Fax misterioso


Um fax sem identificação, encaminhado à sucursal da Folha em Curitiba, dá conta que o vereador, Fábio Camargo (PFL), está organizando uma passeata para os próximos dias. A idéia é reunir o máximo de pessoas num ato público em frente à Assembléia. O alvo, entretanto, não são os deputados, mas o Palácio Iguaçu, que fica no outro lado da rua.


Processo


Como gancho da passeata, o processo que tramita em Brasília contra Requião e o presidente da Copel, Paulo Pimentel, acusados de abuso eleitoral e uso de veículos de comunicação durante a campanha eleitoral de 2002. Há cerca de um mês, o MP federal junto à Justiça Eleitoral deu parecer favorável à inelegibilidade de ambos. O processo já foi encaminhado para o ministro Sepúlveda Pertence, do TSE.


Cassação


O fax especula que o processo entra em pauta ainda neste ano e que, se acolhido, pode promover mudanças radicais no governo como por exemplo o vice assumir, uma nova eleição, ou a convocação do segundo colocado no pleito, no caso o senador Alvaro Dias (PSDB). O que não se pondera, por exemplo, é que o governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PMDB), passou ileso por julgamento semelhante nesta semana também no TSE.


Bem provável


A Folha tentou contato com o vereador e assessoria e não conseguiu confirmar a procedência do fax, contendo inclusive supostas frases de Camargo criticando Requião e jogando a população contra o governo. Levando-se em conta que o vereador tem nos últimos dias batido no governo Requião, sobretudo na Rádio e Televisão Educativa (RTVE), não será surpresa a confirmação da origem do fax.


Massa de manobra


Há quem garanta que, no caso específico da RTVE, Camargo, que entrou com processo pedindo a suspensão da programação pelo tom oficialesco e promete ação questionando contratos de trabalho envolvendo jornalistas, está sendo usado por aliados do antigo governo. Tais aliados sentiram-se atingidos com o vazamento do depoimento de Alberto Youssef, dado no final do ano passado à Justiça Federal, e no qual o doleiro faz sérias acusações. Caso contrário, Camargo já teria entrado com as ações há pelo menos um ano e quatro meses, assim que Requião assumiu.


Está gelado


Se os aliados de Lerner que estão se sentido prejudicados com os desdobramentos daquelas polêmicas operações de crédito envolvendo tributos, investigadas pelo MP, acham que a cópia do depoimento de Youssef foi vazada pelo Palácio Iguaçu, ledo engano. Se a tivesse em mãos e pudesse impedir a ação de jornalistas mais rápidos, a entregaria com certeza para um veículo de projeção nacional como a Folha de S.Paulo para aparecer mais.


Copel-Adifea


A 1 Câmara Criminal do TJ autorizou Roberto Brzezinski Neto, advogado de Ingo Hubert, a ter acesso aos autos do inquérito penal que investiga a contratação da Adifea na prestação de serviços para a Copel. O advogado teve seu pedido de vista indeferido duas vezes sob o argumento de correr em sigilo. Brzezinski sustentou no TJ que possui direito líquido e certo de acesso a tais autos, com base, entre outros na Constituição. Alegou ainda que o sigilo perde sentido uma vez que já houve ampla divulgação dos fatos pela CPI da Copel.


Gravações


Durante a sessão da CPMI do Banestado, realizada nos dois últimos dias no Plenarinho da Assembléia, em Curitiba, os parlamentares exibiram trechos de quatro gravações de conversas telefônicas feitas entre 1996 e 1998, entre a diretora de Câmbio do Banco Araucária, Ruth Bandeira Whately, e um doleiro, identificado como Paco, e entre o diretor do Araucária, Alberto Dalcanalle Neto, e Afonso Celso Braga Filho.


Boca Suja


Três conversas deixaram muita gente vermelha. Não pela evidência de ''complô para a armação de laranjas, de operações paralelas de divisas, de participação de doleiros e da relação dos bancos Araucária e Integración'', como constatou o relator da CPMI, deputado federal José Mentor (PT/SP). Mas pela boca suja da diretora do Araucária. Ruth deixou o doleiro no chinelo. Questionada pelo doleiro sobre o risco de ser laranja, de imediato, respondeu: ''o risco do laranja é ele se f...''. Isso para ficar nos trechos menos picantes.


Verba


A Justiça Eleitoral do Paraná vai ter R$ 12 milhões este ano para preparar as eleições municipais. O valor é R$ 1,6 milhão maior que o repasse feito para as eleições de 2002. As eleições estão confirmadas nos 399 municípios do Estado.


Marca atingida


O município de Ponta Grossa alcançou ontem a marca de 200,1 mil eleitores. Com essa quantidade de eleitores, a cidade seria a quarta do Paraná a ter segundo turno já nas eleições deste ano e a 60 do Brasil. Mesmo tendo alcançado a marca, não existe o que comemorar. Pelo menos, por ora. A expectativa é a de que 2 mil transferências sejam feitas até o dia 5 de maio. Por isso, a campanha em prol do segundo turno vai se intensificar nesse fim de semana.


Segurança


''Queremos mais 2 mil eleitores'', afirmou o juiz Fábio Marcondes Leite, diretor do Fórum Eleitoral. A campanha denominada ''200 mil eleitores'' começou em março e está sendo promovida pela Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa (ACIPG).


Perguntinha


Um doce para adivinhar os ilustres senhores que estão por trás de Fábio Camargo?

Leandro Donatti e sucursais
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