Moeda de troca 1

Fato significativo que pode não ter sido dado o destaque merecido nesta semana. Um dia depois de o governo do Estado ter conseguido na Assembléia Legislativa autorização para fazer o que bem entende com 9% do orçamento estadual o que só neste ano deve representar R$ 1,1 bilhão a ser movimentado sem o aval do Poder Legislativo- o líder do governo na Casa, Natálio Stica (PT), levou o secretário de Desenvolvimento Urbano, Renato Adur, para uma conversa com os deputados. Na conversa, entre outras coisas, ficou acertado em suma que os deputados estaduais podem indicar trechos de estradas em suas bases eleitorais para serem asfaltados pelo governo.

Moeda de troca 2

Barganha explícita. Pagamento pelo constrangimento assumido pelos deputados em plenário ao darem carta branca para o governo Requião mexer no orçamento. Um doce para acalmar os ânimos da base aliada, que vai poder fazer média com os prefeitos oferecendo asfalto pago com dinheiro público. Sai governo, entra governo, e o nosso estômago continua revirando.

Mosquinha

Já imaginou acompanhar, sem ser visto, a viagem oficial do governo do Paraná ao Canadá? A comitiva oficial, composta pelo governador, secretários de Estado e assessores, com respectivos acompanhantes, renderia um livro. Ainda mais que todos, a começar por Requião, são pessoas de gênio forte. Bem forte. Põe forte nisso.

Porto 1

A CPI do Porto tem encontro marcado para esta segunda-feira, às 9 horas, com o economista Luiz Antônio Fayet, representante da Associação Brasileira do Comércio Exterior (AEB) junto ao Conselho da Autoridade Portuária (CAP) do Porto de Paranaguá, e consultor da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep). Fayet, que não é acusado de nada, vai dar um panorama geral aos deputados sobre o que de fato está rolando no porto. Enfim, dar uma orientada geral, já que o único que conhece bem o porto, aliás como a palma de sua mão, é Valdir Leite (PPS).

Porto 2

A CPI, que tem tudo para ser laranja uma vez que não poderá se aprofundar por razões óbvias nos atos da superintendência, comandada por Eduardo Requião, irmão do governador, foi instalada na Assembléia há cerca de duas semanas, para apurar denúncias de irregularidades administrativas, técnicas e sanitárias.

Porto 3

A próxima audiência já está marcada para quarta-feira, dia 12, quando serão ouvidos o diretor do Terminal de Containers de Paranaguá, Mauro Marder, e o diretor da Associação Brasileira dos Exportadores de Cereais, Sérgio Mendes. Os dois têm dados detalhados sobre os reflexos da greve de cinco dias, que parou o Porto de Paranaguá no final de março.

Negócios da China

A Fiep e a Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, realizam amanhã, às 15 horas, no Cietep, debate sobre negócios com a China. Em pauta, o desenvolvimento de estratégias para atuação do Paraná no mercado chinês. Os consultores Elias Antunes e Domingos van Erven farão palestra sobre as oportunidades de negócios com empresas chinesas. O encontro é um preparativo para a missão empresarial brasileira, liderada pelo presidente Lula, que irá para a China entre os dias 23 e 28. O presidente da Fiep, Rodrigo da Rocha Loures, estará na comitiva.

No Paraná

Notícia boa. A Hexal Medicamentos está investindo R$ 120 milhões na construção de uma nova unidade industrial no Paraná, com perspectiva de criar 550 empregos diretos. A segunda maior planta industrial da Hexal no mundo será inaugurada em Cambé, no segundo semestre de 2004. A prioridade da produção, 4 milhões de unidade ao mês, será o mercado nacional. Dos 32 mil m2 construídos em terreno de 300 mil m2, metade das obras já está concluída e máquinas e equipamentos da Alemanha já começam a de sembarcar no Brasil.

Briga grande

Hidekazu Takayama (PMDB) comprou briga grande e perigosa. Nesta semana, o deputado federal do Paraná ocupou a tribuna da Câmara de Deputados para denunciar a entrada no Brasil de imigrantes ilegais vindos principalmente da China. Segundo o deputado, eles vêm em porões de navios ou então via terrestre pelo Paraguai, Uruguai e Argentina, para trabalharem no comércio e na confecção de produtos pirateados. Takayama tem certeza que a galera é trazida pela máfia chinesa. A CPI da Pirataria, instalada no Congresso, segundo Takayama, apurou que a comercialização de produtos pirateados provoca uma evasão fiscal de aproximadamente R$ 30 bilhões/ano no Brasil.

BR José Richa

O deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB) fez um pedido para o prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL): que o trecho urbano da BR-476, municipalizado recentemente, receba o nome do ex-governador José Richa (PSDB), que morreu no final do ano passado. Vai ficar bem bacana se Cassio aceitar a sugestão, mas desde que realmente abandone o projeto Osmar Bertoldi (PFL), nati-morto desde a sua concepção, e passe a apoiar o seu vice, Beto Richa (PSDB), na sucessão de outubro contra Ângelo Vanhoni (PT). Caso contrário, fica muito falso homenagear o Richa pai e sacanear o Richa filho.

Fundo

Os funcionários da Copel estão apostando suas fichas no Ministério Público (MP) federal. É que nesta semana deve ser indicado um procurador da República para investigar a gestão 2003 da Fundação Copel, o fundo previdenciário dos funcionários da estatal. A Folha vem dando matérias sobre o escândalo. Uma auditoria da Kroll, encomendada pela própria fundação, detectou rombo estimado em R$ 180 milhões, pela compra de papéis de difícil resgate e transferências custaram só em CPMF algo em torno de R$1 milhão. Alguém precisa ir para a cadeia nesta história.



Perguntinha

A moeda de troca agora é asfalto?

Leandro Donatti e sucursais
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