Na mira


O Palácio Iguaçu discutia ontem uma fórmula legal de intervir no terminal paraguaio fixado no Porto de Paranaguá. Apesar de o porto ser uma concessão do governo federal ao Paraná, o governo do Estado tem limitações de poderes, não podendo por exemplo fiscalizar as atividades do terminal.


Maquiagem


Requião foi informado que, durante o governo Jaime Lerner (PSB), o terminal foi terceirizado e hoje está nas mãos de uma empresa norte-americana que, conforme chegou aos ouvidos do governador, estaria exportando produtos brasileiros, produzidos na Região Metropolitana de Curitiba, como sendo ''made in Paraguai''.


Acúmulo de cargos


Marcos Vinícius Mazoni, diretor geral da Companhia de Informática do Paraná (Celepar), vai responder também pela Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos, até quinta-feira ocupada por Nizan Pereira (PMDB), que se desincompatibilizou para concorrer como candidado a vice na chapa de Angelo Vanhoni (PT), à Prefeitura de Curitiba. Se algum deputado estadual sonhava em assumir a secretaria, pode tirar o cavalinho da chuva. Requião já bateu o martelo.


Ficha


Mazoni foi importado, pelo governador, do PT do Rio Grande do Sul. Já foi presidente da Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do Sul e foi eleito presidente da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Processamento de Dados.


Vai render


O mico que o governo Requião passou com a explosão dos vidros do aquário instalado pelo governo Lerner, no Parque da Ciência, não vai ficar barato. O governador autorizou ontem que se faça um levantamento completo de custos e viabilidade das obras idealizadas pelo seu antecessor no parque. Para quem não leu o Informe ontem: os vidros seis milímetros do aquário gigante que fica no antigo Parque Castello Branco não suportaram a pressão de 30 mil litros de água. Foi um banho só, há cerca de dois meses, quando um funcionário do governo tentou ver peixinhos dentro da engenhoca.


Garibaldi 1


Mais um empresário foi denunciado por gestão fraudulenta por conta do Consórcio Garibaldi, que entre 1989 e 1994 deu prejuízo de cerca de R$ 40 milhões aos seus consorciados. Sérgio Amílcar Aguiar de Maia foi acusado de ser o superintendente do Grupo Garibaldi, e também respoderá por crimes contra o sistema financeiro.


Garibaldi 2


Além de Maia, outros três empresários já respondem a uma ação penal junto à Justiça Federal. O ex-deputado estadual Tony Garcia e os empresários Agostinho de Souza e Rui Rodrigues Libretti também são acusados de fraudar as contas do consórcio. A ação contra os três, porém, encontra-se parada na Justiça devido a um habeas corpus obtido por Tony Garcia na eleição de 2002, que alegou que a ação penal causava-lhe um contrangimento ilegal durante o período eleitoral.


Pente-fino


Está nas mãos dos juízes das zonas eleitorais de todo Estado o destino político de vários ex-prefeitos e ex-vereadores que tiveram as contas desaprovadas pelo Tribunal de Contas (TC) do Estado. As contas foram encaminhadas ontem ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Aos juízes caberá a verificação sobre a elegibilidade destes agentes políticos em caso de registro de candidaturas para as eleições de outubro.

Sem demanda


Nenhum portador de deficiência ou idoso solicitou acesso especial às urnas no dia das eleições municipais junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A lei prevê que até o dia 4 de maio, as pessoas que precisassem de cuidados especiais no dia das eleições fizessem a solicitação junto ao órgão, para que uma nova seção eleitoral pudesse ser criada com facilidade de acesso para os portadores de deficiência.


Aviso


O TRE busca agora uma solução paliativa através de um edital que será publicado na terça-feira, convocando os eleitores em situação especial a dizerem a seção em que estão registrados. ''Houve falha de comunicação, mas esperamos que esses eleitores anunciem sua condição agora para evitarmos transtornos no dia das eleições'', afirmou o juiz eleitoral da 1 Zona Eleitoral de Curitiba, D'Artagnan Serpa Sá.


Debandada 1


A Força Sindical está evaziada, pelo menos oficialmente é o que parece. Líderes-chave deixaram nesta semana seus postos para concorrer às eleições, como manda a legislação eleitoral. O presidente da Força Sindical do Paraná, Sérgio Butka, é pré-candidato a prefeito em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba pelo PL.


Debandada 2


As demais lideranças da Força que se desincompatibilizaram disputam cargos de vereador em diversas cidades do Paraná. Manasses Oliveira é pré-candidato a vereador em Curitiba pelo PSC. Nelsão Silva de Souza, o Nelsão, é pré-candidato a vereador em Campo Largo pelo PDT. José da Silva, o Negão, a vereador em Fazenda Rio Grande também pelo PL.


Debandada 3


João Gerônimo é vereador e pré-candidato à reeleição em Almirante Tamandaré pelo PTB. Sebastião Raimundo da Silva é pré-candidato a vereador em Londrina pelo PDT. Nilton Campos, a vereador em Araucária pelo PDT. Manoel Altamir Pereira (Lula) é pré-candidato a vereador em São José dos Pinhais pelo PL. Salvador Vatrim, a vereador em São José pelo PL.


Mesmo tom


Angelo Vanhoni está super à vontade nas vinhetas partidárias que foram ao ar ontem à noite. O estilo light, bastante explorado na eleição municipal de 2000 e que revoltada a ala xiita do partido, está sendo reeditado, na busca pelo voto do curitibano. Agora, pelo menos, não tem problema e ninguém vai poder chamá-lo de pelego: o PT é governo, mais do que nunca. Lula está no poder.


Perguntinha


Por que o PFL não indica Marina Taniguchi para vice de Osmar Bertoldi? Tira voto?

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