INFORME FOLHA
Píton
O clima voltou a ficar tenso no Porto de Paranaguá ontem. Como se não bastasse a tromba dágua do final de semana, que comprometeu o fornecimento de energia no porto, caminhoneiros fecharam o pátio de triagem revoltados com a fila que se formou. O superintendente do porto, Eduardo Requião, tem sua suspeita. A movimentação, que comprometeu em pelo menos 50% o funcionamento do porto, é, no entendimento de Eduardo, uma represália ao indiciamento de 20 pessoas acusadas de terem fomentado a paralisação de cinco dias, mês passado.
Inferno
Dentre os indiciados estão o prefeito Mário Roque (sem partido); o presidente da Câmara de Paranaguá, Antonio Ricardo dos Santos (PPS); o deputado estadual Valdir Leite (PPS), e sindicalistas. Um novo locaute está em curso, antecipou o irmão do governador, que luta para manter-se no cargo. Isso aqui é um caldeirão do Diabo.
Discurso pronto
Durante solenidade no Palácio Iguaçu na tarde de ontem, Requião não poupou o governo Lula, de quem se diz aliado. O Lula não percebeu que ganhou a eleição. É preciso que isso mude, nós votamos no Lula pela mudança, disse, repetindo o que já havia dito ao jornal Folha de S. Paulo, em entrevista publicada na terça.
Trocadilho
Requião disse que só entendeu o significado da expressão cadeia produtiva na semana passada, quando os ex-secretários de Lerner Ingo Hübert (Fazenda) e José Cid Campêlo Filho (Governo) foram para a cadeia. O governador foi além. Disse que o PMDB vai mandar fazer cartazes de Campêlo Filho na cadeia. Acrescentou, porém, que o material será feito com dinheiro do partido e não do governo. Se o fizer, dá para imaginar: medida judicial à vista.
Veneno
O ex-deputado estadual Moysés Leônidas quer pagar alguns políticos de Londrina com o mesmo veneno. Depois de ter perdido a reeleição para a Assembléia sondou vários partidos, mas as portas lhe foram fechadas. Não teve dúvidas, ingressou no PSL e está fazendo campanha para vereador com Antonio Belinati, candidato do partido a prefeito.
Pagando mico
Uma equipe de apoio do Teatro Guaíra pagou o maior mico dia desses durante o lançamento do Projeto Circo-Teatro em Ponta Grossa. Como a diretora geral do teatro, Nitis Jacon, não está mais liberando diárias para viagens, a equipe aceitou o convite da prefeitura da cidade, que comprometeu-se a bancar a refeição do grupo numa churrascaria. Empolgação à toa: a equipe só tinha acesso aos pratos do buffet. Nada de carne, nem filezinho.
Milhagem
Mico como este faz o segundo escalão ficar revoltado. Maldade que circulava ontem pelos arredores do Guaíra: já se sabe o porquê do cancelamento das diárias. É que Nitis, nos últimos tempos, tem viajado por todo mundo. Tem parado pouco no teatro. No dia 11 de março, do atentado a bomba em Madrid, a diretora geral do Guaíra estava lá. Depois disso, passou por Buenos Aires, Montevideo, Rio de Janeiro e Brasília. Na próxima semana, vai a Bogotá.
Privilégio
Pelo visto, até padres e pastores estão perdendo a paciência no trânsito de Londrina, pelo menos é o que se pode concluir com o esforço da vereadora Sandra Graça (PFL) em aprovar seu Projeto de Lei 75/2004 na Câmara Municipal, que passou na terça em primeira discussão. Pelo projeto, nos templos localizados em áreas com Zona Azul haverá, em caráter permanente, duas vagas para estacionamento livre e gratuito reservadas a padres ou pastores. Para evitar a ação dos hereges de plantão, a lei prevê a exigência do uso de um selo para identificação nos carros.
Jeitinho
Salvo mudança de planos, é para estar na pauta dos conselheiros do TC de hoje, naqueles 15 minutinhos antes da sessão, onde todo mundo está bem desatento, o protocolo 570980/03. Não é que o protocolo nomeia seis servidores de nível médio em cargos de nível superior, sem concurso público algum, como manda o artigo 37, inciso II, da Constituição Federal? O parecer do MP junto ao TC é totalmente contra.
Babel
O vazamento do depoimento do doleiro Alberto Youssef à Justiça Federal, no final do ano passado, estremeceu várias relações. Ninguém é amigo de mais ninguém. Ainda mais que o doleiro disse os valores que teria repassado. Surpresas!
Sem choro
Policial federal no Paraná que estiver em greve, brigando por reajuste salarial, vai ter o dia parado descontado. Ordem da juíza federal substituta Ivanise Corrêa Rodrigues, que ontem indeferiu liminar solicitada pelo sindicato da categoria.
Na trave
A 2ªCâmara Cível do TJ não acatou o recurso judicial ajuizado pela Logos Energia Ltda. e os bens da empresa continuam indisponíveis. Para quem não lembra, a Logus é uma das empresas que firmou parceria com Copel na gestão passada. Parceria investigada pelo MP e alvo de denúncia em análise na Justiça, sob a suspeita de ter gerado prejuízo aos cofres públicos. DGW Participações Ltda., os empresários Donato Gulin e Walfrido Victorino Ávila, e os ex-diretores da Copel Luiz Alberto Blanchet e Ferdinando Schauenburg, que também tiveram decretada a indisponibilidade de seus bens, agravaram e tiveram pedidos igualmente negados. Falta ainda julgar o recurso de Ingo Hübert.
Tarifa na Justiça
Mas não estava tudo combinado entre Requião e Cassio Taniguchi (PFL), aumentar para R$ 1,90 a tarifa do ônibus em Curitiba e região metropolitana? Deu chabu. O Procon, órgão do governo, entrou com uma ação civil pública contra a Urbs, órgão da prefeitura, pedindo a suspensão da nova tarifa. Algaci Túlio, coordenador do Procon, tem uma explicação: a ação decorre da reclamação de vários usuários do sistema coletivo.
Perguntinha
Pode fiscal de contas públicas ter dólares não declarados e sem origem? No Paraná pode.
Leandro Donatti e sucursais
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