INFORME FOLHA
Clima quente
O clima anda ficando tenso entre os dois principais candidatos a prefeito em Curitiba, Beto Richa (PSDB) e Ângelo Vanhoni (PT). A coligação que apóia Beto conseguiu junto à Justiça Eleitoral na capital uma ordem de busca e apreensão dos tablóides ''Jornal Opinião Pública'' e ''Jornal Opinião Popular'', sob a alegação de que os mesmos, em suas edições, fizeram campanha escancarada para Vanhoni e elogios para o governo Requião, depreciando os demais candidatos, sobretudo o do PSDB, no momento o principal concorrente do PT.
Tarde demais
A ordem da 175 Zona Eleitoral só saiu ontem. A Polícia Federal (PF) apreendeu exemplares, porém em número bem aquém do distribuído por toda a cidade no último final de semana, pelos cálculos dos advogados da chapa de Beto. O juiz eleitoral Fernando Ferreira de Moraes mandou intimar representantes legais dos tablóides e da coligação de Vanhoni. A PF vai assumir a investigação para saber a origem dos tablóides.
Não procede
A assessoria de imprensa do candidato do PT em Curitiba informou ontem que não sabe de onde o PSDB julgou que os tablóides são de autoria da campanha de Vanhoni, já que o petista não é o único adversário político de Beto nesta eleição. A assessoria de Vanhoni disse ainda que o PT desconhece o conteúdo dos tablóides e que não tem envolvimento na produção editorial dos mesmos.
Pitada política
O vice-presidente da República, José de Alencar, que esteve ontem em Curitiba para um encontro com empresários, para falar sobre a política econômica, deu uma pitada de política na sua passagem, para salvação do deputado estadual Mauro Moraes, candidato a prefeito pelo PL, mesmo partido do vice de Lula, que por pouco não passou incólume na platéia que lotou o Estação Embratel Convention Center.
Destaque
José de Alencar disse aos empresários presentes que gostaria de fazer um destaque em favor de dois colegas de partido na platéia: Mauro Moraes e Pastor Oliveira Filho. No caso, candidatos a prefeito e vice respectivamente. Em termos práticos, um elogio aos candidatos em público. Nada mais.
Tiracolo
Apesar da pauta eminentemente econômica, Mauro Moraes não desgrudou do vice-presidente. Acompanhou inclusive José de Alencar no almoço oferecido pelo governador Roberto Requião (PMDB), na Granja do Canguiri. Com certeza para conferir de perto a conversa entre os dois.
Conjuntura
No plano nacional, PT e PL são aliados. Requião é do PMDB, que apóia Vanhoni em Curitiba. Vanhoni é adversário de Mauro Moraes, mas espera com certeza ter seu apoio caso haja segundo turno polarizado entre PT e PSDB. Moraes, que aparece em algumas pesquisas em terceiro lugar, atrás de Vanhoni e Beto, não gosta da idéia de ter que se unir ao PT, e por conseguinte a Requião, devido à conjuntura nacional.
Sem agenda
O governador Requião está sem agenda nesta semana, mas nem por isso está deixando de participar de eventos como a palestra de José Alencar ontem à tarde. O governador não perderia a chance de dar uma cutucada na política econômica do governo federal, como o fez quando criticou o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, prontamente defendido por José de Alencar, mesmo à contra-gosto.
Rubi bruto
Os marqueiteiros de Ângelo Vanhoni já chegaram a pelo menos uma conclusão: se Requião, por exemplo, gravar uma participação no programa eleitoral da coligação encabeçada pelo PT em Curitiba para ir ao ar em cadeia de televisão, precisará haver edição minuciosa. O governador, em estado bruto, se empolga e parte para o ataque, não poupando ninguém, o que pode ter um efeito desastroso diante do conservador e tradicional eleitorado da capital.
Fita 1
O primeiro escalão do governo do Paraná está atento aos desdobramentos de matérias feitas pelo Correio Braziliense, sobre uma fita gravada contendo conversa comprometedora entre o desembargador federal Edgard Lippmann, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 Região, e o delegado da Polícia Federal (PF), Wilson Perpétuo.
Fita 2
Para quem não lembra, Lippmann foi quem despachou em favor da empresa Village na reabertura do Bingo Monte Carlo em Curitiba. A decisão deixou o governo irado, sobretudo porque o desembargador federal chegou a sugerir que o descumprimento da ordem, pelo governo Requião, poderia embasar possíveis pedidos de prisão.
Ilha 1
Oito moradores da Ilha do Mel, litoral do Estado, que estão na lista das construções que deverão ter água e energia elétrica cortadas por ordem do governo Requião, entraram, na última terça-feira, com um mandado de segurança preventivo contra o Istituto Ambiental do Paraná (IAP) para impedir a suspensão dos serviços.
Ilha 2
Amanhã, o Sindilitoral, entidade que atua no litoral, promete ajuizar uma ação civil também contra o IAP na tentativa de impedir o corte de água e luz nas 20 residências, alvo neste momento. Rasca Rodriges, presidente do IAP no Paraná, informou que existem ainda outras 28 residências na Ilha do Mel que apresentam irregularidades. Já imaginaram a confusão se entre essas construções estiver a casa do secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano, Renato Adur?
Perguntinha
Havia necessidade de transferência da Polícia Montada para o haras que pertenceu a família Khury? E a economia no governo, como é que fica?





