Luto


Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, está de luto. Valter Pécoits morreu ontem à tarde. O ex-deputado estadual e ex-secretário no governo José Richa (PSDB) tinha diabetes e estava internado na UTI de um hospital da cidade há dias. Pécoits se destacou como parlamentar. No governo Richa, cuidou da questão agrária. Médico, foi um dos desbravadores da cidade e no regime militar foi perseguido por suas convicções. Junto com Euclides Scalco, atuava no governo Richa como uma espécie de conselheiro do então governador.


Contas


Salvo mudança na pauta, o TC julga na terça-feira a prestação de contas de 2003, primeiro ano do governo Requião. Uma das ressalvas que deve constar no parecer do relator da matéria diz respeito aos gastos com publicidade. Requião conseguiu reduzir de R$ 80 milhões, do governo Jaime Lerner (PSB), para R$ 9 milhões as despesas, porém contratou empresas da área sem licitação.


Vício antigo


Outra ressalva trata do mínimo de 26% previsto para gastos com Educação. O governo Requião atingiu a meta, mas incluiu ensino superior na conta. O TC entende que o mínimo previsto em lei refere-se exclusivamente ao ensino básico. Palpite da votação: contas aprovadas, mas com ressalvas.


Duplo sentido


A assessoria de Cassio Taniguchi (PFL) esclareceu ontem que a declaração do prefeito de Curitiba ''se eles permanecessem nos cargos, poderia configurar crime eleitoral'', dada na coletiva para anunciar os novos secretários que ficam no lugar dos que pretendem se engajar na campanha de Beto Richa (PSDB) e que deu brechas no Informe para se questionar se isso também vale para Osmar Bertoldi (PFL) deve ser interpretada como uma regra para todos. A assessoria lembrou que entre os demissionários tinha dois pefelistas. Aliás, ambos ligadíssimos a Beto.


Fala mal


Na verdade, o prefeito de Curitiba, nos quase oito anos que está no poder, tem uma séria dificuldade para se comunicar e carece de uma boa orientação. Suas frases, pouco articuladas, sempre viram polêmica. A última, para quem não lembra, desencadeou a briga que atualmente trava com os tucanos. Num jantar do PFL, o prefeito deu a entender pode até não ter dito que pretendia apoiar tanto Bertoldi quanto seu vice, Beto Richa. No dia seguinte, bombardeado por conta das interpretações acerca do apoio duplo, veio com o discurso de pacto de não agressão em relação a Beto.


Mais clareza


Como se não bastasse, 24 horas mais tarde chamou seus secretários para conversar sobre a campanha. Nova confusão. Beto Richa interpretou espertamente o chamado do prefeito como uma pressão para a retirada dos tucanos da administração municipal. Anteontem, Cassio mais uma vez dava explicações sobre o alcance de suas declarações. Acusou os tucanos de carregarem nas tintas. Para curar paranóia, frases claras ajudam muito. Um bom intérprete (português-japonês) também.


De olho


O gabinete do vereador Adenival Gomes (PT), opositor de Cassio na Câmara, monitora hoje a convenção do PFL. Para ter certeza que não serão disponibilizados, indevidamente, ônibus do transporte coletivo, por exemplo, para transportar militantes do partido. Usar a máquina em favor de qualquer candidato não será permitido, palavras do próprio prefeito. A regra também deveria valer para o governo Requião, com a chapa de Ângelo Vanhoni (PT) e Nizan Pereira (PMDB).


Falta de segurança


Os números são alarmantes e comprovam a falta de segurança que ronda no Paraná. O Sindicombustíveis encomendou pesquisa e detectou que os postos de combustíveis têm sido um dos alvos preferidos dos bandidos. Curitiba tem 351 postos. Deste total, 314 foram pesquisados. Registrou-se 275 assaltos somente neste ano.


Força-tarefa


Na Região Metropolitana de Curitiba, a situação também é assustadora. Dos 188 postos hoje instalados, 144 foram sondados. Nestes, foram detectados 59 assaltos em 2004. Representantes do governo e do Sindicombustíveis reuniram-se na semana para encontrar uma solução para o problema. O governo criou força-tarefa para intensificar o policiamento.


Tá ruim mas...


José Janene (PP) achou ''injusta'' a nota do Informe ontem sugerindo que o deputado federal se valeu do atestado médico para se ausentar da votação do salário miníno, que ficou em R$ 260. Sua assessoria, informou que o deputado está de licença há 40 dias e que foi submetido a uma cirurgia há três semanas em São Paulo. ''Seu estado de saúde, portanto, inspira cuidados e suas atividades têm sido limitadas e submetidas a rigorosa supervisão médica.''


...tá bom


O almoço que o deputado promoveu para políticos em sua residência em Londrina o que causa surpresa já que seu estado de saúde é delicado ''era imperioso que ocorresse, porque se tratava da assinatura de convênios, obtidos por intermédio do deputado, entre o governo federal e várias prefeituras da região''. Os acordos políticos, com vistas às eleições de outubro, estão sendo feitos por Janene basicamente por telefone. Pena que na Câmara não dá para votar por telefone. Talvez o trabalhador poderia ter conseguido um mínimo menos pior. Não é deputado?


Negociação


O PP deve ter feito um ''acordo das arábias'' com o PSDB de Beto Richa para fechar coligação em Curitiba. O PT e o PMDB, que também estavam interessados no partido, para engordar a aliança nesta eleição, ofereceram uma secretaria de Estado e duas municipais. Detalhe que inviabilizou o acordo: o indicado para o governo do Estado teria que passar pelo crivo de Requião.


Perguntinha


O rompimento PFL-PSDB em Curitiba é para valer?

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