Agravante


''A má administração da carteira de Crédito Imobiliário foi uma das causas que levaram o Banestado à bancarrota.'' Esta é uma das conclusões que devem compor o relatório final da CPI do Banestado. Segundo dados da comissão, em março de 2000 o volume da carteira imobiliária atingiu a R$ 1,015 bilhão, representando 67,4% do somatório total de todas as carteiras. Em bancos privados essa participação não passa de 25%, uma vez que representa empréstimos a longo prazo e os bancos necessitam de disponibilidade financeira para o giro operacional. A carteira comercial, na mesma data, acumulava saldo de apenas R$ 379 milhões, alega a CPI. ''Como o Banestado captava em média, diariamente, em 1998, cerca de R$ 2 bilhões, com custo entre 1,2 e 1,9%, acima do Certificado de Depósito Interbancário, esse setor trazia peso significativo nos custos financeiros. Todo esse patrimônio público foi parar nas mãos do comprador do Banestado, o Itaú, com uma grande vantagem adicional: os empréstimos tinham a garantia real dos imóveis'', concluem os parlamentares que cuidam do relatório final. Para a CPI, a diferença fica por conta de alguns indícios de fraudes. ''A carteira imobiliária ainda renegociava com empresas que não eram classificadas como boas pagadoras. Nessas renegociações, as taxas de juros eram drasticamente baixadas (...).''


Uruca


O presidente da Copel, Paulo Pimentel, manteve a classe na medida do possível na noite do jogo do Brasil com o Uruguai, anteontem, no Pinheirão. Um segurança que não reconheceu o ex-governador tentou tirá-lo do camarote vip. O diretor brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, que estava no camarote com Pimentel teve de interceder para esclarecer o equívoco. Como se não bastasse, o Brasil empatou com o time uruguaio.


Convite


Daqui a pouco ninguém vai poder falar mais em nepotismo. O ministro da Educação, Cristovam Buarque, convidou o secretário de Estado da Educação, Maurício Requião, irmão mais moço do governador, para sair do governo do Paraná e coordenar programas da Unesco, braço da ONU para Educação. O encontro foi em Brasília, e o líder do governo, Angelo Vanhoni (PT), participou. Maurício ainda não deu resposta.


Provocação 1


André Vargas (PT), Paulo Bernardo (PT) e Luciano Ducci (PSB) enviaram ofício a Requião respondendo o apelo irônico feito pelo governador na semana, em relação ao funcionalismo. Os parlamentares desafiaram Requião ao procurarem o Ministério Público (MP) para garantir que o orçamento da saúde para 2004 não seja maquiado com serviços de saúde que devem ser incluídos nos gastos da Secretaria de Estado da Administração.


Provocação 2


Requião rebateu dizendo que a medida iria prejudicar o funcionalismo, que correria o risco de ficar sem Instituto de Previdência do Estado (IPE) e Hospital da Polícia Militar por conta da pressão dos deputados. No ofício, Vargas, Bernardo e Ducci dizem que ''a sensibilidade do governador deveria ser revertida em melhorias salariais para o funcionalismo público, principalmente no período natalino, quando os pensamentos se voltam ao bem comum e a união dos povos''.


ISS 1


Autônomos e sociedades de profissionais vão continuar tendo tratamento diferenciado no pagamento do Imposto Sobre Serviços (ISS) em Curitiba. Cassio Taniguchi (PFL) enviou mensagem sobre o tema para a Câmara regulamentando uma lei federal. Com isso, algumas categorias vão pagar o imposto anualmente, dependendo do serviço prestado.


ISS 2


Uma das grandes alterações que consta no texto do Executivo municipal a ser analisado pelos vereadores é a mudança do local onde contribuintes de diversos segmentos de prestação de serviços pagam ISS. Com a lei complementar, as empresas e profissionais independentes passam a recolher o imposto no município onde é efetuado o serviço. Outra alteração refere-se à substituição tarifária. Quem fica agora com a responsabilidade do recolhimento do ISS é o tomador do serviço.


ISS 3


O vereador Adenival Gomes (PT) está questionando a intenção de vereadores alinhados ao prefeito de fazer modificações no recolhimento de ISS para empresas da área de saúde, como clínicas e hospitais privados. Uma comissão especial montada apontou recentemente a necessidade de que a taxa caísse de 5% para 4% em 2004 e 3% em 2005. Gomes pretende pedir uma cópia de todos esses estudos. Em 1997, as empresas prestadoras de serviços de saúde já teriam sido beneficiadas por uma lei municipal que concedeu isenção do ISS para os procedimentos feitos através do SUS (Sistema Único de Saúde).


Perguntinha


Desde quando Luciano Ducci, que é cria de Jaime Lerner (PSB), virou aliado do PT?

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