INFORME FOLHA
Monitoramento
A Força Sindical do Paraná vai aderir à campanha nacional e promete instalar painéis nas dez principais cidades do Estado para acompanhar a votação do salário-mínimo, que ocorre na Câmara dos Deputados, em Brasília, nos dias 29 e 30 deste mês. A idéia é colocar painéis gigantes, em locais de grande circulação, e ao lado do nome de cada um dos 30 deputados federais paranaenses, o posicionamento favorável, contrário ou neutro em relação ao novo valor do mínimo proposto pelo Senado, de R$ 275.
Permanência
A proposta do governo Lula, de aumentar o mínimo dos atuais R$ 240 para R$ 260, foi derrubada no Senado. Proposta que já havia sido sido aprovada na Câmara pelos deputados federais por por 266 votos contra 167, no último dia 2. O primeiro painel a ser instalado será nesta quarta-feira, em Curitiba. O mesmo ficará na praça Rui Barbosa, ponto central.
Leilão
Os carros que compunham a frota oficial da Assembléia irão a leilão na próxima quinta-feira em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. A direção da Casa autorizou a realização da venda do lote de veículos Chevrolet, Volkswagen, Toyota e Renault que eram utilizados pelos deputados antes da determinação do presidente da Casa, Hermas Brandão (PSDB), que extinguiu a frota oficial. Segundo o edital do leilão, todas as multas da frota foram quitadas junto ao Detran.
Mandelli
Não custa tentar, mas que é cara de pau é. Foragido da polícia, Paulo Mandelli tentou recentemente na Justiça absolvição pelo crime de corrupção ativa, com base numa sentença concedida em outubro de 2003 a Joarez França Costa, o Caboclinho, este preso. O Ministério Público (MP) do Paraná acusa Mandelli e Caboclinho, apontados como donos de desmanches em Curitiba, de efetuarem pagamento de R$ 16,8 mil a uma empresa de pré-moldados pela construção de um galpão na chácara do hoje presidente da Adepol, delegado João Ricardo Keppes Noronha.
Não se estende
Por este crime, o juiz da 8 Vara Criminal condenou Caboclinho a sete anos e quatro meses de prisão, decisão que foi revogada pela 1 Câmara do Tribunal de Justiça (TJ) sob o fundamento de que ''os fatos alegados não se encontram provados, havendo apenas meros indícios da materialidade do crime''. Ao indeferir o pedido de absolvição interposto por Mandelli, o relator, juiz convocado Luiz Mateus de Lima afirmou que a decisão é de caráter pessoal, não podendo alcançar outro réu.
Saia-justa
O deputado estadual Nelson Justus passou por uma saia-justa, durante a cerimônia que marcou um ano de existência do programa 161 Narcodenúncia, da Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania, anteontem. A cerimônia, que também marcou a extensão do programa para outros estados, foi realizada no plenarinho da Asembléia e presidida por Justus. Depois de apresentar os resultados de um ano do programa, várias entidades foram homenageadas pela sua contribuição na campanha.
Xarás
À frente do plenarinho, o secretário Aldo Parzianello, da Justiça, e Luiz Fernando Delazari, da Segurança Pública, entregam as placas de homenagem. São chamados representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, dos meios de comunicação, das operadoras de telefones. De repente, na homenagem à Assembléia, o cerimonial anunciou, para representar a Casa, o deputado Nelsinho Dal Santos (PT). O problema é que antes de terminar o nome, Justus já estava de pé, pronto para receber o troféu. Sem graça, quando ouviu o ''Dal Santos'', sentou rapidinho. ''É que existem dois Nelsons'', explicou, com sorriso amarelo, esquecendo-se que, na verdade, existem quatro: ele e Dal Santos, Nelson Garcia (PSDB) e Nelson Tureck (PMDB).
Pule de dez
Se o PP aparecer com a história de que vai lançar candidato próprio em Curitiba é de se duvidar. José Janene, presidente da sigla no Estado, está articulando com outros partidos, em busca de alianças. Ontem, almoçou em sua fazenda em Londrina com Ratinho Jr. (PPS). Anteontem, com o pré-candidato Beto Richa (PSDB) e Hermas Brandão (PSDB).
Banestado
A Justiça Federal decretou novamente a prisão preventiva do ex-gerente do Banestado Carlos Donizeti Spricido. Ele é acusado de abrir e manter 36 contas CC-5 (de uso exclusivo de estrangeiros residentes no Brasil) utilizadas para enviar ilegalmente para o exterior US$ 1,94 bilhão através da agência do banco em Foz do Iguaçu.
Sem riscos
Spricido já havia tido sua prisão preventiva decretada em fevereiro deste ano. O ex-gerente foi libertado após o TRF de Porto Alegre conceder-lhe um habeas corpus. Os desembargadores do TRF entenderam que Spricido não oferecia risco ao desenrolar do processo porque não demonstrava intenção de fugir da Justiça.
Fato novo
A situação mudou quando Spricido não compareceu nas últimas audiências para a instrução da ação penal. Após tentativas frustradas de localizar o réu, a 2 Vara da Justiça Federal de Curitiba decidiu decretar novamente a prisão do ex-gerente.
Perguntinha
Algum deputado federal do Paraná adere ao mínimo fixado pelo Senado?





