INFORME FOLHA
Elejor
O bloco de oposição na Assembléia Legislativa vai pedir, na segunda-feira, informações ao Tribunal de Contas (TC) do Estado sobre o compromisso de compra, por parte da Companhia Paranaense de Energia (Copel), da participação da Triunfo na Elejor Centrais Elétricas do Rio Jordão. Constituída há dois anos, com 40% de participação da Copel, 30% da Triunfo e 30% da Paineiras, a Elejor é um complexo de usinas que estão em construção no Rio Jordão, a cerca de 80 quilômetros de Guarapuava. O governo do Estado quer chegar a 70% de participação, através da compra das ações da Triunfo Participações.
Providências cabíveis
Ontem, a liderança da oposição entregou ao presidente da Casa, Hermas Brandão (PSDB), por escrito, um pedido de providências em relação à resposta encaminhada pela Casa Civil sobre o compromisso de compra. A resposta considerava desnecessárias novas explicações sobre o assunto. Irritada, a bancada adversária acredita que houve crime de responsabilidade, pois o artigo 55 da Constituição Estadual obriga o governo a fornecer respostas.
De novo
Para assentar a poeira, o chefe da Casa Civil, Rogério Carboni, e o líder do governo, Natálio Stica (PT), sinalizaram que o diretor de Gestão Corporativa da Copel, Gilberto Griebeler, pode voltar à Assembléia dar mais explicações aos deputados, como ocorreu em maio deste ano. Através da assessoria de imprensa da Copel, Griebeler disse que, enquanto a convocação não for um fato consumado, prefere não se posicionar sobre o assunto.
Matinal
Reflexo da campanha eleitoral. A sessão plenária da Assembléia ontem aconteceu pela manhã, liberando os deputados mais cedo para as viagens ao interior. Normalmente, a sessão de quarta-feira começa 14h30. Ainda ontem, às 17 horas, foi realizada uma sessão solene de homenagem aos 60 anos da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).
Leitos do HU
O anúncio de que 50 leitos do Hospital Universitário (HU) seriam desativados manchete da Folha, ontem movimentou a sessão da Assembléia, pela manhã. O deputado Barbosa Neto (PDT), candidato à Prefeitura de Londrina, não perdeu a chance de provocar o debate. A questão foi discutida no plenário por cerca de meia hora. Os deputados Jocelito Canto (PTB), Antonio Anibelli (PMDB), Plauto Miró (PFL), Durval Amaral (PFL), José Maria Ferreira (PMDB) e Padre Paulo (PT) também falaram sobre o assunto. Anibelli e Ferreira decidiram então telefonar para o secretário de Estado da Saúde, Cláudio Xavier, pedindo providências. A Secretaria informou, através da assessoria de imprensa, que está levantando soluções. O diretor de Sistemas de Saúde, Gilberto Martin, conversou com os deputados e informou que o problema vem sendo discutido há algum tempo no governo.
Repasses
Barbosa Neto reclamou ainda que o governo repassa ''apenas R$ 100 mil por mês para o Hospital Universitário, que atende mais de 200 cidades, sendo 80 da região Norte, e as demais dos estados de São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e até do Paraguai''.
Doses homeopáticas
Por enquanto, os leitos continuam funcionando. Mas podem ser fechados aos poucos, em ''doses homeopáticas''.
Alcance limitado
A Lei estadual 14.471, que proíbe a Companhia Paranaense de Saneamento (Sanepar) de interromper a continuidade do serviço a consumidores inadimplentes, não beneficia todo mundo que deixar de pagar a conta de água. Isso porque a lei, sancionada em julho, só menciona a Sanepar. Mas a Sanepar atende 80% do Estado. Em 57 dos 399 municípios, são as prefeituras ou empresa privada que fazem o serviço. Em resumo, 20% da população não se beneficia da lei. Até porque a Assembléia não pode interferir na legislação municipal de cada uma dessas cidades.
Surreal
Tem coisas que nem vendo a gente acredita. Pois não é que presidente do Banco Central é ministro agora? Tudo para garantir foro privilegiado a Henrique Meirelles, suspeito de sonegação. Graças ao foro privilegiado, Meirelles só pode ser julgado no Supremo Tribunal Federal (STF). O status de ministro veio através de medida provisória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manobra está sendo questionada na Justiça pela oposição (leia-se PFL e PSDB), e recebe críticas até mesmo de setores da base aliada. Na opinião do deputado federal Gustavo Fruet (PMDB-PR), a medida é ''casuística e comparável a decretos de governos autoritários''.
Perguntinha
Mais alguém na fila para virar ministro?
Maria Duarte (interina) e sucursais
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