INFORME FOLHA
Suspense
Oficialmente, Requião ainda não decidiu quem será o novo procurador geral de Justiça e tem até quarta-feira próxima para se manifestar. A lista contendo os nomes da promotora Maria Tereza Uille Gomes, a atual chefe do Ministério Público (MP) estadual, e do procurador Milton Riquelme de Macedo, já está no Palácio Iguaçu. Não será surpresa alguma se Requião não homologar o nome de Maria Tereza, que obteve 302 votos da categoria, contra 254 de Riquelme de Macedo.
Imprevisibilidade
Não porque tenha algo de terrível contra a promotora, mas pela imprevisibilidade do governador. Na disputa pelo cargo de procurador do MP junto do Tribunal de Contas (TC), cujo resultado foi divulgado nesta semana, por exemplo, Requião nomeou o menos votado. Gabriel Guy Léger, o escolhido por Requião, obteve apenas dois votos na eleição que balizou a lista tríplice enviada ao governador. Para supresa de Kátia Regina Puchaski, que assim como Maria Tereza queria a reeleição, e do procurador Laérzio Chiesorin Jr.
Regras
De acordo com a Lei Orgânica do MP, o governador tem que se manifestar em 15 dias, depois de encaminhada a lista com os pretendentes ao cargo, tanto de procurador como de procurador do MP junto ao TC. O escolhido precisa ser avalizado pela Assembléia. Se o governador não se manifestar, automaticamente o mais votado passa pelo crivo dos deputados para assumir o posto.
Circulando
O ex-prefeito Antonio Belinati (PSL), citado ontem em mais uma ação do MP por desvio de dinheiro da Prefeitura de Londrina, assistiu ontem na Câmara de Vereadores à sessão solene de entrega do diploma de reconhecimento público ao ex-preso político João Alberto Einecke.
Comenda
Esta é a segunda vez que Belinati comparece à Câmara desde que teve o mandato cassado pelos vereadores em junho de 2000. O ex-prefeito também assistiu à sessão que entregou a comenda Ouro Verde à Igreja Metodista, da qual faz parte, no final do ano passado.
Mais um
Apesar de estar em campanha como pré-candidato à prefeitura não desiste , Belinati nem de longe lembrou o jeito populista que o consagrou três vezes prefeito. Durante a sessão, sentou-se na galeria da Câmara e depois foi embora. Sem alarde.
Privatização
''O governo do Paraná não é contrário a privatizações ou à participação de capital privado em serviços públicos'', afirmou ontem Requião, em entrevista coletiva concedida na Embaixada do Brasil em Buenos Aires, Argentina. ''As regras do Brasil estão expressas na Constituição e na legislação e tudo que ultrapassá-las tem de ser corrigido. O Paraná não está ocupando militarmente nenhuma empresa, mas sim discutindo na Justiça contratos lesivos ao interesse público.''
Mais light
O tom empregado ontem foi mais light que o usado normalmente no Paraná, onde 'descasca' a administração anterior, de Jaime Lerner (PSB). Requião apontou que o interesse do governo com essas ações é justamente contribuir para o desenvolvimento econômico do Estado, já que privatizações e concessões feitas anteriormente estão inviabilizando determinadas atividades.
Caminhão vazio
''Um caminhão carregado de calcário que saísse de Curitiba em direção a Foz do Iguaçu pagando as tarifas de pedágio em calcário chegaria vazio'', exemplificou Requião, citando um de seus alvos favoritos.
Tango argentino
O governador também manifestou apoio à postura do governo brasileiro de solidariedade à Argentina nas negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI). ''O Brasil não pode abandonar a Argentina porque isso significaria jogar o discurso da integração no lixo.''
Indenização
A 1 Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) mandou o município de Tapejara indenizar em R$ 30,7 mil Maria Thomé Hidalgo Moreira, pelos danos morais e materiais provocados pelo afogamento de seu filho Alex, de dez anos.
Memória
Há três anos, a prefeitura realizou obras para contenção de água, próximas a uma vila rural do município, o que formou uma profunda lagoa em local aberto, sem proteção. Um morador falou do problema ao Conselho Tutelar, sobretudo os riscos às crianças que ali brincavam, e nada foi feito.
Revolta
Remake da invasão comandada por universitários em 1992. Os acadêmicos do terceiro ano do curso de Direito noturno da PUC em Curitiba protestaram ontem pelos corredores da universidade. Estão há um mês sem professor de Direito Penal. E nenhuma solução ainda foi encontrada.
Perguntinha
Alceni Guerra volta para Pato Branco, sem ninguém do governo defendê-lo?





