Sanepar. Durante a disputa nos tribunais, o Conselho de Administração da Sanepar deixou de se reunir, prejudicando trâmites inernos.

Solução

Stica quer encontrar uma solução, pois considera, assim como o governador, que o pacto de acionistas em vigor é ''vergonhoso'' para o Estado. A esperança é que a Assembléia tenha condições de aprovar uma lei que devolva ao governo do Estado o controle da Sanepar sem que a lei seja posteriormente derrubada na Justiça, como aconteceu com o decreto.

Alô?

Se o consórcio Dominó pretende dar à Sanepar a mesma atenção que tem dado à imprensa do Estado, o consumidor pode se preparar. Desde o último dia 17 a reportagem da Folha tenta contato com o porta-voz do consórcio, Renato Torres de Faria, em seu escritório, celular e através de sua assessoria. Até agora nenhuma resposta, nem o motivo da recusa em atender os pedidos de entrevista.

Não enquadra

O deputado estadual André Vargas, presidente estadual do PT, não vai se deixar enquadrar pela liderança do governo na Assembléia. Pelo menos é o que Vargas fez questão de deixar claro ontem à tarde. Na semana passada, Vargas defendeu que o Legislativo discuta com maior profundidade a mensagem do governo que autoriza a Copel a comprar a parte da Triunfo na Elejor Centrais Elétricas do Rio Jordão. Essa mensagem é alvo de ataques por parte da oposição, que considera a transação um mau negócio para o Estado. Através da compra, a Copel, que hoje tem 40%, eleva sua participação no empreendimento para 70%.

Lados

Não deu outra. O líder do governo e o líder do PT, Elton Welter, ficaram de ter uma conversa com Vargas, o que não ocorreu. Ontem, pouco antes do início da sessão plenária, Stica disse que Vargas tem que definir se é governo ou não.

'Vaquinha de presépio'

''Eu sou deputado. Ninguém tem que renunciar ao mandato para ser governo. O debate é normal, tem projetos que precisam ser esclarecidos. Vaquinha de presépio que procurem em outro lugar'', disparou Vargas.

Sabatina

A convite da liderança do governo, a secretária estadual da Administração e Previdência, Maria Marta Weber Lunardon, estará hoje no plenário da Assembléia para explicar aos deputados da situação e da oposição a mensagem do governo que prevê a contratação de funcionários temporários para trabalhar em universidades, segurança pública, saúde, entre outras áreas da administração. Alguns deputados estão preocupados, porque vêem a mensagem como brecha para o governo conter greves.

Mudanças

Stica não vê necessidade de alterações no texto, mas disse que o governo pode admitir mudanças.

Simulada

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) faz entre os dias 25 a 28 deste mês o chamado ''simuladinho'', uma eleição simulada em Curitiba para conferir se todos os equipamentos urnas, transmissão de dados estão funcionando.

'Escolinha'

O tema da reunião do secretariado, hoje pela manhã, é a pasta do Desenvolvimento Urbano, comandada por Renato Adur. Adur falaria na semana passada, mas a reunião foi cancelada porque Requião viajou para Brasília. A reunião do secretariado é semanal e começa às oito horas, no auditório do Museu Oscar Niemeyer (MON).

Petróleo

A Associação Comercial do Paraná (ACP), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), promove hoje, a partir das 18 horas, um debate sobre a exploração de petróleo e gás, além do papel da Agência Nacional do Petróleo (ANP) como reguladora do mercado. O objetivo do encontro é reunir subsídios para um posicionamento das entidades. O debate será na sede da ACP, no centro de Curitiba.

Clonado 1

O deputado federal Doutor Rosinha (PT-PR) não aguenta mais. O número do telefone celular do deputado foi clonado pela terceira vez. As duas últimas clonagens aconteceram há menos de 60 dias. Na primeira vez que clonaram o celular do deputado, em 1998, Rosinha levou um susto quando viu a conta, astronômica. De uma média de R$ 120 por mês, a fatura saltou para nada menos que R$ 7.162,65, sem que Rosinha fizesse mais ligações do que a média.

Clonado 2

O deputado reclamou, e a empresa telefônica descontou da fatura as ligações feitas através do número clonado. Logo em seguida, o petista trocou o número do telefone. Na época, quem clonou o telefone do parlamentar usou o número para fazer diversas ligações internacionais: para o Kuwait, Arábia Saudita, Malásia, Rússia, Índia, Sri-Lanka, Filipinas e Israel. Com a terceira clonagem, ocorrida esta semana, o deputado não se segurou. Disse que é necessário implantar melhores sistemas de controle para evitar esse tipo de crime. ''Os usuários têm de ter segurança. Nunca sabemos se nosso telefone está clonado ou até mesmo grampeado''.

Perguntinha

O governo vai conseguir aprovar a mensagem dos temporários sem nenhuma alteração?

Maria Duarte (interina)
[email protected]

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