Nitroglicerina


A mensagem do governo do Estado que libera contratações temporárias no Executivo não foi votada ontem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembléia Legislativa. O deputado Tadeu Veneri (PT) pediu vistas, e pode ficar até 15 dias com a mensagem. Veneri quer analisar detalhadamente o texto, que na sua opinião serve como arma para o governo conter greves. Isso porque o Estado poderia fazer contratações a partir do décimo dia de paralisação. Até o presidente da Casa, Hermas Brandão (PSDB), mostrou-se preocupado. Brandão disse que com essa mensagem ''está se fazendo agora o que se criticou no passado''. Ele acredita que a mensagem contraria a legislação trabalhista, dando margem para contestações judiciais por parte dos sindicatos.


Prato cheio


O líder do governo, Natálio Stica (PT), não vê motivo para polêmica em relação à mensagem. A oposição, porém, achou um prato cheio.


Esta passou


Já a mensagem do governo que cria 22 cargos em comissão na Rádio e TV Educativa recebeu parecer favorável na CCJ. O impacto mensal previsto com a criação dos cargos é de R$ 62 mil.


Elejor


Outro foco de polêmica dentro do Legislativo é a intenção da Copel de assumir o controle acionário da Elejor Centrais Elétricas do Rio Jordão. Desde o início do ano a oposição quer informações sobre esse compromisso de compra. E desta vez recebeu uma resposta atravessada da Casa Civil. O líder da oposição, Durval Amaral (PFL), subiu à tribuna para reclamar que a Casa Civil considerou ''supérfluos e desnecessários'' novos esclarecimentos sobre o assunto. Amaral quer ir à Justiça, pois considerou a resposta uma afronta e um desrespeito à Assembléia.


Participações


A Elejor foi constituída em 2002, com 40% de participação da Copel, 30% da Triunfo e 30% da Paineiras. Por enquanto, apenas a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a Copel a adquirir a parte da Triunfo. Falta agora o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a aprovação da Assembléia. Fazem parte da Elejor duas usinas no Rio Jordão: Santa Clara e Fundão. Em maio, o diretor de Gestão Corporativa da Copel, Gilberto Griebeler, foi até a Assembléia dar explicações aos deputados.


Mais


Na opinião de Amaral, os esclarecimentos de Griebeler foram insuficientes, e por isso, encaminhados novos pedidos de informações. O deputado Fernando Ribas Carli (PP) alega que a Triunfo ganha 100% do que investiu na obra. ''No final de 2003, a Triunfo tinha gasto com a Elejor R$ 21 milhões. Mas com a venda dos 30% para a Copel, ganha 100% do que investiu, e continua fazendo a obra'', reclamou Carli.


Respeito


Rogério Carboni, chefe da Casa Civil substituto, disse que o governo trata a Assembléia com respeito. ''O (Gilberto) Griebeler já deu explicações aos deputados. Seria muita coisa para colocar em um documento, por isso considerou-se desnecessário. Mas, se for o caso, o Griebeler pode voltar à Assembléia'', afirmou Carboni, que substitui Caíto Quintana, submetido recentemente a uma angioplastia.


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Proibido


Os candidatos que vendam o peixe em outro lugar. A Justiça Eleitoral proíbe propaganda nas feirinhas de Curitiba. A ordem vale para a feirinha de domingo, no Largo da Ordem, e para qualquer feira de verduras durante a semana.




PT saudações


O empresário de Pato Branco, Cláudio Petrycoski, dono da indústria de fogões Atlas, nem pensa em filiar-se novamente ao PT. Ele foi petista de carteirinha por 20 anos, fundou o PT em Pato Branco em 1983 e desfiliou-se em 2003. Disse que desencantou-se do partido porque a linha adotada pelo governo federal foi manter a ''financeirização'' do País. A empresa de Petrycoski, porém, vai bem e prevê dobrar o faturamento este ano. Mas o empresário salientou que o julgamento do governo deve abranger a conjuntura e não um momento, uma empresa ou uma fase.


Acatada


A Justiça Federal decidiu acatar a denúncia oferecida pelo Ministério Público (MP) federal contra o ex-secretário estadual da Fazenda e ex-presidente do Conselho do Banestado Giovani Gionédis por gestão fraudulenta e formação de quadrilha. O MP acusa Gionédis de ter autorizado empréstimos irregulares no valor de R$ 2,6 milhões.


Defesa


''Novamente, o processo não vai vingar. Meus atos como presidente do Conselho estão registrados em ata, e não autorizei empréstimo nenhum para qualquer empresa citada no processo. O que me deixa surpreso é a Justiça dar ouvidos a esses criminosos que bolaram o esquema e agora tentam me acusar'', defende-se Gionédis.


Perguntinha


Por que tanto segredo para os programas exibidos no horário eleitoral? É sempre a mesma coisa.

Maria Duarte (interina) e sucursais
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