INFORME FOLHA
Afastamento
A 1 Câmara Criminal do TJ condenou o atual prefeito de Catanduvas, Olímpio de Moura (PMDB), à perda do mandato eletivo, pena restritiva de direito e pecuniária (12 salários mínimos), além de multa no valor de dez vezes dois terços do salário mínimo. A denúncia, apresentada pelo MP, narra fato ocorrido em mandato anterior, em fevereiro de 1997, quando o Olímpio de Moura celebrou contrato de comodato com a APMI da cidade, ''podendo esta usar, gozar e dispor (da rodoviária da cidade), como bem lhe convier e ainda, contratar, edificar'' desde que não incidam ônus ao município, por prazo indeterminado''. O TJ entendeu que houve abuso e má-gestão pública. O prefeito torce para que a decisão seja publicada somente em fevereiro na volta das férias forenses. Até lá não poderia preparar recurso e não seria substituído pelo vice-prefeito.
Circo
Gritaria, choro, murro na mesa. Só faltou aplauso. A coletiva convocada pelo ex-deputado estadual e ex-vereador de Curitiba Aparecido Custódio da Silva (PDT) ontem, para falar sobre a sua saída da cadeia, mais parecia um filme pastelão. Oportunista, Custódio aproveitou o momento para acusar o MP de perseguição política e, é claro, semear sua candidatura a vereador ano que vem.
Maldade
O habeas corpus concedido pelo TJ a Custódio saiu na tarde de anteontem, mas ninguém entendeu o porquê da coletiva convocada pelo ex-deputado um dia depois no Centro de Triagem. Pela manhã, a Folha foi informada por um assessor de Custódio, que o ex-deputado decidiu passar mais uma noite na cadeia para agradecer e se despedir de outros presos e preparar a coletiva, o que seria no mínimo ridículo.
Não procede
À tarde, Custódio negou a versão e disse que saiu na quarta-feira ainda rumo à sua residência, em Curitiba. Na coletiva de ontem, o ex-deputado, acusado pelo MP de apropriar-se indevidamente de parte dos salários de seus funcionários de gabinete, estava de terno e gravata.
Benção
A nova sede do MP estadual, inaugurada ontem de manhã, teve a benção do padre italiano Domenico Costella. Depois de elogiar a atuação do MP contra a corrupção e ler uma citação do profeta Isaías, o padre questionou: ''Quem será o Heródes de hoje? O Saddam Hussein ou o (George) Bush? A verdade é que não há mais Hitler ou Mussolini, e por isso às vezes o trabalho torna-se até mais difícil ser uma vanguarda de luta em defesa da sociedade.''
Justiça fraterna
Em seguida, o padre dirigiu seu discurso a Requião. ''Assim como o governador deu a luz fraterna (numa referência ao programa lançado pela Copel que atende carentes), precisa também de Justiça fraterna em sua luta contra o pedágio, contra os bingos'', disse.
Torpedo
Requião, por sua vez, aproveitou a inauguração para criticar, novamente, as posições adotadas pelo governo Lula e que batem de frente com a atuação do governo do Estado. Criticou a possibilidade do governo federal restabelecer o jogo no País, e atacou as decisões sobre os transgênicos.
Leitura
''É um País que, de repente, por um pragmatismo absoluto e injustificável, legaliza a transgenia, introduzida em nosso território pela via do contrabando, estabelecendo o monopólio de uma multinacional sobre a agricultura, levando-nos a uma situação de vassalos, num sistema medieval pelo uso de nossa própria terra'', declarou.
Citações
Assim como o padre Domenico Costella, o governador também recorreu a uma citação religiosa em seu discurso, para dizer que não podemos garantir que todas nossas ações cheguem ao objetivo desejado. ''Faça tudo como se tudo dependesse de você e espere tudo como se tudo dependesse de Deus'', é a frase de Santo Inácio de Loyola. ''Eu diria ao Ministérido Público, que faça tudo como se tudo dependesse de você e espere tudo como se tudo dependesse do Poder Judiciário'', afirmou.
Trombada
Clima tenso no velório do ex-governador José Richa, anteontem, no Palácio Iguaçu. Requião e Cassio Taniguchi (PFL) se cruzaram no caixão e trocaram farpas. O governador, impiedoso, olhou para o prefeito de Curitiba e pragejou: espero estar no teu velório. Cassio, amarelo, devolveu: e eu no teu.
Puxa-puxa
Não dá pra entender. Requião diz que quer que a Assembléia aprove durante recesso mensagem contendo plano de cargos e salários para os professores da rede pública. Hermas Brandão (PSDB), presidente da Casa, já sinalizou que é possível. Ontem o chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, disse que existe vontade mas que a mensagem ainda não está pronta porque depende de cálculos da Educação e da Fazenda.
Perguntinha
Caixa dois ou caixão a dois?





