INFORME FOLHA
Demissão
Sérgio Reis, ex-Bamerindus, aguentou pouco mais de um mês na Secretaria de Comunicação de Curitiba. Sua saída não tem justificativa oficial. Uns dizem que Sérgio está com problemas pessoais e que não vai se afastar por completo de Cassio Taniguchi (PFL), inclusive vai continuar dandos palpites na campanha do candidato do prefeito à sucessão, Osmar Bertoldi (PFL). Outros que não suportou o tédio e a dificuldade que é assessorar o grupo político que serve ao prefeito somado à família Taniguchi.
Secretário do dia
Carlos Henrique Sá de Ferrante, conhecido como Caique, é o novo secretário de Comunicação de Curitiba. O terceiro em menos de dois meses.
Ficha
Caique já foi diretor geral da Secretaria da Cultura do Paraná, diretor geral da Secretaria de Comunicação, ambas funções no governo Jaime Lerner (PSB), e antes da nomeação pelo prefeito respondia pela direção geral da pasta, logo abaixo de Sérgio Reis.
Praga
Deonilson Roldo, o ex-secretário de Comunicação de Curitiba, só não festejou mais com a confusão porque até admira Sérgio Reis profissionalmente. Acusado de puxar brasa para o vice-prefeito Beto Richa (PSDB), que quer sentar na cadeira de Cassio ano que vem, em detrimento de Osmar Bertoldi, Roldo deixou a prefeitura magoado com o prefeito e rompido com Marina Taniguchi (PFL), a primeira-dama.
Mais velha
Aliás, Marina Taniguchi recebeu ontem de um grupo de suas amigas um almoço, para comemorar seu aniversário. O presente dos sonhos da primeira-dama, entretanto, é que Bertoldi eleja-se prefeito, o que deve ocorrer somente na próxima encarnação.
Vira-casaca
Vale tudo em ano de eleição. A convite de Neivo Beraldin (PDT), interessadíssimo em ser candidato a prefeito de Curitiba, o engenheiro civil Leopoldo de Castro Campos, ex-secretário de Obras de Cassio, ocupou a tribuna da Assembléia para desancar o projeto do Eixo Metropolitano, a menina dos olhos do prefeito. O engenheiro classificou como alto em demasiado o valor por quilômetro previsto para o eixo: R$ 8 milhões, enquanto deveria custar cerca de R$ 2 milhões.
Oportunismo
Claro que os outros interessados na sucessão com cadeira na Assembléia tentaram tiraram lasquinha. Rafael Greca (PMDB) e Luiz Carlos Martins (PSL) deram vazão ao falatório.
Procura-se
Os ativistas do Greenpeace estão à caça do Global Wind, navio carregado com 30 mil toneladas de soja transgênica vinda da Argentina e que atracou durante a semana no Porto de Paranaguá pela completar a carga. A tromba d'água que caiu no Litoral, na noite de anteontem, suspendeu o protesto do Greenpeace. O ativista que se prendeu à âncora do navio por 11 horas teve que abandonar o local por conta do mar bastante revolto. Cessada a chuva, a surpresa: o Global Wind sumiu durante a madrugada. Provavelmente está em alto mar encontrando uma alternativa para completar a carga e driblar os ativistas.
Posse concorrida
Desta vez, a troca de comando no Ministério Público junto Tribunal de Contas foi concorrida. Katia Regina Puchaski, que deixou o cargo de procuradora geral, percebeu diferença com a cerimônia que a empossou há dois anos. Participaram da posse do novo procurador geral junto ao TC, Gabriel Guy Léger, o vice-governador Orlando Pessuti (PMDB); o presidente do TJ, Oto Sponholz; o procurador geral de Justiça, Milton Riquelme de Macedo; o procurador geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda; e o presidente nacional do Ministério Público de Contas, Cesar Miola, dentre outros convidados vips.
Almoço
Depois da cerimônia de posse, um almoço de confraternização. Katia Regina Puchaski não foi e ninguém insistiu.
Rancor
A ex-procuradora geral junto ao TC também é vítima da imprevisibilidade de Requião. Foi a mais votada na eleição da categoria, poderia permanecer no cargo por mais dois anos, mas não foi a escolhida pelo governador, assim como Maria Tereza Uille Gomes, na disputa pelo MP estadual. Guy Léger obteve apenas dois votos na lista tríplice, mas mesmo assim teve seu nome indicado. Sua proximidade com o ex-secretário de Estado do Governo José Cid Campêlo Filho teria lhe custado a permanência no cargo.
Ostracismo
Para esquecer a raiva pela qual deve ter passado com certeza por não ter sido a escolhida, Katia Regina Puchaski vai ficar fora do TC 120 dias. Vai emendar férias, com férias vencidas e com outros benefícios a que tem direito, e ficar longe.
Risco de extinção
Daqui a pouco os deputados não vão servir para mais nada. O cheque em branco dado ao governo do Estado, para mexer nas rubricas orçamentárias ao bel prazer, abre uma discussão: tanta subserviência justifica salários tão altos, bancados com dinheiro dos contribuintes?
Perguntinha
Impressão ou está difícil manter-se secretário de Comunicação na Prefeitura de Curitiba?
Leandro Donatti e sucursais
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