Pedágio

Ninguém sabe ainda quanto o governo Requião pretende pagar para efetuar a desapropriação das concessionárias de pedágio. A tropa de choque jurídica do governo do Estado, formada pelo procurador-geral Sérgio Botto de Lacerda e pelo assessor jurídico do governador, Pedro Henrique Xavier, está incomunicável até segunda-feira. Os dois são os únicos autorizados a falar sobre o assunto. Botto está em viagem ao exterior, e Xavier está de férias até o dia 22. As concessionárias ainda não receberam nenhuma proposta de desapropriação de suas ações por parte do governo. Segundo o presidente regional da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), João Chiminazzo Neto, a proposta não deve chegar ao que as concessionárias esperam receber. ''Não nos iludamos quanto ao valor da desapropriação, porque ele deverá ser bem alto, talvez até superior ao valor da encampação apresentado pelo laudo da Fundação Getúlio Vargas em outubro do ano passado, que foi de R$ 4 bilhões'', calcula.





A esperança é a última que morre. O senador Osmar Dias (PDT) vai conversar com o presidente do PDT nacional, Leonel Brizola, para tentar convencê-lo a revogar a decisão de exonerar todos os pedetistas que não deixarem seus cargos no governo Lula até o dia 31 de janeiro. A medida afeta não só o diretor de Itaipu, Nelton Friedrich, mas também pedetistas acomodados em cargos de segundo e terceiro escalões.


Risco


Apesar de reconhecer que o cacique pedetista dificilmente mudará de idéia, Osmar vai tentar usar todos os argumentos para dissuadir Brizola. O senador teme que muitos pedetistas vão preferir ficar no governo Lula a permanecer na sigla. ''Isso é perigoso. Se o PDT encolher, pode ser afetado pela cláusula de barreira, que prevê um número mínimo de votos para que o partido possa ter representação no Poder Legislativo'', ressaltou Osmar.


Ausência


Orlando Pessuti, o vice-governador, representa Requião na posse que vai reconduzir hoje, às 15 horas, por mais um ano, Henrique Naigeboren à presidência do Tribunal de Contas. A ausência não é por que Naigeboren é cunhado do ex-governador Jaime Lerner (PSB), inimigo de Requião. Longe disso. É que o governador tem compromisso fora do Paraná.


Quebra-gelo


Salvo imprevisto, Requião embarca hoje cedo a Brasília e volta só amanhã. O governador tinha ontem almoço marcado com o presidente Lula. O verniz será de civilidade.


Conversa franca


O pega-para-capar deve ocorrer numa audiência com o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, ainda a ser confirmada. Em pauta, temas ardidos como pedágio, transgênicos, bingos e a aliança entre o PT e o PMDB nas eleições municipais do Paraná, este ano. Requião vai defender junto ao ministro seus pontos de vista. Até os que não batem com a política do governo federal. Quase todos.


Moleza


A ordem de Requião, obrigando expediente de dois turnos nas repartições públicas do Estado, não chegou na Comec, a coordenadoria que cuida de assuntos metropolitanos. A vinculada só funciona à tarde.


Conchavo


As direções do PT e PMDB de Curitiba reúnem-se hoje, às 11 horas, no Hotel Caravelle, para fechar um calendário comum da oposição ao prefeito Cassio Taniguchi (PFL) neste primeiro semestre. Ninguém fala em nomes de candidatos para não inviabilizar o calendário.


Curto circuito


O juiz da 2 Vara Cível de Foz do Iguaçu, Spedito Reis Amaral, anulou a decisão do PFL nacional de dissolver o diretório municipal e conduzir à presidência o candidato derrotado nas convenções, Emerson Wagner. A decisão foi proferida no dia 23 de dezembro do ano passado. No entanto, Ítalo Moreira Júnior, que era o presidente eleito, vai retornar ao cargo apenas hoje. O pedido de dissolução do PFL de Foz foi feito pelo deputado federal Eduardo Sciarra diretamente ao presidente nacional, Jorge Bornhausen. Ainda cabe recurso da decisão judicial.


Balanço


A Justiça Eleitoral do Paraná informou ontem que já foram homologados os processos de revisão eleitoral englobando 66 dos 399 municípios do Estado. Entre agosto e novembro de 2003, 450.217 eleitores paranaenses foram convocados a comprovar o seu domicílio eleitoral para que o seu título de eleitor não fosse cancelado. O número de títulos cancelados nos processos de revisão ainda não foi divulgado. Por fim, não há revisão eleitoral em andamento e não será realizada mais nenhuma em 2004.


Custódio


Se não for surpreendido por nenhum mandado de prisão, como já foi por duas vezes, o ex-deputado estadual e ex-vereador de Curitiba Aparecido Custódio da Silva, que fraturou uma costela e teve pneumotórax após um acidente de carro, recebe alta do hospital e vai para sua casa até domingo.


Perguntinha


Será que não foi o próprio Ipem, instituto de pesos e medidas vinculado ao governo do Estado, que pisou na bola ao não ter fiscalizado com rigor os radares contratados pela Urbs, para emitir multas em Curitiba?

Leandro Donatti e sucursais
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