Escolinha


A reunião do secretariado desta segunda-feira vai fazer jus ao apelido de ''escolinha''. O professor e secretário de Estado da Educação, Maurício Requião, vai apresentar as realizações de sua área. A presença de professores no auditório também deve ser grande: Maurício com certeza discorrerá sobre o Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos (PCCV) elaborado para os docentes da rede estadual de ensino. O plano de cargos vem gerando atritos entre o governo e os professores, que exigem que o reajuste previsto no plano seja pago retroativamente a fevereiro.


Pára-raio


Natálio Stica, novo líder do governo na Assembléia, tem um pepino pela frente: aparar as arestas que ficaram entre governo e professores. Mais do que líder de Requião na Casa, Stica vai ter que pensar como dirigente do PT. A condução das negociações pode ser preponderante para a campanha de Angelo Vanhoni à Prefeitura de Curitiba, por exemplo. Para quem não lembra, Vanhoni, que até a semana passada atuava como líder do governo em plenário, foi o articulador da aprovação do plano. Mudança na execução pode tirar votos.


CPI do Porto


O plenário da Assembléia Legislativa também estará movimentado amanhã. Tudo indica que o assunto do dia será o pedido de uma CPI no Porto de Paranaguá, protocolada de uma hora para outra e sem alarde na sexta-feira pelo deputado Valdir Leite (PPS). Uma CPI, se instalada, atinge em cheio administração dos portos de Paranaguá e Antonia, sob chefia de Eduardo Requião.


Seara política


A briga no Porto de Paranaguá tende a se tornar mais política. O novo ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, ainda cru nos meandros do setor, na sexta-feira, no auge da confusão em Paranaguá, repassou aos colegas de equipe Aldo Rebelo (Coordenação Política) e José Dirceu (Casa Civil) as rédeas das negociações.


Em família


Coincidência ou não, os maiores incêndios apagados por Requião nesta semana estão concentrados nas pastas comandadas por dois de seus irmãos: Maurício, da Educação; e Eduardo, do porto.


Previdência 1


Esta é de interesse dos prefeitos. A dívida que as 2,8 mil prefeituras brasileiras que instituíram regime próprio de previdência acumularam nos últimos anos com os fundos municipais de servidores está estimada em R$ 2 bilhões. A projeção é do presidente do Instituto Brasileiro de Atuaria e consultor do Banco Mundial, Sérgio Aureliano, que estará em Curitiba na semana, participando do II Seminário de Previdência para Municípios que a Associação Paranaense das Entidades Previdenciárias Municipais (Apeprev) promove nos dias 24 e 25, no Hotel Bourbon.


Previdência 2


De acordo com o especialista, ao implantar o regime próprio, as prefeituras reconhecem o tempo de serviço passado contribuído para outro sistema. Aureliano lembra que os débitos das prefeituras com os fundos municipais podem ser financiados em até 35 anos. Segundo ele, a melhor dica para os gestores dos fundos é garantir a capitalização por meio de aportes programados pelos executivos municipais.


Previdência 3


Outro caminho é garantir a compensação previdenciária entre regimes, já que os servidores contribuíram durante anos para um sistema, como o INSS, mas os futuros compromissos com aposentadorias e pensões serão pagos pelos novos fundos municipais, de acordo com todo o tempo de serviço do beneficiário. Há ainda lei federal que prevê a compensação previdenciária entre sistemas. Os fundos municipais podem ter os débitos das prefeituras compensados por meio desse dispositivo legal.


Previdência 4


Entretanto, no entendimento de Aureliano, a documentação exigida para essas operações é tão complexa, que a maioria dos fundos municipais ainda não goza desse direito. Alguns fundos municipais estão aceitando imóveis na amortização dos débitos das prefeituras. Em Almirante Tamandaré, Grande Curitiba, por exemplo, o fundo municipal de previdência está administrando o cemitério da cidade, que foi entregue como parte dos débitos previdenciários. Há outros casos.


Previdência 5


Aureliano alerta que trocar as dívidas por imóveis pode ser uma operação arriscada. ''Os ativos dos planos de previdência devem ter alguma liquidez ou precisam pressupor a necessidade de serem transformados em despesas, pois na capitalização qualquer prejuízo deve ser reposto pelas contribuições dos servidores. Ou seja: uma negociação mal feita pode prejudicar o beneficiário do fundo'', explica.


Ponte


Cúmulo do abandono. Moradores da região que liga Pato Branco a Honório Serpa, no sudoeste do Paraná, reuniram-se na semana para cortar um bolo em ''comemoração'' à construção de uma ponte, que está inacabada há dois anos. O protesto bem humorado tenta sensibilizar as autoridades que não investiram na conclusão da obra a repensarem. A ponte encurtaria caminhos e evitaria o inconveniente do uso de balsa pelos moradores.


Idade da pedra


O show foi de primeiro mundo, mas o comportamento de alguns curitibanos no show do B.B.King, na última quinta-feira, reminiscente da Idade da Pedra. A briga por lugares, que, depois de iniciada a apresentação da banda que antecedeu ao Rei do Blues, não estavam marcados, deu vergonha para quem estava a fim de curtir a noite. Um pouquinho de atenção para as regras do espetáculo, elegância no trato, e menos ânsia de querer tirar vantagem não fazem mal a ninguém.


Perguntinha


Parente é serpente?

Leandro Donatti e sucursais
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