INFORME FOLHA
Grego
Desta vez quem não se acertou com a platéia durante reunião do secretariado foi Eleonora Fruet, do Planejamento. Eleonora recorreu a uma linguagem tão difícil para explicar que o Estado vai ter que apertar os cintos daqui para frente, que falou, falou por longos minutos e ninguém entendeu nada.
Tesoura
Foi preciso Requião pegar o microfone e avisar que programa de governo que não é viável será cortado. ''Vamos enxugar.'' O plano de cargos e salários dos professores, cujo cálculo de reajuste foi subestimado, seria o motivo da luz vermelha. Programas que não puderem ser acompanhados semanalmente com todas as informações que o governo exige vão para a tesoura.
Interação
O governador disse que o acompanhamento desses programas será aberto à sociedade, pela internet. Disse que se submete a críticas se alguns dos programas fracassarem. ''Quero a crítica da sociedade'', disse a uma platéia atônita, preocupada nos cortes. Não tem cabimento alocar recursos para programas que não funcionam'', disse Requião.
Insônia
O anúncio de Requião vai deixar muito secretário de Estado sem dormir nos próximos dias. Tem muito projeto que vai ter que ceder aos cortes.
Paradoxo
O que não dá para entender é que, se Requião avisa que os próximos meses serão de vacas magras, por que então não reduz o reajuste salarial de sua equipe? Os secretários querem pular do salário de R$ 5,9 mil para R$ 11,9 mil, conforme projeto de lei que tramita na Assembléia. Isso também representa impacto na folha de pagamento. De pelo menos R$ 153,4 mil ao mês, ou R$ 1,6 milhão ao ano. Isso se de fato não houver aumento cascata.
Furo
Segundo o líder do governo na Assembléia, pelos cálculos iniciais, o impacto gerado com o aumento dos professores, na folha de pagamento, seria de R$ 21 milhões mensais. A conta foi refeita e foi apurado que, na verdade, o acréscimo será da ordem de R$ 30 milhões. Multiplicando por 12 meses, R$ 360 milhões ao ano, metade do que se arrecada em ICMS num mês, comparando-se com dados da Fazenda.
Lasquinha
O presidente do PT, deputado André Vargas, provoca. Durante a reunião entre o secretário Maurício Requião e base aliada, não perdeu a oportunidade de dar uma cutucada. Ao saber do erro nos cálculos do impacto financeiro do aumento dos professores, aconselhou: ''ficam criticando só o Palocci (ministro da Fazenda) e a política econômica do governo Lula, que acabem descuindando dos próprios problemas''.
Vice
Com a recusa de Eleonora Fruet, para o cargo de vice na chapa de Ângelo Vanhoni (PT), à Prefeitura de Curitiba, outro nome começa a ser trabalhado, o da vereadora Marcia Schier (PMDB). A moça teria o apoio de Requião, apesar de já ter transitado no grupo de Cassio Taniguchi (PFL).
Egos a mil
Enquanto isso, Osmar Bertoldi e Neivo Beraldin, respectivamente pré-candidatos do PFL e do PDT à prefeitura, parecem que brigam para mostrar quem viajou mais. Ontem Beraldin distribuiu nota reclamando do programa do PFL, que foi ao ar anteontem. Acusou Bertoldi de chupar uma idéia sua ao ter defendido a implantação de um trem metropolitano parisiense em Curitiba, como solução para o transporte coletivo de massa.
Larga meu trem
''Acontece que o deputado Neivo Beraldin vem falando sobre isso há mais de dois anos. É curioso como o trem metropolitano agora se transforma em material de propaganda do pefelista, apesar de que Cassio Taniguchi, seguidamente, refuta a idéia. Coisas da política...'', diz a nota distribuída por Beraldin aos jornais.
Palanque
Se o presidente da Assembléia, Hermas Brandão (PSDB), não puser freio, a comissão especial criada para investigar o eixo metropolitano de Curitiba, a menina dos olhos do prefeito Cassio Taniguchi, vai virar palanque eleitoral. Beraldin será o presidente. E Rafael Greca, que sonha ser o candidato do PMDB na disputa, será o vice. Tom: pau na prefeitura!
Suspeita
Tanto Beraldin quanto Greca nagam que vão aproveitar a comissão para dar umas alfinetadas no adversário em comum. Beraldin alega que ''há indícios de inexistência de projetos de viabilidade técnica e econômica e também de superfaturamento na obra''. Se é assim, tem que investigar mesmo, mas sem esquecer da ética. A comissão começa os trabalhos amanhã, com uma sessão pública.
Informações
O deputado federal Gustavo Fruet, outro peemedebista que briga pelo direito de concorrer à Prefeitura de Curitiba pelo PMDB, encaminhou ao presidente do diretório municipal do PMDB, Doático Santos, pedido de informações sobre a última convenção do partido na capital. Fruet está buscando amparo para provável ação judicial, já que Doático está inflexível na teoria de que PMDB e PT devem coligar em torno de Vanhoni já no primeiro turno.
Bochicho
Em Londrina, o clima nos bastidores também é quente e há muita contra-informação. Elza Correia, pré-candidata do PMDB à sucessão de Nedson Micheleti (PT), por exemplo, foi alvo de boatos na semana. Houve quem jurou de pés juntos que a deputada estaria desistindo da eleição. Procurada pela Folha negou. Mas como em política até boi voa, por ora Elza é candidatíssima.
Chamado
O apresentador de rádio e tevê, Carlos Camargo (PSDC), o disputado do ano, esteve ontem em Curitiba, para uma visita à Assembléia. O convite teria partido de Hermas Brandão, que é tucano. Segundo o presidente do PSDC de Londrina, Gê Santos, a visita foi de cortesia, para que Camargo conhecesse as instalações da Casa. O assunto coligações não teria entrado em pauta. Curiosamente, somente agora foi conhecer o Poder Legislativo, quando pelo menos quatro pré-candidatos a prefeito na cidade estão em conversações com o PSDC, na tentativa de compor uma chapa.
Perguntinha
Quanto de fato vai custar o aumento dos secretários de Estado?
Leandro Donatti e sucursais
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