INFORME FOLHA
Controvérsia
O depoimento do ex-diretor da Área Internacional do Banestado Aldo de Almeida Júnior, responsável pelo setor de câmbio entre 1995 e 1997, ontem à CPI mista do Banestado gerou controvérsia. Ele negou que tivesse conhecimento de irregularidades. Mas admitiu ter enviado dezenas de circulares para as agências que trabalhavam com contas CC-5 com o intuito de evitar a remessa de dinheiro ilegal para o Exterior. ''A remessa de dinheiro era legal. As circulares queriam evitar que laranjas fizessem isso'', declarou ele. Aldo Almeida contou que chegou a abrir 25 inquéritos administrativos contra funcionários que cometeram irregularidades na abertura de contas. As irregularidades foram detectadas pelo ex-gerente de divisão, também ouvido ontem, Valter Benelli. A deputada Iriny Lopes duvidou que todas as transações ocorressem no banco sem o conhecimento dele. ''Acho isso impossível'', disse ela, apresentando toda a movimentação feita por Alberto Youssef, mesmo depois que Aldo Almeida recebeu informes da auditoria sobre as contas irregulares do doleiro.
Papai Noel
A Câmara de Maringá aprovou em regime de urgência no final da sessão de anteontem repasse de R$ 100 mil proposto pelo Executivo para o pagamento de mídia da ''Campanha de Natal 2003'', promovida pela Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim) e pelo Sindicato do Comércio Varejista (Sivamar). O teor da mensagem que firma um ''termo de cooperação técnica'' com as entidades foi aprovado sem discussão pelos vereadores, que travaram um debate de uma hora e meia somente pelo fato da lei entrar em regime de urgência durante a ausência do presidente da mesa.
Retorno
No ano passado, na gestão de José Claudio (PT), as entidades ligadas ao comércio da cidade não receberam um centavo da prefeitura. Segundo o secretário municipal de Governo, Ênio Verri, em 2001 o município repassou R$ 150 mil que foram utilizados basicamente para a decoração das praças públicas. Para o prefeito João Ivo Caleffi (PT), a prefeitura deve ajudar a iniciativa privada a promover a campanha de Natal porque o incremento das vendas representa um aumento na arrecadação de tributos. ''É uma responsabilidade que temos para incentivar e também melhorar a auto-estima da cidade, visando o retorno de impostos'', disse.
Sugestão
Único paranaense a integrar a executiva nacional do PSDB eleita ontem em Brasília, o vice-líder do partido na Câmara dos Deputados, deputado federal do Paraná Luiz Carlos Hauly, sugeriu, através de moção, a criação de um ''gabinete das sombras'' ou shadow gabinet, como é conhecido o instrumento na Inglaterra, para fiscalizar o governo.
No ataque
Hauly disse que ''o PSDB está com uma força tremenda, como um canhão laser estelar'', em relação às críticas ao governo Lula. ''Antes de virar governo o PT juntamente com a CUT e o MST demonizaram o FMI e a Alca, agora aderiram ao FMI e à Alca'', criticou Hauly, que participou das negociações da Alca como observador pelo Fórum Interparlamentar das Américas. ''Não existe Alca light e nem flexibilização dos Estados Unidos em relação ao Brasil. Isso é apenas uma jogada de marketing para o governo fugir das críticas'', criticou.
Condenação
A juíza da 49 Zona Eleitoral, Mila Aparecida Alves da Luz, determinou que a prefeita de Colombo, Izabete Pavin (PMDB), pague uma multa de 10 mil Ufirs, o equivalente a R$ 10,6 mil. A decisão foi baseada em uma ação proposta pelo PFL, adversário da prefeita no município da Região Metropolitana de Curitiba.
Versões
O teor da decisão foi interpretado de maneira diferente entre os adversários e aliados da peemedebista. O vereador Severino Barbosa da Silva (PFL) disse que, além da multa, a prefeita estaria sujeita também a seis meses de detenção. A assessoria da prefeita, porém, informou que a pena de detenção foi substituída pela doação 100 pacotes de fraldas descartáveis por mês, durante seis meses, para a Casa de Apoio do Juízo da Infância de Colombo.
Recurso
A assessoria da prefeita, reeleita em 2000, frisou que a decisão é em primeira instância e informou que os advogados dela vão entrar com recurso na semana que vem. Na ação, o PFL alega que Izabete Pavin usou indevidamente o logotipo da prefeitura em um telão, durante comício na campanha de 2000. Mas a Prefeitura de Colombo nega que isso tenha acontecido. A estratégia da defesa é argumentar que não há provas de que a reunião se tratava de um comício eleitoral, ou qual a data em que a reunião ocorreu.
Perguntinha
Impressão ou o clima concessionárias governo está cada vez mais tenso?
Leandro Donatti e sucursais
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