INFORME FOLHA
Barriga
A Câmara de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, comeu bola. Sem perceber pelo menos aparentemente os vereadores do município aprovaram um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) contendo artigo que retirava gratificação dos salários pagos aos servidores municipais de saúde. A gratificação, que varia entre R$ 50 e R$ 180, já vinha sendo paga pela Prefeitura de Colombo durante anos. Revoltados, um grupo de servidores organizou protesto ontem em frente à Secretaria de Saúde do município. Depois de horas de negociações, a prefeitura, autora da mensagem que excluía o benefício, recuou e restabeleceu a gratificação. Satisfeitos, os servidores voltaram ao trabalho.
Papai Noel
Os donos de lojas de shoppings de todo o País ganharam um presente de Natal. A Justiça deu ganho de causa a um grupo de lojistas de shoppings de Curitiba que vinha brigando pela redução nos custos de manutenção de suas lojas. Os donos de shoppings sempre foram tolerantes com as lojas-âncoras, de grande porte ou as lojas de marcas de destaque. Essas lojas têm uma série de descontos e atrativos em detrimento das pequenas e médias lojas que são as que realmente arcam com os altos custos de um shopping center.
Bronca
Requião gosta da presença de populares durante a assinatura de seus decretos, desde que os populares não o contrariem. Ontem o governador soltou o verbo em cima da uma moradora de Santa Felicidade, que acompanhava a liberação de verbas para a finalização do lote 2 do Contorno Norte. Lindamir Viniaski comentou que mesmo com a liberação da verba, os moradores não iriam retirar a barreira feita para evitar o tráfego de caminhões em uma das ruas que dão acesso ao contorno, porque o trecho era inseguro para os pedestres.
Ordem
A reação de Requião foi enérgica. Quase aos berros, o governador ordenou a retirada da barreira. ''Vocês vão retirar a barreira sim, e vão retirar hoje, porque esse não é um governo de mentira. Se precisar, eu mando a polícia tirar a barreira e prendo quem tentar impedir.''
Punição
Os gritos do governador parecem ter surtido efeito. Após a assinatura, a moradora já concordava com a retirada da barreira, desde que Requião assumisse a responsabilidade por quaisquer problemas. A Comissão do Contorno Norte, formada por moradores da região, mandou um fax para o governador, pedindo desculpas pela ''inoportuna, deselegante e infeliz manifestação'' de Lindamir.
Balanço
Requião considera satisfatório o primeiro ano de seu mandato. Segundo Requião, mesmo com uma dívida de R$ 20,5 bilhões o Estado ainda conseguiu fazer a atividade industrial crescer e gerar empregos. ''Ainda estamos ajustando alguns parafusos, mas tenho a certeza que estamos no caminho certo'', disse o governador.
Números
De acordo com Requião, foram criadas 33.513 empresas e gerados 223 mil novos empregos no Estado neste ano. ''E o mais importante é que 85% desses empregos foram gerados no interior. Dessa maneira, reduzimos a migração das pessoas para a capital, o que só gera mais desemprego'', salientou.
Crescimento
O governador comemorou também o crescimento industrial do Estado. ''Mesmo com uma dívida de R$ 20,5 bilhões deixada pelo governo do Jaime Lerner (PSB), que impede investimentos, conseguimos crescer 7,6% nesse ano, contra uma média de 1,1% do resto do Brasil'', lembrou o governador.
Redução
A Câmara de Cascavel terá que reduzir o número de vagas de 21 para 12 nas próximas eleições, caso não consiga reverter a decisão do presidente do Tribunal de Alçada (TA), juiz Josué Duarte Medeiros. Ele manteve, ontem, a liminar expedida pela juíza da 2 Vara Cível de Cascavel, Joseane Ferreira Machado Lima, em favor do Ministério Público (MP), pedindo a redução. Em outra decisão, o TA também manteve liminar que reduz o número de vereadores de Londrina.
Outro lado
A União dos Vereadores do Paraná (Uvepar) já avisou que, se preciso, vai recorrer para manter as vagas. Os vereadores estimam que os legislativos de, pelo menos, 90 municípios poderiam ser alvo de ações dessa natureza, o que representaria o corte de 400 vagas.
Suspensão
O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) está impedido de descontar a contribuição assistencial diretamente dos salários dos trabalhadores. O juiz Dirceu Pinto Jr., do Órgão Especial do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), foi favorável ao pedido de liminar feito pelo Ministério Público (MP) do Trabalho para suspender a cobrança.
Princípio
A decisão anula a cláusula do acordo coletivo da categoria que trata da contribuição. Para o juiz, o fato de não se prever a possibilidade de recusa em relação ao desconto afronta o princípio da liberdade de associação e sindicalização, estabelecido pelo artigo 8º da Constituição Federal. O Sindimoc ainda pode recorrer.
Perguntinha
Muitos vetos ao CODJ?





