INFORME FOLHA
Novo nome
Emília Salles. É assim que Emília Belinati (PFL), a ex-vice-governadora de Jaime Lerner (PSB), faz questão de ser chamada agora. A ex-mulher do ex-prefeito de Londrina Antonio Belinati (PSL) deixou isso claro até dentro do partido que está filiada. A comissão provisória do PFL em Londrina está orientada a usar o novo nome.
Desvinculação
A retomada do nome de solteira já não era sem tempo. Dona Emília não é mais casada com Belinati há muitos anos e sem falar que, retirando o nome Belinati, fica bem mais fácil se desvincular da última administração do ex-marido, que continua sendo alvo de várias ações judiciais.
FHC no Paraná
Está confirmado. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) desembarca em Curitiba na próxima segunda-feira para falar sobre ''Ética e Política''. A palestra é beneficente, em prol da Fundação Pró-Renal do Paraná. Fernando Henrique vai falar no Estação Embratel Convention Center, às 20h30. Ingressos a R$ 50 e R$ 25 para estudantes. Mais informações: (0xx41)342-5849.
Outro lado
O presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano Curitiba (Ippuc), Luiz Hayakawa, e o secretário de Obras Públicas de Curitiba, Nelson Leal Junior, apresentaram ontem o Programa de Transporte Urbano de Curitiba aos deputados, no plenário da Assembléia. A apresentação foi um repique, para não dizerem que o Poder Legislativo do Paraná é parcial. Recentemente, o ex-secretário municipal de Obras Leopoldo de Castro Campos foi à Casa para detonar o eixo.
Cogumelos
Requião serviu cogumelos ontem a deputados aliados e secretários de Estado no almoço na Granja do Canguiri, residência oficial do governo na Região Metropolitana de Curitiba. Não os do tipo que dão alucinação. Ainda não é o caso. Ainda.
Reaproximação
O presidente estadual do PT, deputado André Vargas, anunciou ontem que vai procurar formalmente o PTB e retomar as negociações com a direção estadual da sigla para compor uma coligação em Curitiba, em torno de Angelo Vanhoni (PT). ''É incontestável a força popular do deputado estadual Carlos Simões. Quando foi candidato a prefeito em 1996 chegou ao segundo turno com mais de 320 mil votos'', argumenta.
Vespeiro
Segundo seu site, nos próximos dias, Vargas vai agendar uma reunião com o vice-presidente nacional do PTB, Flavio Martinez, e com o presidente estadual do PTB, deputado federal Íris Simões. Até lá, o presidente do PT estadual vai se incomodar. Uma das alas do PT rejeita visceralmente qualquer aproximação com o PTB, sobretudo porque nas eleições de 2000, o ano do caixa dois, o partido das famílias Simões e Martinez era aliado do então candidato à reeleição, Cassio Taniguchi (PFL).
Carta aberta
Há cerca de dois meses, quando Vanhoni tentou uma aproximação com o PTB, foi bombardeado por essa ala, comandada pelos vereadores de Curitiba Adenival Gomes e Paulo Lamarca e pelo deputado estadual Tadeu Veneri. Na carta, os petistas detonavam com o PTB. Diante da repercussão negativa que um arranjo poderia provocar, o próprio PTB refluiu e anunciou, durante a visita de líderes nacionais, que as negociações com o PT do Paraná estavam suspensas.
Perigo
O PT, na verdade, está vendo que precisa coligar com o maior número de partidos possíveis nesta eleição. Para não correr o risco de enfrentar nas urnas adversários de peso. Ainda mais que Beto Richa (PSDB), seu maior opositor no momento, tem trânsito no PTB.
Transferência
Na pesquisa Ibope, divulgada na semana passada, o vereador Osmar Bertoldi (PFL) aparece na estimulada com míseros 3% em três cenários e 4% em outro. Na pesquisa Datacenso, divulgada anteontem, 21% dos curitibanos afirmam que vão votar em candidato a prefeito apoiado por Cassio. Ou uma das pesquisas está imprecisa, ou os eleitores não estão sabendo ainda que Bertoldi é o candidato pelo menos por ora do prefeito.
Risco
Se bobear, passa a eleição e ninguém fica sabendo, haja vista a inexpressividade do pré-candidato do PFL e seu artificialismo, aliás, este presente em todos.
Rifa
O comando estadual do PDT continua firme na missão de rifar a pré-candidatura de Neivo Beraldin à Prefeitura de Curitiba. E vai. É só uma questão de tempo. Nota do partido, distribuída ontem, informa que como o resultado de Beraldin, na pesquisa Ibope (1% na estimulada), ficou abaixo do esperado na avaliação de Osmar Dias, o PDT tende a fazer alianças já no primeiro turno.
Nova missão
Pela segunda vez em menos de um mês, o presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, desembagador Oto Sponholz, deverá assumir a chefia do Poder Executivo no lugar de Requião. Salvo mudança de última hora, o governador estará no Chile nos dias 27 e 28 deste mês, em uma missão comercial, segundo o Palácio Iguaçu.
Mal chegou
Para quem não lembra, Requião e um terço do governo do Estado retornaram ao expediente, de uma viagem de dez dias ao Canadá, no início desta semana.
Hierarquia
Conforme a Constituição Estadual, o presidente do TJ é o terceiro na linha sucessória. Mas a legislação eleitoral estabelece restrições em ano de eleição. Nem o vice-governador, Orlando Pessuti (PMDB), nem o presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), podem assumir para não tornar inelegíveis parentes pré-candidatos.
Perguntinha
Já está em quanto o programa de milhagem do governo Requião?





