Trem


Requião vai mais do que acompanhado na missão comercial para o Canadá, nesta sexta-feira. Uma fila de secretários de Estado vai junto com o governador: Caíto Quintana (Casa Civil), Airton Pissseti (Comunicação Social), Luiz Eduardo Cheida (Meio Ambiente), além do assessor Benedito Pires. A viagem, segundo o Palácio Iguaçu, é a convite do governo da província do Quebec. A comitiva volta dia 16.


TJ no poder


Quem assume no lugar de Requião é o presidente do Tribunal de Justiça (TJ), desembargador Oto Sponholz. O vice-governador, Orlando Pessuti, e o presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), não vão ter momento de glória. Não assumem, como manda a ordem sucessória, para não tornar os familiares inelegíveis. O filho de Brandão e a irmã de Pessuti querem concorrer às eleições de outubro.


Cena surreal


Imaginem se Oto Sponholz assume o Palácio e resolve radicalizar, mudar o tom e autorizar, por exemplo, a exportação de transgênicos pelo Porto de Paranaguá, uma trégua às concessionárias de pedágio, e o fim da reunião semanal dos secretários? Pode viajar tranquilo, governador, isso não vai acontecer. Nem nesta interinidade, nem nunca, a menos que o senhor descuide tanto e o seu vice, assim como os demais que já passaram pelo governo do Paraná, se rebele.


Reforço


Requião deve reforçar antes de embarcar para o Canadá as orientações para Luiz Fernando Delazari (Segurança) e Sérgio Botto de Lacerda (PGE), para que mantenham na sua ausência as casas de bingo no Paraná fechadas, mesmo que por força policial. A derrubada da MP de Lula, pelo Senado, ontem à noite, reacende uma novela que já se arrasta há mais de um ano no Paraná. De um lado donos de bingo querendo reabrir, de outro o governo Requião apontando ilegalidades.


Silêncio


Estratégico o silêncio do Sindibingo ontem. Os empresários do ramo lotados no Paraná voltam a ficar ouriçados. Ontem não teciam comentários à decisão do Senado para não atrapalhar a ofensiva que articulam nos bastidores.


Na esportiva


O presidente da Assembléia, Hermas Brandão, completou 61 anos ontem. ''Me sinto um jovem de 18 anos'', brincou.


Ironia do destino


O professor titular aposentado da Unicamp, José Dias Sobrinho, foi um dos convidados da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior para abrir, ontem, em Curitiba, o I Seminário de Avaliação Institucional. Seu conhecimento sobre o tema é inquestionável. Ele presidiu a comissão que elaborou a proposta que originou o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) do Ministério da Educação (MEC). Até aí tudo bem. O curioso é que Dias Sobrinho é irmão dos outros Dias paranaenses, estes inimigos do governo Requião, os senadores Alvaro e Osmar Dias.


Área de invasão


Na sessão da CPI da Terra de ontem, o deputado estadual Mário Sérgio Bradock (PMDB) fez questão de deixar claro que não concorda com as invasões de terra promovidas pelo MST como forma de pressionar o governo. Sugeriu que em vez de invadir propriedades rurais, os sem-terra promovam outro tipo de mobilização como o acampamento montado em frente ao Palácio Iguaçu em 1999 e que não arredou o pé durante seis meses.


Cutucada


''Aqui tem um monte de terra para acampar'', disse apontando pela janela o espaço da Praça Nossa Senhora de Salete, que fica nos arredores da sede do governo. ''Tem muito palácio improdutivo por aí'', disse Bradock, que pertence ao mesmo partido do governador e é considerado integrante da base aliada na Assembléia.


Protesto


Professores e alunos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) cruzam os braços hoje, ''Dia de Paralisação'', em defesa da universidade pública e dos salários dos servidores públicos federais. O ato público começa às 10 horas na Praça Santos Andrade, a sede mais antiga da UFPR em Curitiba.


Não reabre


O Clube Congresso Recreativo da Lapa, localizado em Lapa, vai continuar de portas fechadas. O desembargador do TJ, Antonio Lopes de Noronha, ratificou a decisão da juíza da comarca, Carmen Lúcia de Azevedo e Mello, de que o clube não tem condições de realizar eventos. O fechamento do clube se deu em função de uma ação movida pelo MP estadual.


Sem condições


De acordo com a decisão, o local não tem a aprovação do Corpo de Bombeiros e nem isolamento acústico adequado. Se o clube voltar a funcionar antes de corrigir os problemas vai arcar com multa de R$ 10 mil por evento realizado.


Perguntinha


Bradock é oposição declarada a Requião e o comando estadual do PMDB assiste complacente?

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