INFORME FOLHA
Calo 1
Depois de esperar uma semana, a bancada de oposição conseguiu que o plenário da Assembléia Legislativa aprovasse, ontem, os requerimentos que pedem informações detalhadas sobre o acordo preliminar firmado entre o governo do Estado e a Rodovia das Cataratas, no final de julho. Os requerimentos foram todos apresentados pelo líder da oposição, Durval Amaral (PFL). Ele quer saber qual é o faturamento nas cinco praças da concessionária que cobra pedágio no trecho da BR-277 entre Foz do Iguaçu e Guarapuava , se a auditoria feita pelo governo na empresa detectou eventuais fraudes na contratação do seguro por parte da concessionária e se o faturamento da Caminhos do Paraná aumentou. A Caminhos do Paraná foi a primeira concessionária a fechar acordo com o governo, e graças ao acerto passou a cobrar pedágio na Rodovia do Xisto.
Calo 2
Durval Amaral suspeita que o acerto preliminar com a Rodovia das Cataratas vai permitir à empresa aumentar seu faturamento. Isso porque a concessionária poderá cobrar, a partir de dezembro deste ano, 35% a mais na tarifa da praça de pedágio que fica na entrada de Foz do Iguaçu.
Calo 3
O secretário estadual dos Transportes, Waldyr Pugliesi, não deixou barato. Logo após Amaral questionar o acordo, Pugliesi disse que o pefelista deveria ter lembrado que o aumento previsto para dezembro deste ano foi acertado na gestão Jaime Lerner (PSB).
''Princesa''
Ser cabo eleitoral de prefeitos não é fácil. Que o diga o deputado estadual Élio Rusch, do PFL. O périplo de Rusch inclui nada menos que 41 cidades. Duas vezes por semana, o deputado vai de ônibus leito, que é um pouquinho mais confortável que o convencional até Marechal Cândido Rondon. Nove horas de viagem. Mas o empenho tem compensação, garante o pefelista. ''Duas vezes por semana eu durmo com a princesa. A Princesa dos Campos!'', explica, referindo-se à empresa de ônibus.
Canseira
Os 41 municípios que Rusch atende são pequenos, todos na região Oeste. ''Mas campanha em cidade pequena dá tanto trabalho quanto em cidade grande'', diz. Claro. Situação, oposição e golpe abaixo da linha da cintura costuma ter em todo lugar onde acontece eleição.
''O petróleo é nosso''
Representantes do Comitê Estadual em Defesa do Petróleo Brasileiro e petroleiros da refinaria Getúlio Vargas, em Araucária, e da Usina do Xisto, de São Mateus do Sul, viajaram ontem ao Rio de Janeiro. Hoje pela manhã, eles participam de uma mobilização nacional, em frente o prédio da Agência Nacional de Petróleo (ANP), vinculada ao governo federal. A manifestação, organizada por petroleiros, pede a suspensão da sexta rodada de licitação de poços de petróleo.
Versão das araucárias
A mobilização acontece também em Curitiba, na Boca Maldita, neste sábado. A pressão é intensa. A rodada está agendada para os dias 17 e 18 deste mês. E o governo estadual também já entrou na briga. Uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, com o objetivo de barrar as licitações, aguarda decisão no Supremo Tribunal Federal (STF).
Elejor
O governador Roberto Requião (PMDB) encaminhou mensagem à Assembléia propondo a aquisição do controle acionário da Centrais Elétricas do Rio Jordão (Elejor) por parte da Copel. A Elejor foi constituída em 2002, com 40% de participação da Copel, 30% da Triunfo Participações e 30% da Paineiras. A Copel quer comprar a parte da Triunfo, o que eleva sua participação no empreendimento para 70%. A compra depende de três autorizações. Por enquanto, apenas a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a Copel a adquirir a participação da Triunfo. Falta agora o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), vinculado ao Ministério da Justiça, e a aprovação da Assembléia.
Demanda
A mensagem de Requião vai substituir um projeto do deputado Nereu Moura (PMDB), que também propunha a aquisição do controle da Elejor. De acordo com o Palácio Iguaçu, a prerrogativa de solicitar essa autorização é do governador do Estado e não dos deputados.
Transgênicos
A 4 Câmara Cível do Tribunal de Justiça (TJ) manteve a proibição aos transgênicos. Por unanimidade de votos, os desembargadores da 4 Câmara reformaram uma decisão da 2Vara Cível de Francisco Beltrão. A decisão saiu com base em mandado de segurança impetrado pelo agricultor Edivar Martini. Ele havia conseguido liminar em primeira instância, e com esse amparo legal colheu e comercializou soja. Após a decisão de mérito confirmar a liminar, o processo subiu ao TJ, e o relator, desembargador Wanderlei Resende, decidiu pela reforma da sentença. Resende enfatizou a ''ilegalidade na plantação de transgênicos e o desconhecimento de seus efeitos sobre o organismo''.
Perguntinha
É impressão ou o pedágio é um nó cego?
Maria Duarte (interina) e sucursais
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