Mal-estar 1


Maria Tereza Uille Gomes, que não foi reconduzida ao cargo de procuradora geral de Justiça por vontade de Requião, está de licença, mas o MP reagiu às críticas que o governo fez anteontem por tabela. O Palácio Iguaçu divulgou no site oficial nota repudiando a derrubada, pela Assembléia Legislativa, de um veto do governador a projeto de lei que libera os procuradores de carreira a não morarem no município em que trabalham. No entendimento do governo, está se ferindo no Paraná o que mandam as constituições federal e estadual.


Mal-estar 2


O MP devolveu o ataque com outra nota oficial. Segundo a nota, o projeto de lei proposto pela Assembléia tinha como finalidade única retirar de artigo da Lei Orgânica do MP referência de que o procurador de Justiça deve residir na sede da Procuradoria Geral de Justiça, ou seja, em Curitiba. ''Não há referência na Constituição de que o procurador tenha que residir na capital. Portanto, a demanda não fere nenhum preceito constitucional, como se afirma'', alega o MP.


Mal-estar 3


Sobrou também para o chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, por ter dito na nota do governo que está estudando medidas legais para tornar sem efeito o projeto e por ter afirmado que abre-se brecha para os procuradores exercerem ''segunda função, que é a de advogar''.


Mal-estar 4


''Ao que parece, o chefe da Casa Civil está confundindo a carreira de procurador de Justiça com a de procurador do Estado. Para lembrança, o primeiro é defensor da sociedade (membro do MP). O segundo, defende os interesses do Executivo e à parcela da classe é permitido advogar. A afirmação está totalmente equivocada.''


Briga antiga 1


A Associação dos Delegados do Paraná (Adepol) nem parecia que era comandada por um inimigo político antigo do governador Requião. Desde que assumiu o cargo na presidência da Adepol, no final do ano passado, o ex-delegado geral da Polícia Civil João Ricardo Képpes Noronha ainda não havia feito críticas à atual administração. Noronha guardou todos os dados sobre criminalidade e superlotação carcerária para apresentar em reuniões públicas com delegados agora nos dias 16 em Curitiba; 17 em Maringá; e 18 em Londrina.


Briga antiga 2


Noronha, que já foi atacado por Requião durante a CPI nacional do Narcotráfico, que passou pelo Paraná em 2000, quando Noronha foi afastado da função de delegado geral em pleno governo Jaime Lerner (PSB), promete novidades. Além de dados que serão apresentados, Noronha promete anunciar o ingresso da Adepol com uma ação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o governo do Estado.


Bico calado 1


A promotora Mônica Sakamori, da Promotoria de Investigações Criminais (PIC), não abriu novas informações sobre o andamento da apuração do suposto atentado à bomba a um posto de combustível de Curitiba, ocorrido na semana passada. Informou, apenas, que ainda aguarda o laudo do Instituto de Criminalística que avalia a técnica de confecção do material.


Bico calado 2


Informações preliminares dão conta que teria sido trabalho de profissionais, pois foram usados explosivos plásticos e não pólvora. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público (MP) do Paraná, o órgão tomou depoimentos e fez inspeções no local da explosão. O pedreiro Renato Essy, que teve as duas pernas amputadas com a explosão, continua internado em estado grave no Hospital do Trabalhador.


Protesto 1


A Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar) decidiu ontem que irá simular a eleição de presidente, vice-presidente e corregedor do Tribunal de Justiça (TJ). A simulação vai ser feita somente no mês de dezembro, com os candidatos reais aos cargos e os que gostariam de concorrer.


Protesto 2


A simulação é ato de protesto da entidade contra a escolha indireta dos cargos do TJ, feita entre os próprios desembargadores. A Amapar não reconhece a legitimidade do processo de eleição dos cargos do TJ e propõe eleições diretas para todos os cargos da cúpula da instituição. As discussões estão sendo travadas nacionalmente, orquestradas pela Associação dos Magistrados do Brasil (AMB).


Transplante 1


Mais um caso de transplante garantido por ordem judicial. O juiz da 3 Vara Cível de Curitiba, Marco Antônio Antoniassi, garantiu ao aposentado curitibano Sérgio Domingos Faversani, 46 anos, portador de uma insuficiência hepática grave, cirurgia de transplante de fígado inter vivos. O transplante será feito hoje, no Hospital Nossa Senhora das Graças, na capital.


Transplante 2


A autorização judicial foi necessária porque o doador, Erickson Christiano Nascimento, de 24 anos, enteado do receptor, não é seu parente direto (até o quarto grau), como exige a lei. A ação, para garantir a doação, foi ajuizada pelo Núcleo de Prática Jurídica da Universidade Tuiuti do Paraná. Nos últimos cinco meses, este é o terceiro caso de transplante de fígado inter vivos, e não parentes, autorizado pela Justiça, com intermediação da universidade.


Transplante 3


Sérgio Domingos teve complicações hepáticas decorrentes de intoxicação medicamentosa, após ser submetido, dez anos atrás, a um transplante de rim. Ele ingressou na fila da Central de Transplantes em novembro de 2001, mas ainda aguardava doador. Nas últimas semanas, porém, seu quadro se agravou.


Perguntinha


E se o presidente da Assembléia, Hermas Brandão (PSDB), que é amigo de Maria Tereza Uille Gomes, resolve fazer o plenário não homologar a escolha de Requião por Milton Riquelme de Macedo?

Leandro Donatti e sucursais
[email protected]

mockup