Indisponibilidade

O ex-secretário de Governo do Paraná José Cid Campêlo Filho ajuizou uma reclamação, com pedido de liminar, no STF contra decisão da 1 Vara da Fazenda Pública de Curitiba, que determinou a indisponibilidade de seus bens. Ele é acusado de envolvimento na contratação da Associação dos Diplomados da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de São Paulo (Adifea) pela Copel, durante a gestão Jaime Lerner (PSB). O contrato está sendo investigado pelo Ministério Público (MP) estadual.

Subida ao TJ

Campêlo Filho alega que caberia ao TJ a decisão sobre seus bens e não à 1 Vara da Fazenda Pública. Ele invoca foro privilegiado por ser ex-secretário, o que é questionável nos tribunais. O TJ do Paraná, por exemplo, na semana passada entendeu que o próprio Campêlo não tem foro privilegiado. Na reclamação, o ex-secretário de Lerner pede a cassação do despacho da Justiça em primeiro grau e sua subida ao TJ. Sustenta ainda que, no caso, estão presentes o interesse público e o grave risco de lesão irreparável, ''pois está sujeito a decisões de juiz incompetente''.

Desagravo

A Associação Paranaense do MP estadual, comandada por Ivonei Sfoggia, divulgou ontem nota de desagravo em solidariedade ao promotor de Justiça, José Geraldo Gonçalves, alegando que o mesmo foi vítima de indevidas acusações proferidas por Campêlo Filho. No início da semana, o ex-secretário convocou uma coletiva para anunciar que está processando criminalmente o promotor mais o juiz Marcelo Ferreira.

Memória

Os dois foram os responsáveis diretos pela prisão preventiva de Campêlo Filho e de outras nove pessoas acusadas de participar na celebração de um contrato ilegal entre a Copel e a Olvepar, envolvendo créditos tributários. O pedido de prisão preventiva foi protocolado por Gonçalves no dia 5 de abril deste ano e concedido na mesma data pelo juiz, que na época respondia pela Vara de Inquéritos Policiais. Segundo o ex-secretário, o decreto de prisão expedido por Ferreira na verdade teria sido redigido pela mesma pessoa que redigiu o pedido de prisão preventiva.

Teor

''A entidade de classe repele de forma veemente a conduta gratuita e inconsequente do detrator (Campêlo Filho), em razão do escuso propósito de tentar denegrir e embaraçar a atuação do membro do Ministério Público no referido caso. Por fim, declara à sociedade que a Associação Paranaense do Ministério Público, reafirma que seus membros, leais ao dever funcional, continuarão, de forma inabalável, desempenhando suas atribuições institucionais, não se curvando às pressões ou ofensas que visam, sobretudo, desviar a atenção sobre as relevantes acusações que pesam contra o advogado José Cid Campelo Filho.''

Sombrio

O deputado estadual Rafael Greca, interessado em retornar à Prefeitura de Curitiba, foi outro peemedebista que não gostou do programa do partido que foi ao ar esta semana. Na opinião de Greca, o programa ficou igual àquele verso de Cecília Meireles: em que espelho se escondeu minha face? Na opinião de Greca, o programa foi ''sombrio'', que destoa de um partido ''com idéias luminosas, como o Luz Fraterna (programa da Copel que garante energia gratuita para famílias de baixa renda)''. Traduzindo: o programa não defendeu a tese da candidatura própria, o que ajudaria Greca.

Climão

O PL de Londrina acha que o convite do prefeito Nedson Micheleti (PT) para Carlos Camargo (PSDC) assumir a vice na chapa para as eleições deveria passar por uma discussão mais ampla. Segundo o vereador Orlando Bonilha, que é também o presidente da Câmara, a articulação ''deveria passar pelo PL, que faz parte ou fazia da base aliada em Londrina do PT, mas já sem muito espaço''.

Rompimento

Bonilha disse mais ainda em nota enviada ao Informe: ''Se não há respeito a aliados, o PL já não pensa em se coligar com o PT''.

Verba curta

O dinheiro continua curto na Fundação Teatro Guaíra, comandada por Nitis Jacon, pobrezinha. Equipe do Teatro Guaíra que se apresentou em Londrina naqueles ônibus de espetáculos dia desses, conforme programação do Filo, estava com dificuldades financeiras para retornar a Curitiba. Parece que a galera foi sem diária e depois não tinha como retornar.

Indicado

O Pleno do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 Região, em Porto Alegre, indicou ontem o juiz federal Márcio Antônio Rocha para representar a Justiça Federal como suplente no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná.

Desvinculação

A Corte Especial do TRF da 4 Região aprovou ontem, por unanimidade, a instalação de uma Vara Federal em Jacarezinho, no norte do Paraná. O início das atividades ainda não tem data definida. Até agora, a cidade fazia parte da Justiça Federal de Londrina.

Perguntinha

Impressão ou o PL de Londrina está mordido com as costuras eleitorais feitas pelo prefeito Micheleti?

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