Corre-corre


O pedido de demissão da secretária de Estado do Planejamento, Eleonora Fruet, pegou o segundo escalão do governo Requião de surpresa e deixou o cerimonial em polvorosa na solenidade de assinatura do convênio entre governo e prefeituras para a distribuição de mudas, dentro do Programa Mata Ciliar. Inicialmente estava prevista a presença da secretária. Depois de muito corre-corre e a confirmção de sua carta de exoneração, na última hora o cerimonial teve que cortar o nome da lista de autoridades e retirar a cadeira reservada a Eleonora na mesa principal.


Sem comentários


O pedido de demissão de Eleonora já estava consumado e, mesmo assim, Requião não quis comentar a saída do governo da filha de Maurício Fruet, irmã de Gustavo Fruet. Primeiro, o governador negou a entrega do pedido de demissão. Depois da insistência dos repórteres que cobriam o evento no Palácio Iguaçu, Requião disse que não iria comentar o assunto. O governador já sabia desde a semana passada que a família Fruet não havia engolido a exclusão de Gustavo, que queria ser candidato, em favor de Ângelo Vanhoni (PT).


No Ipardes


José Moraes Neto, o novo presidente do Ipardes, órgão vinculado à Secretaria do Planejamento, é velho conhecido do PMDB. Funcionário de carreira no Ipardes há 20 anos, já foi presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon) duas vezes. Presidiu o Conselho Federal de Economia. Foi o responsável pelo plano de governo do PMDB na eleição para o governo, em 2002.


Descontentamento


Não são só os xiítas do PT que estão descontentes com a aliança com o PTB, em Curitiba. O PMDB, outro aliado, está preocupado com a formação da chapa proporcional, para vereadores. Os peemedebistas acreditam que, se a coligação nas proporcionais for confirmada, as chances de eleger vereadores caem consideravelmente. Por isso, vereadores do PMDB jantam hoje com Ângelo Vanhoni. Vão reclamar da aliança PTB-PMDB-PT-PCdoB que se desenha.


Proposta


O proposta que será levada a Vanhoni é de uma coligação ampla na majoritária (para prefeito e vice) e restrita nas proporcionais (para vereador). Ou seja, PT-PTB-PCdoB coligam de um lado e PMDB-PP-PHS se unem do outro. A alternativa é viável, segundo a direção estadual do PT, mas vai depender de um aval de todos os demais parlamentares. Estresse à vista.


Na espreita


Como sempre, o PP que já foi PPR, de José Janene, é o único que não mostra para que lado vai. Acompanha de longe as movimentações dos outros partidos, para, na última hora, aderir ao que mais convém. Foi assim nas eleições de 1994, 1996, 1998, 2000 e 2002. É o segredo da boa negociação.


Palanque


As candidaturas para as eleições de 3 de outubro ainda sequer foram homologadas, mas já tem pré-candidato fazendo questão de lembrar os eleitores do pleito que irá eleger vereadores e prefeitos em todo o País. Na inauguração do Centro Cultural da Zona Norte, em Londrina, o presidente da Câmara e pré-candidato à reeleição, Orlando Bonilha (PL), aproveitou o momento para cobrar os ''cidadãos e cidadãs para que se lembrem das pessoas que trabalham com honestidade no próximo dia 3''.


Copel


O presidente da Assembléia, Hermas Brandão (PSDB), promete colocar em pauta projeto de lei que revoga autorização concedida pelos próprios deputados durante o governo Jaime Lerner (PSB) para a privatização da Copel. A ordem é da Justiça.


Fora de pauta


Requião não vai gostar nada disso. O projeto que pretende aumentar em R$ 398 milhões o capital da Sanepar não será incluído na pauta dos deputados desta semana. O assunto ainda está sendo discutido pela Comissão de Finanças. E se depender de Élio Rusch (PFL), que é de oposição, não haverá parecer nos próximos dias. Rusch diz que não recebeu o parecer técnico encomendado para a sua assessoria. Disse também não ter pressa alguma. A Dominó Holdings, sócia a contra-gosto do governo na Sanepar, agradece.


Sinais


Já o líder do governo na Casa, Natálio Stica (PT), mostra mais uma vez que acredita até em Papai Noel. Aposta na transformação da sessão de amanhã em comissão geral, o que poderia garantir a apreciação da matéria mesmo sem parecer das comissões. O deputado resiste ao óbvio: Hermas Brandão deu vários sinais ontem de que as prioridades do Poder Executivo nem sempre são as prioridades do Poder Legislativo. Primeiro, Brandão desautorizou Stica a falar sobre a pauta da Assembléia. Depois deu a entender a jornalistas que o assunto vai ser postergado para a semana que vem, às vésperas do recesso.


Morte brutal


A falta de segurança no Paraná é tanta que praia no inverno quando o número de pessoas circulando é menor virou sinônimo de perigo. O economista Adilson Ricardo, da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), foi brutalmente assassinado no último final de semana no litoral paranaense. Adilson foi encontrado ainda agonizando no domingo pela manhã no bairro do Tabuleiro, entre Matinhos e Caiobá. Não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do hospital.


Investigação


A delegacia de Matinhos está investigando o caso e não deu muitas pistas. Suspeita-se de latrocínio. A polícia adiantou que Adilson sofreu ferimentos pelo corpo por um instrumento contundente, que pode ser um martelo. O economista da Faep tinha 52 anos e era o funcionário mais antigo da entidade. Entrou na Faep quando tinha 14 anos e iria completar 38 anos de serviço.


Perguntinha


Buscar onde ânimo para votar nos candidatos que se apresentam?

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