Geléia geral


Depois de negar agravo do Grupo Positivo e mandar apreender, na semana passada, mais de 20 mil exemplares do novo Minidicionário Aurélio, publicado pela Posigraf, o desembargador do Tribunal de Justiça (TJ), Eraclés Messias, descobriu que a competência para processar e julgar o recurso é do Tribunal de Alçada (TA) e remeteu a este o processo. É que o valor da ação é menor que o teto de 60 vezes o salário mínimo (R$ 240), o que empurra a competência para o TA, como manda a Constituição. A decisão de Messias, que não foi revogada pelo menos por ora, atendeu pedido de liminar da J.E.M.M. Editores. Os sócios da empresa querem o direito à co-autoria na obra.


Complicador


Para complicar ainda mais, a decisão de remessa dos autos ao TA, datada de 16 de março, foi posterior à proposição de um mandado de segurança em nome da detentora exclusiva dos direitos autorais das obras de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, Marina Baird Ferreira, Régis Ltda. e Posigraf, ajuizado no dia 12. O mandado de segurança foi impetrado na tentativa de derrubar a decisão de Messias, que atuou como relator. O mandado já foi distribuído. Está com outro desembargador, Accácio Cambi, que ainda não se pronunciou.


Desocupação


A juíza da 2 Vara da Fazenda Pública, Ângela Maria Machado Costa, encaminhou ontem ofício para o Comando Geral da Polícia Militar (PM) pedindo reforço policial para a retirada imediata das 70 famílias acampadas desde a última sexta-feira numa área de 8.888 metros quadrados pertencente à Prefeitura de Curitiba. A área é considerada como fundo de vale e, portanto, seria de preservação ambiental.


Resistência


O comando da PM já enviou a solicitação para o comandante do Policiamento da Capital, Nemésio Xavier de França, que deverá organizar um planejamento nas próximas horas para a retirada das famílias abrigadas na área de invasão. Anteontem, os moradores diziam que iriam resistir a desocupação e prometeram fazer protestos em rodovias da região.


Mistério


O ex-delegado geral da Polícia Civil Adauto Abreu de Oliveira foi ontem prestar queixa na Delegacia de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Ao lado da mulher, Marisa Brasil de Amorin Abreu de Oliveira, registrou dois fatos, no mínimo, curiosos. No dia 5 de março, a casa de Marisa, no Centro Cívico, na capital, que estava vazia há cinco meses e meio, foi invadida por um grupo de pessoas. Nada foi roubado. A casa, que possui três chaves tetras, foi facilmente aberta. Os móveis remexidos.


Espionagem


No dia seguinte, a chácara onde eles moram, esta em São José dos Pinhais, também foi invadida. O rottweiller que protege a casa não atacou os supostos invasores. Adauto teme que tenha sido vítima de espionagem policial. Para ele, as invasões só poderiam ser cometidas por pessoas que conheciam o caso e chegaram a frequentar a casa deles. Os móveis estão sendo vistoriados, em busca de escutas.


Plantação


Experiente, Adauto teme ainda que possam ter sido plantadas provas de crimes na residência do casal. ''Quero que vasculhem tudo. Tenho suspeitos e quero esclarecer o caso.'' Adauto saiu do cargo de delegado geral depois de divergências com o secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari. Ele pediu licença especial e deve retornar à Polícia Civil no próximo dia 4.


Mexida


Os publicitários Mario D'Andrea, diretor-geral e de criação da Loducca Sul, e Marina Campos, diretora-geral da Lowe São Paulo, anunciaram mudanças no mercado publicitário paranaense. Com a saída da agência de Celso Loducca do Grupo Interpublic, tornada pública em São Paulo, a agência de Curitiba passa a integrar a holding Lowe & Partners, que também possui as agências Lowe São Paulo, Lowe Brasília e a Draft. A agência Lowe assume a partir desta semana a Loducca Sul, que passa a se chamar Lowe Sul.


Mesma linha


A Loducca atende a Prefeitura de Londrina, mas segundo D'Andrea nada muda com a saída de Celso Loducca. A mesma equipe da Loducca continuará a cuidar da imagem da administração de Nedson Micheleti (PT). O atendimento será feito por Londrina e São Paulo, sem incluir Curitiba, como acontecia até agora. D' Andrea disse que a agência continua a mesma, mas com mais ferramentas de comunicação e tecnologia. A meta é chegar até o final do ano como uma das duas maiores agências do sul do País.


Noite adentro


Os nove vereadores de Nova Fátima (31 km ao sul de Cornélio Procópio) iniciaram ontem à noite a sessão de votação do relatório final dos trabalhos da Comissão Especial de Inquérito (CEI), que sugere a cassação do mandato do prefeito José Delanhol (PT). A CEI apurou denúncias de não publicação de atos do governo em jornal oficial de circulação no município; promoção pessoal; superfaturamento na compra de um bisturi, e de irregularidades na contratação de uma empreiteira e de uma pesquisa nas áreas de educação e saúde.


Indenização


Elizabete, Simone, Priscila e Patrícia Moreira da Silva têm direito a indenização de R$ 40 mil, a ser paga pelo Estado, pela morte do marido e pai, o agente penitenciário Cícero Feitosa da Silva, 43 anos. Cícero, que deveria estar cumprindo pena em uma penitenciária do Paraná, foi assassinado em 1999 na delegacia de Piraquara, durante fuga de outro detento. A decisão confirmando o direito à indenização foi da 2 Câmara Cível do TJ, que negou recurso do governo.


Perguntinha


E as denúncia de caixa dois nas eleições de 2000 em Curitiba? Só serão julgadas depois das eleições de outubro?

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