Indenização


A 2 Câmara Cível condenou a Copel e o município de Campina Grande do Sul, na Grande Curitiba, a indenizar a família Puhl pela morte de seu pai e marido, ocorrida durante a instalação de um poste de transmissão de energia em sua casa. O desembargador Bonejos Demchuk manteve decisão do juiz de primeiro grau, condenando a empresa e o município ao pagamento de R$ 40 mil à viúva Amélia Puhl e cada um de seus três filhos, André, Anderson e Adriane, totalizando R$ 160 mil, mais pensão de dois terços do valor do salário mínimo até a data em que a vítima completaria 65 anos de idade. A Copel alegou que a instalação do poste estava sendo realizada pela prefeitura. Conforme consta nos autos, a omissão da estatal na manutenção da linha contribuiu para o acidente.


Segundo posto


Requião não é mais Deus, como carinhosamente ou não espalham os que o servem. A informação é do próprio governador. Ao ver uma mulher ontem com uma camiseta estampada com a imagem de Jesus Cristo, Requião foi logo questionando em tom de brincadeira, é óbvio: o que você está fazendo aqui com a minha propaganda?


Conciliador


Até em seu velório, José Richa conseguiu dar o tom de conciliador. Sua morte reuniu num mesmo espaço, no caso o Palácio Iguaçu, políticos que não se dão muito bem. Roberto Requião, Euclides Scalco, Jaime Lerner (PSB) e Cassio Taniguchi (PFL) esqueceram as diferenças e dividiram a cena.


Ausentes


Faltaram ao velório os irmãos Alvaro Dias (PSDB) e Osmar Dias (PDT). Ambos, entretanto, prestaram homenagens a Richa no Senado, em Brasília. Osmar não causou surpresa porque mantinha amizade com Richa. Já o pronunciamento de Alvaro foi mais palpitante.


Memória


Para quem não lembra Alvaro era inimigo de Richa. Na eleição de 1990, quando Richa concorreu ao governo do Paraná contra Requião e Martinez, Alvaro não saiu na última hora candidato ao Senado como havia anunciado, com medo da ascenção de seu vice Ari Queiroz, aliado de Richa. Nesta época não é brincadeira Alvaro apoiava a eleição de Requião.


Confronto


O segundo momento delicado vivido entre Alvaro e Richa foi em 1996, quando Richa tentou abonar a ficha de filiação de Lerner no PSDB. Alvaro havia recém se filiado no ninho e comandou uma articulação para vetar a entrada de Lerner. Richa não se conformou.


Troco


Richa, acompanhado de Scalco, deram o troco em Alvaro anos depois, meses antes da eleição passada para o governo, quando fomentaram o processo que acabou culminando na saída forçada de Alvaro e Osmar do PSDB, por conta do apoio dos Dias à CPI da Corrupção no governo Fernando Henrique Cardoso. Alvaro teve de migrar para o PDT e acabou perdendo espaço para Requião que venceu a eleição e hoje é o governador.


História sem fim


A história entre os Dias e os Richa não acabou. Alvaro voltou recentemente para o PSDB, avalizado por Beto Richa, presidente estadual do partido e um dos filhos de José Richa.


Nervosismo


Tensão no Tribunal de Justiça, entre os cartorários e também entre os deputados estaduais. Requião está aguardando para sancionar ou não o novo Código de Organização e Divisão Judiciárias (CODJ). Foi o governador que apontou ilegalidades no texto, que fere a Constituição Federal por não prever critérios claros para a remoção nas serventias (referentes aos titulares de cartórios).


Indicado


O promotor de Justiça, Leonel Cunha, foi escolhido por Requião para assumir vaga de juiz no Tribunal de Alçada. O promotor integrava lista tríplice.


Demissão

O diretor de Trânsito da Diretran em Curitiba, Lanes Randal Prates, entregou ontem à presidente da Urbs, Yára Eisenbach, pedido de demissão, por motivo de saúde. Advogado, especialista em educação de trânsito e capitão da PM, Prates estava no cargo desde junho. O nome do novo diretor da Diretran não foi ainda anunciado.


Fracasso


O TRF da 4 Região negou recurso ajuizado pela Prefeitura de Curitiba que pretendia impedir a OAB do Paraná de representar seus filiados na discussão da cobrança do ISS. Em março de 2002, a ordem ajuizou mandado de segurança coletivo contra a prefeitura pela edição de uma lei que utilizava um critério considerado ilegal para a cobrança do imposto, pois o ISS aumentava se houvesse mais de dois trabalhadores para cada sócio de sociedade de advocacia.


Representante


Ludimar Rafanin foi o escolhido para representar o grupo de Florisvaldo Fier, o Dr. Rosinha, na coordenação da campanha do também petista Angelo Vanhoni à Prefeitura de Curitiba em 2004. Ludimar tem experiência em outras campanhas como a do próprio Rosinha e de Tadeu Veneri (PT), deputado.


Perguntinha


Nelton Friedrich quer ficar em Itaipu mesmo com a orientação do PDT nacional de romper com Lula. Brizola não vai chiar?

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