Dedo

Quem está por trás da vinda do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) a Curitiba, onde deu uma palestra sobre ética, é ninguém menos que Euclides Scalco, ex-diretor brasileiro de Itaipu. Scalco e FHC são amigos há anos. No governo FHC, Scalco era homem forte, da articulação.

Tietagem

A vereadora de Curitiba Nely Almeida (PSC) rasgou toda seda que pôde ao ex-presidente, no horário reservado a perguntas. O desembargador do TJ, Gil Trotta Telles, foi outro que só faltou pedir autógrafo. Fora os apelos para que FHC volte à presidência.

Confidência

Durante sua palestra, o ex-presidente deixou escapar que também é fã de programa de auditório, ao contrário da imagem de intelectual que a maioria da população faz a seu respeito. Disse que no último domingo estava assistindo o Faustão, quando citou a participação do compositor Caetano Veloso.

Jeito próprio

O ex-presidente quis se referir que é preciso dar voz e vez para que a população manifeste sua mensagem da forma como sabe fazer. No programa do Faustão, Caetano apresentou algumas músicas do seu novo CD e depois chamou um grupo de rap feminino para dar seu recado. FHC elogiu Caetano que tem uma forma mais elitista de se apresentar, mas não deixa de apoiar as iniciativas culturais dos jovens exatamente como eles sabem fazer.

Na UnicenP

FHC foi embora somente ontem. Passou a manhã na Biblioteca do UnicenP, onde foi recebido pelo presidente do Grupo Positivo, Oriovisto Guimarães. O ex-presidente teve um encontro reservado com 30 empresários membros da Young Presidents Organization, uma organização que reúne mais de 8 mil jovens líderes em 75 nações, em uma rede para, entre outras coisas, trocar idéias.

Pètit comité

Durante café da manhã, que reuniu empresários do Rio, Porto Alegre, São Paulo e Curitiba, FHC falou sobre a atual conjuntura econômica brasileira e perspectivas para o futuro. Versão reservada da palestra que concedeu na noite anterior. Entre os vips paranaenses, os empresários Marcelo Bergerson, Kiko Vieira, Frank Romanoski e Murilo Cassol.

Lados opostos

A palestra do professor Roberto Mangabeira Unger, ocorrida na reunião do secretariado ontem pela manhã, teve conteúdo oposto ao discurso de FHC, anteontem. Enquanto FHC prega que não há milagres nem milagreiros capazes de mudar o sistema econômico, que o caminho do Brasil é o da perserverança, Mangabeira Unger prega o rompimento com o sistema econômico vigente.

Programa

Mangabeira Unger apresentou um programa econômico alternativo e colocou esse programa à disposição para as eleições presidenciais de 2006. No programa, recomenda a renegociação da dívida pública enquanto é tempo, que o País faça poupança interna com aplicações compulsórias em previdência privada para acabar com a dependência do sistema financeiro. Na renegociação, as dívidas do governo de longo prazo devem ser trocadas por investimentos de longo prazo.

Mistura venenosa

Países que fizeram isso como China, União Soviética e Índia estão se dando bem e crescendo economicamente. O Brasil é o único que segue o receituário econômico do FMI e se afundou no que Mangabeira chamou de mistura venenosa que é a estagnação econômica com desigualdade social.

Fita para Lula

Entusiasmado com as pregações do professor Mangabeira, que defende a valorização da classe média emergente, aumento de salários e o fortalecimento da renda do Estado através da manutenção da elevada carga tributária, Requião disse que vai mandar a fita gravada pela RTVE para o presidente Lula ouvir. Mais uma vez ele salientou: adora o Lula, mas não suporta o Palocci.

Censurado

O presidente do PMDB estadual, Dobrandino da Silva, defensor da candidatura própria, levou uma tesourada. Durante o encontro do PMDB em Foz, semana passada, gravou sua participação no programa do partido, que foi ao ar anteontem. Justamente a parte em que ele defendia candidatura própria foi cortada.

Chiadeira

Outro que odiou o programa foi Mário Sérgio Bradock, que acha que os deputados do PMDB deveriam ter aparecido no vídeo. ''Governo é governo e partido é partido. Governo é efêmero e partido é perene. Os deputados deveriam ter espaço, porque o governo já tem a rádio e a tevê públicas para divulgar seus programas.''

Bem cercado

O procurador João Francisco Bezerra de Carvalho, do Ministério Público (MP) federal, não ficou satisfeito com os depoimentos dos membros do Conselho Deliberativo da Fundação Copel. Para embasar melhor sua denúncia, quer ouvir também os peritos da Kroll.

Memória

Para quem não lembra, foi a Kroll que fez o pente-fino na fundação, que gerencia o fundo previdenciário dos servidores da Copel. Debruçada sobre o exercício financeiro de 2003, primeiro ano do governo Requião, a Kroll descobriu rombo financeiro de R$ 180 milhões.

Tudo um pouco

No relatório, cujo teor foi publicado na Folha, questões delicadas como a compra de papéis de difícil resgate, como o próprio Requião denunciou, e transações bancárias lesivas, apuradas pelo MP federal.

Pitada de orégano

Vai depender agora do MP, que investiga o caso, denunciado pela atual direção da Fiep. Alexandre Khury (PMDB) fez a ponte e conseguiu reunir numa mesma mesa Requião e José Carlos Gomes Carvalho Jr., o filho de Carvalhinho, ex-presidente da Fiep. Em pauta: o suposto desvio de R$ 7 milhões do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), do Sistema Fiep, em 2003, levantado numa auditoria.

Perguntinha

Impressão ou nem os aliados suportam mais ver Requião e Cia. elogiando o próprio umbigo na Educativa?

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