INFORME FOLHA
Impasse
O presidente da Assembléia, Hermas Brandão (PSDB), e os relatores do anteprojeto do Judiciário que cria novo Código de Divisão e Organização Judiciárias (CODJ), Hermes Fonseca (PT) e Nelson Justus (PFL), passaram a tarde reunidos com o presidente do Tribunal de Justiça (TJ), Oto Sponholz. Mais que a criação de cartórios extrajudiciais, para acomodar políticos, autoridades e seus parentes, o que está tornando ainda mais tensa a crise entre os poderes é a proposta de Requião de estatizar os cartórios judiciais. O novo código, se aprovado, cria 80 cartórios, que segundo Requião devem ser tocados por funcionários públicos, não podendo ter caráter privado pela inconstitucionalidade. Sponholz não concorda e não quer que os deputados mexam no texto. Os deputados, que fazem o meio de campo e que também têm interesses envolvidos, acreditam na solução do impasse até segunda-feira. Caso contrário, põem em votação o anteprojeto mesmo sem acordo e com risco de veto de Requião. O anteprojeto promete agilizar a Justiça no Estado.
Gambiarra
Diariamente a Promotoria de Investigações Criminais (PIC), vinculada ao Ministério Público (MP) estadual, se depara com denúncias pitorescas. Uma das mais curiosas pôde ser conferida num dos bairros de Curitiba. Descobriu-se que moradores montaram linha telefônica clandestina usando um orelhão público. Tudo para não pagar nada. O mais engraçado foi que quando os promotores chegaram no local havia moradores sentados acomodadamente conversando no orelhão.
Sem jetom
O Papai Noel dos deputados estaduais, neste ano, não será tão gordo. A mesa executiva já avisou que não vai pagar os tradicionais R$ 3,2 mil pelas sessões extraordinárias que venham a ser convocadas na reta final dos trabalhos, rumo ao recesso parlamentar. Cada extraordinária rende R$ 400 por deputado. Comumente são pagas no máximo oito extras.
Reeleição
Se a bancada do PT não fechar posição em favor da proposta de emenda à Constituição estadual permitindo a reeleição do presidente do Poder Legislativo, a comissão especial de deputados que cuida da matéria não vai correr o risco da rejeição e vai retirar o assunto de pauta. O PT já havia decidido votar contra a medida, mas a ala petista que serve ao presidente da Casa, o maior interessado no assunto, resolveu rediscutir o assunto numa reunião na próxima segunda-feira.
Tem tempo
A eleição para renovar a mesa executiva da Assembléia ocorre somente em janeiro de 2005.
Mal-estar
A decisão da Caminhos do Paraná em negociar com o governo causou mal-estar entre as concessionárias, que até então estavam fechadas. O recuo abre precedentes e dá força à pressão para reduzir as tarifas. Complicado mesmo ficou para a Ecovia, que já anunciou disposição em reajustar em 31%.
Assalto
Falta segurança até em órgãos oficiais. Dois homens armados assaltaram a Junta Comercial em Curitiba na segunda, em plena luz do dia. O valor levado pelos homens não é divulgado.
Cacete
Requião anda fulo com a imprensa. Ontem, disse que ''muitos da imprensa torciam contra o governo e a população e a favor do pedágio''. O governador criticou, em três ocasiões, a RPC, a afiliada da Globo no Estado, que levou ao ar entrevista com o procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, na terça. ''Entrevistam um dirigente estadual a respeito de uma liminar favorável às concessionárias que nunca existiu. Desserviço à população.''
Memória
Na oportunidade, Botto de Lacerda criticou ao vivo a cobertura da emissora, cujo um dos sócios é Francisco da Cunha Pereira, da Gazeta do Povo.
Sem fronteiras
A fúria do governador com a imprensa não tem barreiras. Requião envergava adesivo detonando a Veja, do grupo Abril. O adesivo: ''Veja, que mentira! Construa uma mídia mais democrática. Não leia Veja''. A revista publicou reportagem neste ano acusando Requião de nepotismo e de ser um ''caça-manchetes''.
Olvepar
A Rodosafra, envolvida em suposto esquema de compra de créditos indevidos da Olvepar pela Copel, tentou impedir a quebra de sigilo bancário determinada pela Central de Inquéritos. TJ negou o pedido.
Oportunismo
A violência em Itaperuçu, na Grande Curitiba, rende votos. O deputado federal Assis Miguel Couto (PT) é esperado hoje para ouvir as reclamações do povo. Para a prefeita, Rosa Joekel (PFL), a depredação foi fomentada pela oposição. Apesar da segurança ser ônus do Estado, os moradores estão descontentes com o governo municipal e muitos confirmam que aproveitaram a confusão para protestar contra.
Perguntinha
Baixar, mas abrindo nova praça de pedágio. Compensa?





