INFORME FOLHA
Chumbo grosso
O PFL, que deve ser interpelado judicialmente, veio com tudo em cima do governo do Estado, no programa do partido que foi ao ar ontem à noite. O partido, que tenta eleger o vereador Osmar Bertoldi (PFL) prefeito de Curitiba, fez pesadas críticas à administração estadual. Falou da falta de segurança, das filas no Porto de Paranaguá e até o entrevero do governador com um repórter durante evento no interior do Estado, quando Requião, irritado, o interpelou apertando-lhe o dedo. Começou a guerra.
Chupa-idéias
Bertoldi, no programa do PFL, continua trazendo de fora o que ele considera de solução para os problemas de Curitiba. Desta vez, experiências da Polônia, da França e novamente dos Estados Unidos. Criatividade zero! A expectativa é de que até outubro, mês da eleição, surja alguma proposta própria. E não vale pedir ajuda para o prefeito Cassio Taniguchi (PFL).
Píton
Requião sentiu que a Operação Vampiro, comandada pela Polícia Federal (PF) e que apura irregularidades na compra de medicamentos em todo o Brasil, poderia enveredar para o Paraná, como sinalizaram as escutas feitas em cima de lobistas. Há exatos oito dias, o governador ordenou durante solenidade no Palácio Iguaçu uma investigação em todas as compras feitas por licitação para a Secretaria de Estado da Saúde e para o sistema penitenciário, realizadas durante o governo de seu antecessor, Jaime Lerner (PSB).
Ampliação
O governo não contava é que se colocasse sob suspeita compra de Imunoglobulina RH em maio de 2003 como fez a Folha de S.Paulo na edição de ontem , primeiro ano de governo do PMDB. Ontem, o secretário de Saúde, Claudio Xavier, tratava de dar explicações. Disse que já foi iniciada uma auditoria em todos os processos licitatórios para compra de medicamentos hemoderivados no Paraná feitas nos cinco últimos anos do governo anterior e também desde janeiro de 2003.
Elejor
A 4 Inspetoria de Controle Externo do TC, comandada pelo conselheiro Artagão de Mattos Leão, se diz propensa a impugnar a negociação entre Copel Participações e a usina Elejor (Centrais Elétricas do Rio Jordão). Segundo informações da inspetoria, houve um adiantamento de mais de R$ 7 milhões no contrato mútuo de mais de R$ 100 milhões, assunto que não está devidamente esclarecido.
Repúdio
A Conferência Estadual de Direitos Humanos divulgou nota de repúdio à CPI da Terra, montada na Assembléia Legislativa. A conferência ocorreu no último final de semana, em Curitiba, e reuniu mais de 200 delegados de todo o Paraná. A moção de repúdio chama a CPI de ''ruralista'' e foi endereçada ao presidente da Assembléia, Hermas Brandão (PSDB), e ao presidente da CPI, deputado Élio Rusch (PFL).
Dois pesos
Os delegados da conferência apontaram vários indícios da parcialidade e de comprometimento da CPI. ''O principal interessado em esclarecer fatos relacionados à reforma agrária, o Incra, sequer foi intimado ou convidado para depor'', aponta um trecho da moção de repúdio. Outro trecho da moção assinala que já foram realizadas graves denúncias contra os latifundiários. ''No entanto, nenhum foi intimado para depor, sendo que inclusive assistem às sessões da CPI, o que demonstra que se sentem totalmente a vontade sobre a maneira como são conduzidos os trabalhos.''
Cotado
O cargo de diretor administrativo da Itaipu Binacional, ocupado por Rubens Bueno, que já anunciou que vai se desincompatibilizar até quinta para cuidar dos interesses políticos do PPS, deve ficar com um petista. Edésio Passos, integrante do Conselho de Itaipu, aguarda a chegada do diretor brasileiro, Jorge Samek, que da China fez uma escala na Europa, para começar o lobby. Já foi cogitado para uma diretoria, no início do governo Lula, mas acabou não emplacando por conta do acerto nacional com o PPS. Melhor momento que agora, impossível.
Empregão
A saída de Bueno de Itaipu deve movimentar os bastidores de dentro e de fora do poder. Nove entre dez políticos paranaenses sonham com o cargo. Os diretores ganham muito mais que muito secretário de Estado, mexem com orçamentos federais, têm oportunidade de tocar projetos legais, e recebem em dólar, o que num momento econômico como esse, é um excelente negócio.
®FR¯
Repique
O advogado e ex-secretário de Governo de Jaime Lerner (PSB) José Cid Campêlo Filho lamentou o desagravo em favor do promotor de Justiça José Geraldo Gonçalves, assinado pelo presidente da Associação Paranaense do Ministério Público (MP), Ivonei Sfoggia, e distribuído na sexta-feira.
Corporativismo
Para Campêlo Filho, o desagravo foi articulado para ''proteger o espírito do corpo, isso é, defender a organização, ainda que para isso seja necessário qualificar o desqualificado''. Na semana passada, o ex-secretário entrou com notícia-crime no Tribunal de Justiça contra o promotor e o juiz Marcelo Ferreira, da Vara de Inquéritos Policiais de Curitiba, alegando que o decreto de prisão expedido teria sido redigido pela mesma pessoa que redigiu o pedido de prisão preventiva.
Cutucada
Campêlo Filho provoca na nota encaminhada à Folha ontem. Lembra que Sfoggia em nenhum momento, no desagravo, se refere ao laudo de linguística elaborado pelo professor Carlos Alberto Sanches, a pedido do ex-secretário, o qual, afirma, categoricamente, que as peças assinadas por Gonçalves e Marcelo Ferreira foram elaboradas pela mesma pessoa.
Liminar
O juiz da 7 Vara Federal de Curitiba, Dineu de Paula, concedeu liminar que suspende a cobrança previdenciária de professores aposentados e pensionistas sindicalizados na Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Com a decisão, os aposentados e pensionistas sindicalizados da UFPR estão livres da contribuição previdenciária equivalente a 11% de seus salários.
Perguntinha
Osmar Bertoldi está concorrendo com Zeca Camargo, repórter da Rede Globo que está fazendo um giro pelo mundo?





