INFORME FOLHA
Estratégia
O delegado regional do Trabalho, Geraldo Serathiuk, e auditores fiscais da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) do Paraná se reuniram ontem pela manhã e discutiram medidas a serem incorporadas pela DRT para combater a informalidade no meio rural, bastante elevada. A DRT pretende regularizar 11.834 trabalhadores rurais que não têm carteira assinada, meta fixada pelo governo federal e que representa apenas 17% dos trabalhadores rurais de acordo com cálculos feitos pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep). Segundo a entidade, o Paraná tem hoje 420 mil trabalhadores rurais sem carteira. As principais medidas, a serem incorporadas já a partir da próxima semana pela DRT, são a criação de um comitê de combate à informalidade no meio rural, incluindo a participação da Fetaep, da Emater, do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), do Ministério do Trabalho e das polícias rodoviárias federal e estadual. A outra medida será a criação de um banco de dados, através do Ministério do Trabalho, afim de aferir dados nos sistemas para que as medições sejam feitas não somente através de trabalhos de campo. Na próxima semana, haverá nova reunião, com entidades sindicais, para mapear as regiões mais críticas do Estado.
Revelação
Requião fez breve balanço de sua viagem à Índia, na reunião do secretariado. O governador disse que voltou fascinado, mas que, por causa da viagem, sua simpatia pelo MST ''quadruplicou''. Requião disse que o MST pode errar algumas vezes em suas ações, mas afirmou que o movimento é esssencial para que o Brasil não se transforme em uma Índia. Segundo Requião, passividade do povo indiano agrava a miséria.
Transgênico
O governador disse ainda que há o interesse da Índia em aumentar a compra de soja do Brasil. Do Paraná, afirmou Requião, aquele país compra cerca de US$ 70 milhões por ano, sendo 91% de óleo de soja. De acordo com o governador, há uma exigência: o grão não pode ser transgênico.
Bronca
Os prefeitos parecem estar mesmo dispostos a peitar o governador do Paraná se preciso for. A conclusão leva em conta a seguinte informação: das 190 prefeituras que já fizeram a licitação para o transporte escolar para este ano letivo, apenas 16 incluíram o serviço no período noturno, que seria para atender os alunos da rede estadual de ensino.
Recurso
No mais tardar até o início da noite de amanhã, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) ingressa no Tribunal Regional Federal (TRF), em Porto Alegre, com recurso contra a sentença que autorizou o aumento de pedágio solicitado pelas concessionárias. A briga apenas começou para alguns integrantes do governo Requião.
Faturamento
Enquanto o governo não consegue reverter o aumento, as concessionárias contabilizam os lucros. Ainda mais que o movimento de carros e caminhões nas estradas tende a aumentar por conta do fim das férias, reinício das aulas, e período de escoamento da safra.
Efeito cascata
O aumento do pedágio provoca reação em cadeia. Nas próximas horas, com certeza, os fretes estarão mais caros.
Consolo
Nem tudo está perdido ainda. O governo tem até dezembro de 2004, quando está previsto novo reajuste contratual, para controlar os abusos no pedágio no Paraná.
Correria
De agora em diante, as filas na Urbs, para comprar vales-transportes a R$ 1,65, só tendem a aumentar. O retorno do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), de sua viagem à Europa, está marcado para o dia 8, quando o plano de aumento das passagens, para R$ 1,90, deve ser retomado. Por ora, enquanto o vice de Cassio, Beto Richa (PSDB), estiver no poder, a tarifa é ''imexível''.
Falha nossa
O balanço da presença dos deputados estaduais, publicado na edição de ontem pela Folha, merece um parênteses. Elza Correia (PMDB) justificou em 2003 dez das 23 ausências registradas pelas estudantes da UFPR, que, numa parceria com o jornal, monitoram o dia a dia em plenário dos 54 parlamentares. A Folha pede desculpa pelos eventuais transtornos.
Protesto
Os auditores fiscais do Trabalho prometem para hoje uma paralisação na DRT, com sede em Curitiba. Eles pedem melhores condições de trabalho, mais segurança e a rediscussão das metas de fiscalização na área rural. O assassinato de quatro funcionários do Ministério do Trabalho, que estavam trabalhando na fiscalização de fazendas e investigando denúncias de trabalho escravo na região de Unaí, em Minas, está tirando o sono de muitos.
Perguntinha
E o Ministério Público (MP) federal também avalizou o aumento das tarifas de pedágio?
Leandro Donatti e sucursais
donatti@bonde. com.br





