INFORME FOLHA
Expectativa
Ainda sem data marcada o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada pelo governo do Paraná no Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de barrar a sexta rodada de licitações de poços de petróleo. A ação, de número 3.273, vai contra dispositivos da Lei 9.478/97. Essa lei quebrou o monopólio da Petrobras na exploração e produção de petróleo no Brasil. As licitações foram marcadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para os dias 17 e 18. Na opinião de Requião e seus seguidores, as licitações são um péssimo negócio para o País, pois as empresas estrangeiras que eventualmente conseguirem os poços não precisam deixar o petróleo no Brasil. O relator da ação é o ministro Carlos Ayres Britto.
Não chegaram
Os requerimentos que pedem informações sobre o acordo preliminar entre o governo e a concessionária Rodovia das Cataratas, feitos pela oposição na Assembléia Legislativa, ainda não chegaram às mãos do secretário dos Transportes, Waldyr Pugliesi. Os requerimentos foram aprovados anteontem. O prazo para resposta é de cinco dias, conforme decreto do próprio Requião. Mas a oposição, escaldada, não espera as informações para tão cedo.
Multas 1
Começou a temporada de pagamento do licenciamento anual dos veículos. Enquanto governo do Estado e prefeitura de Curitiba discutem, os motoristas enfrentam a burocracia. Eles têm que quitar eventuais multas de radar emitidas pela Diretran antes de licenciar o carro.
Multas 2
Desde o ano passado, Detran e Prefeitura não têm convênio. E a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) condena a renovação do acordo, por discordar da instalação de novos radares nas ruas da Capital. Apesar da pendenga, o código de trânsito exige o pagamento de multas antes do licenciamento.
Licença
Ângelo Vanhoni, candidato a prefeito de Curitiba pelo PT, apresentou ontem à presidência da Assembléia pedido de licença de seu mandato como deputado. Vanhoni solicitou afastamento durante 90 dias para se dedicar à campanha. Nesses três meses, ele não receberá salários, segundo sua assessoria. Vanhoni explicou que a decisão é ''um gesto de respeito'' aos seus eleitores, já que os compromissos de campanha vão prejudicar sua presença nas sessões. Pela lei eleitoral, o deputado não precisa se licenciar. Assume o suplente, Doutor Baccin (PT).
Briga interna
O PCdoB, coligado com o PT em Curitiba, não vai abrir mão do tempo do partido na eleição proporcional, para vereador. Na majoritária, por causa da coligação, o tempo vai para Ângelo Vanhoni, o candidato a prefeito. Mas na proporcional o partido não arreda pé. Se não houver acordo, o PCdoB vai para a Justiça. Quer usar o tempo para seus dois candidatos a vereador.
Assédio financeiro
O assédio de candidatos em busca de dinheiro para as campanhas é comum. No PT, partido onde o dízimo é sagrado, não é diferente. O deputado federal Paulo Bernardo classifica o assédio como corriqueiro. ''Na medida do possível, ajudamos com reuniões, assessoria ou cotação de papel''.
Fila
O deputado federal Florisvaldo Fier, o Doutor Rosinha, conta que a procura por ajuda para a campanha é intensa e não só por parte de correligionários. Rosinha contabiliza ''pelo menos 120 candidatos'' beneficiados com o repasse de panfletos pagos, segundo ele, do seu próprio bolso. ''Recebo salário de quase R$ 9,7 mil e reservo R$ 4,5 mil para mim. O restante vai para ajudar companheiros políticos''.
É pessoal, companheiro!
O restante, no caso, corresponde a 50% do salário. ''É uma questão pessoal. O valor que fica comigo é o que eu ganharia como médico em Curitiba'', compara.
Organização
Também citado como colaborador de campanha, o deputado estadual André Vargas, presidente do partido no Paraná, diz que a principal contribuição nesses casos é na compra de papel e organização, produção e arte-final do material. Vargas comentou que faz algumas ''doações pessoais'' de até R$ 500,00. ''Não tenho dinheiro sobrando, só meu salário''. O salário de deputado estadual, no caso, é de R$ 7,1 mil líquidos.
Propaganda
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) emitiu portaria ontem regulamentando a propaganda nos postes de Curitiba. Além de proibir a fixação de faixas e cartazes nos postes que contenham placas de trânsito, o juiz Fernando Ferreira de Moraes expandiu a proibição para os postes que possam bloquear a visão da sinalização de trânsito que não esteja nos postes da Copel, como as placas de proibido estacionar. Desobediência à portaria pode render multa entre R$ 3,2 mil e R$ 15,6 mil.
Perguntinha
Clima de Olimpíadas. Em qual posto de Curitiba o litro da gasolina está mais caro? O jeito é andar ou pedalar.
Maria Duarte (interina) e sucursais
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