Multas


Os juízes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) mantiveram ontem a disposição de punir os pré-candidatos que realizarem propaganda eleitoral antes do dia 6 de julho, conforme prevê a lei. Ontem, o pré-candidato à Prefeitura de Curitiba, Angelo Vanhoni (PT), e os vereadores curitibanos Julieta Reis (PFL) e Celso Torquato (PMDB) foram condenados a multas que variam entre R$ 21 mil a R$ 27 mil por divulgarem suas imagens em outdoor.


Livres


As acusações de propaganda irregular contra os vereadores de Curitiba Rosely Isidoro (PT) e Luís Ernesto (PSDB), também julgadas ontem à tarde pelos juízes, não foram confirmadas pelo TRE, que decidiu não aplicar nenhuma multa contra os dois.


Contra o tempo


A ala do PMDB de Curitiba que defende o lançamento de uma candidatura própria na eleição de outubro corre contra o tempo. A convenção do partido está marcada para o próximo dia 15 e o grupo pró-Vanhoni, comandado pelo presidente da sigla no município, Doático dos Santos, continua firme no propósito de uma coligação PT-PMDB já no primeiro turno.


Denúncias


Ontem, Eduardo Fujikawa e Luiz Antunes Rodrigues divulgaram nota acusando o secretário geral do PMDB do Paraná e presidente da Cohapar, Luiz Claudio Romanelli, de conspirar em favor da tese de não lançamento de candidatura própria. A nota, entre outras críticas, acusa Romanelli de engavetar três representações que pedem a dissolução do diretório municipal e a nomeação de uma comissão provisória em Curitiba, a ser definida pelo comando estadual do PMDB.


Marionetes


Procurado pela Folha, Romanelli insinuou que Gustavo Fruet, outro peemedebista que assim como Rafael Greca sonha em sair candidato, está fomentando a discórdia. ''Estão desesperados. Não entendem que o partido em Curitiba já assumiu posições políticas (de coligar com o PT) tendo inclusive indicado nome para vice de Vanhoni (Nizan Pereira). A exclusão da tese (de candidatura própria) se deu no partido, na convenção municipal do ano passado (quando Doático foi reconduzido ao posto)'', disse Romanelli.


Desconto


Os policiais federais do Paraná que aderiram à recente greve dos servidores públicos federais receberão holerites com salários menores. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) cassou liminar obtida pelo Sinpef, o sindicato da categoria no Estado, junto ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 Região. O Sinpef conseguiu garantir judicialmente o não desconto em folha dos dias não trabalhados.


Prejuízos


Pois bem, em juízo, os advogados da União sustentaram que a greve dos policiais federais no Paraná, como em todo o Brasil, por melhores salários, causou prejuízos ao patrimônio público e à ordem pública e administrativa, porque prejudicou a emissão de passaportes, custódia de presos, controle imigratório nos portos, aeroportos e postos de fronteira, proteção de testemunhas e de pessoas ameaçadas entre outros serviços considerados essenciais.


Greve tem custo


O presidente do STJ, Edson Vidigal, considerou os argumentos da Procuradoria Geral da União (PGU) e ressaltou na decisão que a greve ameaçou a ordem, a economia e a segurança pública. O ministro ainda destacou que é pacífico o entendimento no tribunal de que o direito de greve, assegurado pela Constituição Federal aos servidores públicos, não garante a paralisação dos serviços sem o desconto dos dias parados.


Eixo


A Comissão Especial de Investigação (CEI), criada em ano eleitoral para achar ilegalidades no Eixo Metropolitano idealizado pelo prefeito de Curitiba Cassio Taniguchi (PFL), não desiste. Os convidados que não compareceram à sessão da CEI da semana passada estão sendo reconvocados por ordem do presidente da comissão, Neivo Beraldin (PDT): Maurício Sá de Ferrante, o procurador do município; Luiz Hayakawa, presidente do Ippuc; Nelson Leal Junior, secretário de Obras de Curitiba; Vito Celso Mussi, um dos engenheiros do Dnit.


Ameaça


Se não comparecerem, Beraldin promete articular a transformação da CEI em CPI. Daí a coisa muda. Inimigo contra Cassio na Assembléia é o que não falta.


Dica


Ainda bem que não é o secretário da Educação de Paranaguá. Paulo França, atualmente secretário de Saúde do município, está precisando urgente de uma lapidada. Assim, quem sabe, aprenda que homem público precisa mesmo que finja ter boas maneiras ou, pelo menos, polidez mínima no trato com os jornalistas.


Sabão


Paulo França foge das entrevistas como diabo da cruz e se nega a prestar informações por telefone. Falta de preparo para lidar com a imprensa ou receio de não saber o que dizer sobre o caos da saúde pública do município e litoral com o fechamento do único hospital que atendia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a Santa Casa de Misericórdia de Paranaguá?


Novela


Aliás, o impasse em torno da Santa Casa de Misericórdia de Paranaguá está longe de um fim. Especulou-se ontem que governo do Estado estaria fazendo um esboço do decreto de intervenção. A Chefia da Casa Civil não confirmou. Até porque, doente, o secretário-chefe Caíto Quintana não estava ontem no Palácio.


Esperança


No hospital, fechado desde quinta-feira da semana passada, a expectativa do provedor, Olavo Muniz de Carvalho, é de que o governo Requião assuma a administração e a conta dos pacientes atendidos pelo SUS. A Santa Casa de Paranaguá tem uma dívida de pelo menos R$ 3 milhões.


Perguntinha


Impressão ou a Justiça Eleitoral vai pegar pesado com os candidatos nesta eleição?

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