Khurylândia

O projeto que cria um parque estadual em Almirante Tamandaré, na propriedade do ex-presidente da Assembléia Aníbal Khury, continua rendendo. Ontem, o projeto estava na pauta do plenário para primeira votação, mas foi retirado por cinco sessões. O autor do pedido foi Neivo Beraldin (PDT), que quer analisar o projeto na Comissão de Meio Ambiente. Dentro da Assembléia, o projeto está sendo chamado, ironicamente, de ‘‘Khurylândia’’.

Vale-transporte

Ainda não foi apreciado pelo juiz Alexandre Barbosa Fabiani, da 1 Vara da Fazenda, o pedido de liminar protocolado na sexta passada pelo Ministério Público (MP) contra a Companhia de Urbanização de Curitiba (Urbs). O MP pede que a Urbs seja obrigada a aceitar os vale-transportes metálicos falsos que, segundo o MP, teriam sido vendidos aos usuários do sistema pela própria Urbs. Mesmo antes da decisão, entretanto, a Prefeitura de Curitiba decidiu entrar na disputa judicial. Uma petição foi protocolada solicitando que a prefeitura seja incluída no pólo passivo da ação, para que os procuradores do município também possam participar da defesa da Urbs no processo.

Mau gosto

Se a Assembléia não pagar as despesas da exumação de Osvaldo Magalhães dos Santos, autorizada pela Justiça, a CPI do Banestado tem ainda uma alternativa, brincou ontem o relator, Mário Sérgio Bradock (PMDB): pedir ajuda ao programa do apresentador do SBT Carlos Massa, o Ratinho.

Distância

O Palácio Iguaçu quer ficar longe do assunto exumação.

Presente

Minutos antes de sancionar a lei estadual de desarmamento, ontem à tarde, o governador Requião ganhou de presente um canivete suíço do embaixador da Suíça, Jurg Leutert, em visita ao Palácio, em Curitiba.

Percalço

A CPI da Copel não conseguiu discutir ontem pela manhã o relatório final. O relator da CPI, deputado estadual Ratinho Jr. (PSB), faltou à reunião marcada para as 10 horas. Ele se atrasou porque recebeu vários vereadores durante o programa que apresenta em uma rádio local. O novo encontro deve ocorrer na próxima terça-feira, dia 11, desde que os integrantes da CPI compareçam.

Como uma luva

Quando saíram do prédio da Justiça Federal, os advogados do doleiro Alberto Youssef, Antonio Figueiredo Bastos e João Gomes Filho, disseram que o adiamento do interrogatório, ontem, caiu como uma luva para eles, pois teriam mais tempo para, à tarde, preparar a defesa, também de Youssef, no caso Copel-Olvepar.

Esclarecimento

A charge do Informe de ontem, tratando da cobrança de uma solução rápida do governo do Estado para o lixão a céu aberto em Paranaguá, causou indignação na assessoria do líder do governo na Assembléia, Angelo Vanhoni (PT). A intepretação – equivocada – é de que tentou-se depreciar a imagem do deputado e da cidade. Não tem nada disso. Quem é inteligente e acompanha política, como Vanhoni, sabe que a boa cobertura é sempre regada a molho e picardia. Ou seja, os políticos estão na chuva para se molhar. Foi o caso da charge. Não tem nada de mal nisso e aos muito apaixonados não distorçam as informações.

Cala boca

O presidente nacional do PT, José Genoíno, promete desembarcar mais uma vez em menos de uma semana no Paraná. Genoíno vem para falar com o deputado federal Florisvaldo Fier, o Dr. Rosinha, que não abre mão da realização de prévias para escolher o candidato do partido à sucessão de Cassio Taniguchi (PFL). Genoíno tenta convencer Rosinha de que o PT precisa sair unido nesta disputa e que Vanhoni é o nome mais representativo.

Adesão

Rosinha, aliás, não está sozinho na briga pelas prévias. O vereador de Curitiba, Adenival Gomes, também defende a tese.

Chega pra lá

‘‘Quando o primeiro secretário de Estado apareceu com pedidos, conversei e disse avise o governador (Jaime Lerner) que a festa acabou.’’ Do ex-presidente do Banestado, hoje secretário de Estado da Administração Reinhold Stephanes, à CPI do Banestado, como prova de que assumiu o posto com a clara intenção de não usar o banco politicamente.

Perguntinha

Se era contra a privatização apressada do Banestado, como diz que Giovani Gionédis e Jaime Lerner defendiam, por que Stephanes não deixou o governo do Estado na época?

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