Estado de alerta


Os deputados e senadores que integram a bancada do Paraná no Congresso terão que se agilizar para evitar que os cortes no orçamento federal atinjam em cheio o Estado. O governo já anunciou um corte de R$ 6 bilhões do que estava previsto para 2004. No entanto, o detalhamento deverá ocorrer nas próximas semanas. O senador do Paraná, Alvaro Dias (PSDB), teme que as emendas da bancada do Paraná tenham um corte médio de 50%. ''A desconfiança é que os investimentos caiam pela metade'', estimou ontem. Para Alvaro, o corte significa que o governo de Lula, a quem apoiou na eleição presidencial e hoje faz oposição, está na contramão do crescimento econômico e da geração de empregos.


Pane geral


O Ipardes suspendeu a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de janeiro, em decorrência de pane geral que afetou o fornecimento de água, luz e telefone. A pane foi provocada por conta da queda de um poste nas redondezas do complexo de Santa Cândida, bairro onde fica o órgão, seguido de um curto circuito. O prédio que abriga o Ipardes ficou isolado o dia todo. O IPC, índice que mede a inflação de Curitiba, só sai hoje.


Nova briga


O governo Requião vai encampar mais uma briga jurídica, de calibre semelhante a que mantém com as concessionárias de pedágio. Agora, o negócio vai pegar com a Ferropar, a empresa da iniciativa privada que gerencia a Ferroeste. O Palácio Iguaçu alega que a empresa não está pagando o que deve pelo arrendamento da ferrovia, o que ficou acertado ainda no governo Jaime Lerner (PSB).


Pivô


O Estado diz que a Ferropar deve parcela de R$ 3,2 milhões aos cofres públicos. A direção da Ferropar, há cerca de um mês, avisou que só repassaria R$ 600 mil para não inviabilizar o transporte. Agora, Requião tenta reassumir o controle da ferrovia enquadrando a empresa em inadimplência.


Gazeteiros


O SindiSaúde distribuiu nota cobrando mais rigor da Secretaria de Estado da Saúde. A entidade lembra que há quatro semanas o governador pediu ao secretário Claudio Xavier imediata exoneração dos comissionados que se dedicam apenas duas horas por dia ao serviço público. ''Está claro para o sindicato que o governador e o secretário só não encontram os gazeteiros porque não procuram. Nesses quase 30 dias, apenas quatro comissionados foram exonerados'', diz a nota.


Banho-maria


O prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), reassumiu ontem seu cargo, depois de duas semanas na Europa, não pondo fim à polêmica que se criou em torno da tarifa do transporte coletivo da Rede Integrada de Transporte, que abrange Curitiba e 13 municípios da região metropolitana. Antes de embarcar, Cassio autorizou aumento da tarifa de R$ 1,65 para R$ 1,90. Interino, o vice Beto Richa (PSDB) suspendeu o reajuste.


Condicionante


Depois de uma reunião com Beto, que o desautorizou durante sua ausência, Cassio decidiu apenas que a manutenção da integração do transporte de capital com a região metropolitana vai depender de um parecer favorável do governo do Estado às planilhas elaboradas pela Urbs e enviadas à Coordenadoria da Região Metropolitana (Comec), aumentando a tarifa. O prefeito solicitou manifestação formal sobre o reajuste da Secretaria de Estado para Assuntos Metropolitanos, até esta quinta-feira.


Conclusão


Nem a assessoria de Cassio nem a de Beto comentaram, no entanto, o aumento da passagem em Curitiba. O que pode-se interpretar é que o prefeito quer respaldo do governo Requião para subir o preço, para não ficar sozinho com o ônus do aumento. Caso contrário, rompimento à vista e fim da rede integrada de transporte. Se a crise se instaurar, não será a primeira nem a última.


Fato novo


Segundo a assessoria de Cassio, Beto já havia pedido tal parecer à Comec, que é vinculada à Secretaria para Assuntos Estratégicos, por meio do secretário de Governo de Curitiba, Fernão Accioly. Porém, até onde se divulgou, Beto estava, até agora, apenas analisando os números das planilhas para ver se o aumento é justificado e não cobrando posições do governo Requião. A assessoria de Beto não soube dizer se o vice terminou a análise dos números antes de devolver o cargo.


Reedição


O Poder Judiciário voltou a publicar a revista ''Julgados do Tribunal de Alçada do Paraná'', que traz acórdãos formulados pelos juízes da instituição. A revista, de 348 páginas, não era publicada há dois anos. A retomada tem por objetivo dar maior transparência aos atos do TA. Temas desta publicação, que já circula desde a semana passada: defesa do consumidor, quantificação da pena em face, e o novo perfil do juiz responsável pela materialização das reivindicações sociais.


Perguntinha


E na Comec o meio expediente continua, à revelia de Requião?

Leandro Donatti e sucursais
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