Eleição simulada


Os juízes da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar) aprovaram ontem a realização de uma eleição simulada para a escolha dos desembargadores que ocuparão os cargos de presidente, vice-presidente e corregedor do Tribunal de Justiça (TJ). Na prática, a eleição simulada não terá valor legal. Entretanto, os juízes querem demonstrar o descontentamento com a forma como os nomes são escolhidos pelo Órgão Especial do TJ, composto por 26 desembargadores.


Vontade dos juízes


A Amapar diz que a simulada vai demonstrar a opinião dos juízes, que não votam na eleição original. Até agora, não havia uma forma democrática de expressão do pensamento dos juízes do Paraná. A decisão foi tomada na primeira reunião da assembléia geral da gestão 2004-2005. Os desembargadores escolherão os nomes do presidente, vice e corregedor no mês de dezembro, um mês depois da eleição simulada.


Briga antiga


Não é a primeira vez que a Amapar demonstra descontentamento com a gestão do TJ. Recentemente, um grupo de juízes pediu esclarecimentos da presidência do TJ sobre as denúncias de favorecimento de candidatos em concursos públicos, que foram posteriormente cancelados. O TJ argumentou falta de disponibilidade de recursos para os concursos, em função da criação de varas e cartórios judiciais em todo o Paraná por conta do novo Código de Organização e Divisão Judiciárias (CODJ).


Explosão


Impressionante o crescimento no número de eleitores na Região Metropolitana de Curitiba em dez anos. Os números foram repassados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná. De 1994 a 2004, São José dos Pinhais aumentou seu eleitorado em 64,25%; Colombo em 96,67%; e Pinhais em 67,91%. Uma das razões para a explosão foi o crescimento da Grande Curitiba. Muita gente de fora mora nas cidades vizinhas e trabalha na Capital.


Quadro


Em Curitiba, o crescimento no mesmo período foi de 29,35%. Em Londrina, de 30,26%. Em Maringá, de 39,93%. Em Ponta Grossa, que conseguiu ultrapassar a barreira dos 200 mil eleitores, o que lhe confere o direito de eleição em dois turnos, de 34,93%. O crescimento em Foz do Iguaçu de 1994 a 2004 foi de 39,72%. E em Cascavel, de 32,82%.


Eleitorado


O Paraná tem hoje 6.907.327 eleitores aptos a votar, 3,6% a mais que nas eleições de 2002, quando havia 6.663.381 eleitores. Curitiba continua sendo o maior colégio eleitoral do Estado, com 1.179.223 eleitores. Seguida de Londrina, com 328.340 eleitores; Maringá, com 219.218; Ponta Grossa, com 203.019; Foz do Iguaçu, com 173.341; Cascavel, com 169.754; São José dos Pinhais, com 137.015; Colombo com 114.664; e Pinhais com 76.242.


Amigo (da onça)


A partir de segunda-feira entram em funcionamento mais 45 radares para monitorar o trânsito de Curitiba, além dos 65 equipamentos já existentes. Ordem do prefeito Cassio Taniguchi (PFL), com efeito que pode ser mortal para seu candidato à sucessão, Osmar Bertoldi (PFL). Parece proposital.


Invertida


Beto Richa, candidato do PSDB a prefeito de Curitiba, pode tirar o cavalinho da chuva. Não tem o apoio da Assembléia de Deus como tem sugerido. O pastor Lacour mandou assessor ligar para as redações ontem negando engajamento. A igreja evangélica não tem candidato. Ainda.


Reprovados 1


Dois candidatos que pretendiam concorrer a uma das vagas de vereador em Ortigueira foram reprovados pela Justiça Eleitoral. O juiz alega em sua sentença que no teste escrito das 13 palavras o candidato errou nove. Ou seja, um analfabeto. Os candidatos, inconformados, recorreram ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).


Reprovados 2


Três candidatos a vereador em Curitiba reprovados no exame de equivalência da 4 série também já entraram com recursos no TRE, na tentativa de manter as candidaturas. Se levarem sorte, podem ser liberados, como aconteceu com os 11 candidatos de Arapoti. O TRE considerou as provas de Arapoti difíceis, e liberou todo mundo para participar.


Reprovados 3


Conforme a legislação, analfabetos são inelegíveis. Mas a lei não exige um grau de escolaridade específico para os candidatos. As provas que eles estão fazendo são equivalentes à 4 série do 1º grau.


Acompanhamento


O deputado federal do Paraná, Gustavo Fruet (PMDB), quer que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acompanhe a eleição em Curitiba. O pedido é baseado nas diferenças entre os resultados das duas últimas pesquisas do Ibope sobre as eleições na Capital, particularmente no que diz respeito aos dados relativos à rejeição dos candidatos. A pesquisa divulgada na quarta-feira mostra índices de rejeição muito menores que os da pesquisa anterior, publicada em maio.


Manipulação


''Não há fator capaz de justificar diferenças tão expressivas. Há indícios muito claros de que houve manipulação da pesquisa de maio e, portanto, de crime eleitoral, o que é muito grave'', afirma Fruet. Na pesquisa de maio, nenhum dos então pré-candidatos apresentou índice de rejeição inferior a 35% e a maioria superou 40%. Agora, os índices caíram significativamente: o maior, atribuído ao candidato do PT, é de 26%. Outros candidatos têm rejeição inferior a 10%, segundo o divulgado. Para Fruet, a diferença mostra que a pesquisa anterior fez parte da estratégia montada para inviabilizar o lançamento de uma candidatura do PMDB à prefeitura, pleiteada pelo próprio Fruet e pelo deputado estadual Rafael Greca.


Perguntinha


Impressão ou daqui a pouco Cassio Taniguchi anuncia novo aumento nas tarifas de ônibus?

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