INFORME FOLHA
Cetran 1
O Conselho Estadual de Trânsito (Cetran) passou por mudanças na gestão do secretário de Estado da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari. Uma delas foi o reajuste dos jetons pagos aos conselheiros, que passaram a receber R$ 456,80 por reunião. Como são realizadas seis reuniões por mês, cada conselheiro tem direito a ganhar R$ 2.780 no mês. Salarião, uma vez que se não exige dedicação exclusiva!
Cetran 2
Antes, o valor do jeton por reunião era de R$ 72. Cada um faturava algo em torno de R$ 1,4 mil. No papel, faziam 20 sessões por mês. Na prática, o número de reuniões era bem menor. O valor das gratificações do presidente, assessor jurídico, secretária e conselheiros do Cetran foi fixado no artigo terceiro do Decreto 2.830, de 22 de abril de 2004. Está tudo no Diário Oficial 6.713.
Cetran 3
Atualmente, estão em pauta algumas nomeações dos conselheiros do Cetran. Uma disputa nos bastidores tem movimentado o conselho. Ninguém confirma, para não se comprometer, mas Delazari estaria querendo emplacar um de seus assessores mais próximos como representante do Detran no conselho. Para não bater de frente com o secretário-chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, que já havia indicado seu nome à vaga do Detran, articula-se a criação da 12 vaga de conselheiro, que passará a cuidar das atas das reuniões. Em tese, a nova vaga será preenchida pelo indicado de Caíto.
Cetran 4
O interesse político pela vaga do Detran, no Cetran que deveria ser um órgão eminentemente técnico por envolver um tema tão complexo como trânsito , deve ter causado descontentamento no diretor de Operações do Detran, José Miguel Grillo, que havia sido indicado pelo órgão, comandado por Marcelo Almeida, para ocupar o cargo de conselheiro. Com a articulação política, dança.
Diretas 1
Os 20 anos do movimento que apressou o fim da ditadura militar no Brasil, as diretas-já, serão lembrados em um ciclo de debates nas próximas terça e quarta-feiras em Curitiba. O evento, promovido pelos cursos de Jornalismo, da Unibrasil, e Ciência Política, da Facinter, reunirá pessoas que fizeram as diretas, como Ricardo Azevedo, vice da Fundação Perseu Abramo, onde o movimento ganhou conteúdo prático, e, Nelton Friedrich, hoje diretor de Itaipu e na época organizador do comício no Paraná.
Diretas 2
Também participarão os jornalistas Teresa Urban, Elza Oliveira Filha e Fábio Campana, que trabalharam na cobertura das diretas no Estado. O debate será dividido em duas partes. No dia 22, às 19 horas, no auditório Anexo II, da Câmara de Curitiba, participarão Ricardo Azevedo e Friedrich, e ainda professor Ciências Sociais da UFPR, Sérgio Braga.
Diretas 3
No dia seguinte, no mesmo horário, o encontro será realizado no auditório da Unibrasil, no Tarumã. Campana, que era diretor do ''Correio de Notícias'' (que deixou de circular), Elza de Oliveira, ex-corresponde no Paraná de ''O Globo'' e Teresa, ex-correspondente de ''O Estado de São Paulo'', falam sobre a ''cobertura'' das diretas pela imprensa.
Aspen 1
Em menos de um mês, a família Pasquinelli e a Irapuã Administradora de Imóveis receberam e perderam o direito de tutela antecipada de ações do Aspen Park Shopping de Maringá, o principal da cidade. O primeiro despacho reconhecendo o direito dos Pasquinelli foi assinado no dia 14 de maio e condenava o Aspen Park ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios fixados em R$ 80 mil. Em dez dias, a Justiça resolveu revogar o despacho esta semana e reconsiderou a decisão, determinando que as ações sejam devolvidas imediatamente ao obstetra Galilleu Pasquinelli Filho e a mulher dele Guayres de Azevedo Pasquinelli.
Aspen 2
De acordo com o advogado que entrou com a ação contra o shopping, Olivar Coneglian, o casal vendeu uma área de 4.452 metros quadrados na região central de Maringá para a construção de um shopping center, um hotel, um flat, um edifício comercial e outro empresarial. O negócio foi realizado no dia 1º de junho de 1994. Como pagamento, o casal receberia 11,5% sobre o empreendimento do shopping e mais 7,5% sobre os demais empreendimentos. Outra área de 580 metros quadrados da empresa Irapuã Administradora de Imóveis, da família Pasquinelli, foi vendida para o empreendimento. A empresa do setor imobiliário ganharia como troca pelo imóvel 7,5% do total do empreendimento do shopping e outros 7,5% dos demais empreendimentos. As duas negociações foram devidamente registradas em cartório.
Aspen 3
Entretanto, o casal só assumiu as ações no shopping durante um pequeno período em 1998. Pasquinelli teria iniciado uma série de questionamentos administrativos e teria até pedido a mudança administrativa no shopping sob pena de risco financeiro. Numa manobra de diretoria, segundo o advogado, teria sido marcada uma reunião do conselho para a destituição do casal do grupo. As ações dos Pasquinelli teriam sido revendidas e o casal jamais teria recebido o dinheiro dessas ações. Somente as ações pertencentes aos Pasquinelli e a imobiliária, segundo levantamento técnico encomendado pelo advogado da família, valem atualmente cerca de R$ 36 milhões.
Aspen 4
Procurado pela Folha, o advogado do Aspen, Paulo Dieter, disse que a decisão judicial já era de conhecimento público. Não quis se posicionar sobre o assunto. O Aspen tem vários sócios, dentre os quais grupo O Boticário, Big Ben Jóias e Relógios, e Bergerson Joalheiros.
Perguntinha
Se comprovado caixa dois então, pelo entendimento do TSE, quem vai preso: o partido, a coligação, ou ninguém?
Leandro Donatti e sucursais
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