Lançamento


A ministra Dilma Roussef, de Minas e Energia, desembarca no Paraná nesta segunda-feira pela manhã, salvo imprevisto de última hora. Ela lança em Curitiba o programa ''Luz para todos'', para famílias de baixa renda no meio rural, junto como governador Roberto Requião (PMDB). Para quem não lembra, a ministra foi quem resistiu bravamente para impedir a investida de Requião contra o pool de comercialização de energia, criado para uniformizar a oferta de energia dentro do novo modelo elétrico.


Memória


O governador foi contra porque a conta de luz fica mais cara para os paranaenses. Foi a Brasília duas vezes na tentativa de isentar a Copel de participar do pool criado, mas não conseguiu. Requião não descarta ainda a possibilidade de recorrer à Justiça contra decisão do Ministério das Minas e Energia, da qual Dilma é titular. Portanto, se houver muitos beijos e abraços no evento é pura falsidade.


Inconstitucional


O TC está de olho no projeto aprovado a toque de caixa pela Assembléia, antes do recesso, e que permite a ampliação dos contratos de concessão e arrendamento efetuados com órgãos da administração indireta do Estado, conservando as condições contratuais originais e que não se ultrapasse a 100% do objeto do contrato original. O conselheiro Rafael Iatauro, cuja inspetoria é responsável pela fiscalização do Porto de Paranaguá, DER, Sudhersa e Ferroeste, dentre outros, já avisou que vai tomar medidas se Requião sancionar o projeto, transformando-o em lei.


Imoral


''O governador Requião é sério e responsável. Não acredito que vá sancionar este projeto'', afirmou. O conselheiro disse que, além de inconstitucional, o projeto atenta a moralidade, princípio da boa administração.


Laranja


Em e-mail enviado à Folha, ontem, o conselheiro deu a entender ainda que o projeto, assumido pelo presidente da Assembléia, deputado Hermas Brandão (PSDB), tem ''endereço certo (não revela), que seu autor foi iludido em sua boa-fé''.


Ponto de vista


Maldade. Não são os deputados estaduais que estão de férias, mas os paranaenses que estão de férias dos deputados.


PTB não paga


O PTB do Paraná não pagou uma dívida de indenização a um funcionário de sua sede, em Curitiba. Com isso, a cobrança judicial recaiu sobre um ex-presidente do partido. O PTB parece não tomar conhecimento.


Registro


O primeiro partido a pedir registro de seus candidatos na Justiça Eleitoral em Curitiba foi o PP, com 36 candidatos para a Câmara de Vereadores. O partido não lançou candidato a prefeito e vice. Aderiu à chapa de Ângelo Vanhoni (PT).


Reviravolta


Deu chabu na disputa em Cornélio Procópio. O vereador Jader Silva Correia (PP), homologado em convenção como candidato a prefeito, renunciou. A decisão foi tomada anteontem à noite. O grupo tem dez dias para definir novo nome. A justificativa para a renúncia, segundo Correia, foi a entrada repentina do PMDB na coligação, formada ainda pelo PT, PCdoB e PPS. O PMDB indicou Fernando Pepps como vice e Correia não gostou. Estão cotados para assumir a cabeça de chapa Evandro Pazan (PMDB) e o atual vice-prefeito José Leite Cordeiro (PT).


Sub judice


Ogarito Linhares, ex-diretor técnico do Porto de Paranaguá, foi o candidato escolhido pelo PMDB para concorrer à sucessão de Mario Roque (sem partido) em Paranaguá, no litoral do Estado. O ex-diretor que ficou conhecido por conta de insinuações feitas pela Comissão de Fiscalização da Assembléia, que o acusou de ser o responsável pelo ''sumiço'' de soja do porto, o que foi rebatido por Linhares ganhou o direito a concorrer por três votos.


Vitória apertada


A convenção foi realizada dentro do prazo. Bateu chapa com Linhares o vice-presidente do diretório municipal Marcelino Coelho, o Cilo. Linhares obteve 27 votos (21 convencionais, uns com dois votos e um com três votos) e Cilo com 24 (23 convencionais, apenas um com dois votos). Inconformado com a decisão, Cilo foi à Justiça. O pedido de anulação da convenção foi negado e Cilo diz que vai recorrer.


Argumentos


O que alega Cilo, tecnicamente: encerramento da convenção antes do horário da convocação e voto de suplente antes do encerramento. Neste caso, o titular chegou ao local da convenção antes do seu encerramento. Já politicamente, acusa Linhares de se valer do cargo de funcionário do porto e apadrinhado político do governador Requião de influir na decisão dos convencionais. ''Dez dias antes da convenção, houve distribuição de cargos no porto'', acusa Cilo.


Plano B


Se não conseguir anular a convenção, o dirigente peemedebista tem outro plano: Linhares está na lista encaminhada pelo TC ao TRE, dos administradores públicos que tiveram suas contas rejeitadas, o que pode abrir brechas para pedidos de impugnação de candidatura. Linhares foi presidente da Câmara de Paranaguá em 1998, e os conselheiros não aprovaram as finanças da Casa.


PT rachado


Baixaria também na convenção do PT na Lapa, cidade a 81 quilômetros a oeste de Curitiba. Na última hora, a técnica da Emater Leila Klenk (PT) foi impedida de sair candidata. O partido, pressionado pelo líder do governo na Assembléia Natálio Stica (PT) e pelo governo Requião, decidiu aderir à chapa do prefeito Paulo Furiatti (PMDB), candidato à reeleição. A chapa do prefeito reúne PMDB-PT-PPS-PDT-PP. Furiatti fica agora com apenas um adversário: o ex-prefeito Miguel Batista (PTB), que fez aliança com o PFL e o PSDB.


Perguntinha


Difícil de acreditar que o presidente da Assembléia possa ter sido laranja na aprovação do projeto que flexibiliza contratos de concessão e arrendamento do governo, não?

Leandro Donatti e sucursais
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