INFORME FOLHA
Pé esquerdo
Para os puxa-sacos de plantão, o governador em exercício começou mal sua interinidade, agradando os inimigos. O presidente do Tribunal de Justiça (TJ), desembargador Oto Sponholz, embarca hoje para Brasília, onde prestigia a posse de João Elísio Ferraz de Campos para mais um mandato (é o quinto!) como presidente da Federação Nacional das Empresas de Seguros e Capitalização (Fenaseg). Para quem não lembra, o ex-governador João Elísio já foi presidente do PFL no Paraná e aliado de primeira hora do então governador do Estado Jaime Lerner (hoje PSB), arquiinimigo de Requião.
Visita de cortesia
''Quando os gatos saem os ratos fazem a festa.'' Aproveitando ou não a ausência de Requião, que está no Canadá, o vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), candidatíssimo à sucessão de Cassio Taniguchi (PFL), fez visita de cortesia ontem a Oto Sponholz, no Palácio. Uma das justificativas de Beto para a visita: estreitar a aproximação entre os governos estadual e municipal. Que aproximação? Requião e Cassio se odeiam, não podem se ver!
Palanque árabe
Parecia até propaganda eleitoral político- partidária. Entre dançarinas rebolando a dança do ventre e cantores populares locais, o ex-prefeito Antonio Belinati (PSL) aproveitou o microfone aberto do programa de tevê Arabian Show, da Rede CNT, para fazer campanha na tarde de domingo. Prometeu recriar as frentes de trabalho assim que assumir seu quarto mandato como prefeito de Londrina. O apresentador também não deixou por menos: ''É por isso que ele vai ser prefeito pela quarta vez, porque ele faz.'' Comerciais, por favor!
A sete chaves
A mesa executiva da Assembléia mantém um segredo a sete chaves. Há quem garanta que as verbas de gabinete e ressarcimento dos senhores deputados estão maiores. Bem maiores. Algum parlamentar corajoso se habilita a abrir os números?
Inquérito civil
O Ministério Público (MP) estadual abriu ontem inquérito civil para investigar o pagamento à Consilux, efetuado pela Prefeitura de Curitiba, de pelo menos R$ 3,7 milhões referente a uma anistia de multas de trânsito emitidas por radar. O promotor de Justiça Paulo Ovídio dos Santos Lima, da Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público, cuida do caso.
Rombo da anistia
O pagamento pela anistia de multas, que rendeu abre de página no jornal Folha de S.Paulo, é denúncia do vereador de Curitiba, Adenival Gomes (PT). O vereador encaminhou um dossiê ao MP. Adenival estima que, ao anistiar indevidamente multas de trânsito em 1999, um ano antes da eleição de 2000, a prefeitura abriu mão de uma arrecadação de pelo menos R$ 50 milhões.
Lei em vigor
O Código de Trânsito Brasileiro proíbe a transformação de multas de natureza grave e gravíssima caso das infrações por excesso de velocidade registradas por radar em notificações educativas. O artigo 267 do código estabelece que apenas as infrações de natureza leve ou média podem ser convertidas em advertência.
Compensação
Como a anistia não estava prevista no contrato original, assinado em 1998, a Consilux alegou quebra do equilíbrio econômico financeiro. Após parecer favorável da Procuradoria do Município, a empresa passou a receber da Urbs pelas multas educativas, não pagas pelos motoristas infratores. Secretários da época, dentre os quais Beto Richa, que hoje é adversário de Cassio, deram aval.
Universidades
O senador Osmar Dias (PDT) quer a simpatia dos universitários. Ontem, durante o programa do partido que foi ao ar em cadeia estadual, Osmar criticou durante a decisão do governo Requião de suspender cerca de 40 cursos nas univseridades estaduais. Não entrou no mérito da qualidade dos cursos, disse que assim que Requião determinou o fim, como senador se opôs à ordem.
Briga pesada
Os donos de postos prometem faixas gigantescas em seus estabelecimentos hoje. ''Governador Requião, quantas mortes mais serão necessárias para termos segurança?'' é mote aprovado em assembléia do setor e escolhido ontem no Sindicombustíveis. Alvo: o secretário de Estado da Segurança, Luiz Fernando Delazari. Os donos de postos estão revoltados com a condução da pasta, o que, segundo eles, não tem servido em nada para coibido a violência na cidade. Ontem, um dono de posto foi morto por assaltantes em Curitiba.
Tá se achando
Nem parece mais aquele sindicalista engajado do Sindicato dos Petroleiros, cuja humildade e presteza eram as maiores virtudes. Natálio Stica (PT), depois que virou líder do governo Requião na Assembléia, tem hora marcada para dar entrevista nas sessões. Cuidado deputado, salto alto não é indicado para o seu posto, num terreno tão pantanoso. Valdir Rossoni (PSDB), que tanto serviu o governo Lerner, que o diga.
Vulnerabilidade
Uma pesquisa da E-Netsecurtiy Solutions, empresa especializada em segurança da informação, revela que 87% das empresas curitibanas podem ser alvo de vírus ou ter sua rede invadida por hackers.
Perguntinha
Impressão ou nada muda na política: Belinati candidato?





