INFORME FOLHA
Descompasso
Enquanto o Paraná e o Brasil não tiverem um observatório de trânsito que reúna todos os dados de acidentes, atropelamentos e mortes nas ruas das cidades, todas as estatísticas de trânsito apresentadas individualmente pelos vários órgãos de trânsito são questionáveis. Há discrepância entre os números apresentados pela Diretran de Curitiba, por exemplo, e os registrados junto ao Sistema Estadual de Trânsito.
Não batem
Segundo a Diretran, conforme matéria publicada ontem pela Gazeta do Povo, em 2003 foram lavrados em Curitiba 293.979 autos de infração por excesso de velocidade, 54.074 por estacionamento irregular em desacordo com a sinalização e 7.993 por falar no celular. Os números não batem com os constantes no sistema, de acesso restrito. De acordo com o que está registrado no Sistema Estadual de Trânsito, no que diz respeito aos autos de infração na Capital, em 2003, houve a emissão de 374.737 autos por excesso de velocidade, 74.105 por estacionamento irregular 8.667 por falar ao celular.
Fiscalização
A diferença entre os números oficiais e os divulgados são de 101.463 autos de infração, que somam cerca de R$ 11,5 milhões em multas. Alguém precisa começar a fiscalizar isso. Com a palavra, o Conselho Estadual de Trânsito.
Eixo da discórdia
Beira ao rídiculo, mas o eixo metropolitano, menina dos olhos do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), numa tentativa de revitalizar a antiga BR-116, é alvo de mais uma comissão especial de investigação. Agora é a Câmara de Curitiba que aprovou a instalação de uma CEI. Por certo, para contrapor os trabalhos da CEI montada pela Assembléia, que está descendo a ripa na administração municipal.
Cronograma
A CEI da Câmara será presidida por um governista de carteirinha, Elias Vidal (PFL), e a relatoria foi entregue a José Aparecido Alves, o Jotapê (PSB). A CEI da Câmara, que terá 180 dias de duração assim como a da Assembléia, começa os trabalhos ouvindo o ex-secretário municipal de Obras Públicas Leopoldo Campos, já ouvido pelos deputados.
Impasse à vista
Já a CEI da Assembléia continua fazendo denúncias. Os deputados da comissão ouviram depoimento do presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Rasca Rodrigues. Na oportunidade, Rasca contou que o IAP, orgão do governo do Estado, havia, em 30 de dezembro de 2002 (durante a gestão de Jaime Lerner), transferido para o poder municipal a responsabilidade de promover o licenciamento ambiental.
Previsível
O governo anterior sabia que teria problemas com o andamento do projeto, já que o governador Requião e o prefeito são adversários políticos. O documento transferindo a responsabilidade pelo licenciamento foi protocolado em 3 de janeiro de 2003 e assinado pelo então presidente do instituto Mário Sérgio Rasera.
Ação judicial
Rasca Rodrigues informou que essa decisão fere a legislação e, por esse fato, é nula. Afirmou, ainda, que está sendo ingressada na Justiça ação que torna a nulidade legalmente efetiva. Também declarou que as obras do eixo têm impacto sobre a Região Metropolitana de Curitiba, nos aspectos atmosférico, social e ecológico.
13º antecipado
A Prefeitura de Curitiba anunciou ontem a antecipação de parte do 13º salário. Os servidores municipais vão receber a primeira parcela já na próxima segunda-feira. Serão beneficiados os quase 30 mil servidores municipais ativos e inativos. O prazo legal para pagar o benefício é 30 de novembro.
Ano eleitoral
Requião entregou ambulâncias na segunda-feira para prefeitos. Cassio anunciou 13º antecipado. Deputados fazem sessão, para entrar em recesso, terça-feira de manhã.
Chapéu alheio
Aliás, a ambulância confiada pelo governo à Prefeitura de Campo Magro, na Grande Curitiba, chegou um dia depois na cidade. O prefeito Louvanir Menegusso (PFL) e secretários, que estavam em Curitiba tentando localizar o veículo, foram surpreendidos a contra-gosto com um carro de som, anunciando a chegada da ambulância. Mais uma ''gentileza'' do deputado estadual Luis Accorsi (PSDB), que se apoderou do veículo para defender os interesses do vereador Bozzinha (PFL), que é candidato a prefeito. Accorsi diz que foi autorizado pelo governo Requião para entregar a ambulância. O Palácio Iguaçu nega.
Retorno
A CPMI do Banestado, que investiga a evasão de divisas do através de CC-5, pode retornar ao Paraná no próximo semestre. A solicitação para mais diligências no Estado foi feita pelo deputado federal José Mentor (PT-SP), relator da CPMI. Ele pretende concluir as investigações com relação ao uso de agências de Foz, Londrina e Curitiba para a abertura de contas-laranjas e remessa de dólares para o exterior com o auxílio de cambistas e doleiros.
Diligências
No Paraná, ainda são investigadas as falsas remessas de dólares por carros-fortes via Paraguai. Acredita-se ainda no envolvimento de autoridades bancárias no Paraguai no esquema de crime contra o sistema financeiro. Mentor pediu ainda diligências em São Paulo (SP) e Manaus (AM), para apurar a remessa de dólares em bancos como o BBA, Banco Garantia, Banco Dimensão, BCN e Banforte. Os pedidos de Mentor não foram analisados ontem por falta de quorum.
Perguntinha
Não são muitas CEIs para pouco eixo?





