INFORME FOLHA
Sistema falho
Terminou na meia-noite de sexta-feira o prazo para os interessados em disputar as eleições de 2004 mudarem de domicílio eleitoral ou filiarem-se em partidos políticos. Desde ontem, quem se filiou não poderia mais concorrer ano que vem. O problema é que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) não tem como fiscalizar eventuais fraudes em atas ou fichas de filiação, caso alguém se filie depois do prazo e informe ao TRE data ainda válida. A lista completa de filiados de todos os partidos só precisa ser encaminhada à Justiça Eleitoral na segunda semana deste mês. O TRE só poderá julgar eventuais fraudes caso seja feita uma denúncia formal. Caso seja verificada fraude, a assessoria do TRE informa que o filiado fora do prazo fica impedido de receber a comprovação de sua filiação e, portanto, de concorrer.
Complicador
Em meio à sua batalha contra os bingos, o governador Requião vai ter que encarar agora a criação de um grupo de trabalho interministerial para avaliar e apresentar propostas para modificar a legislação que trata das atividades relacionadas à exploração de bingos. A determinação é de ninguém menos que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), através de decreto publicado no Diário Oficial da União no último dia 1º.
Copel 1
Agora é oficial: a Companhia Paranaense de Energia (Copel) demitiu por justa-causa três funcionários de carreira que participaram da compra de créditos tributários da empresa falida Olvepar pela estatal. Sérgio Molinari já assinou a demissão. Faltam André Grocheveski e Cézar Bordin. A Folha já havia noticiado a decisão da diretoria em demiti-los, há um mês.
Copel 2
Na época, a Copel não havia confirmado a informação. A decisão sobre a demissão ocorreu uma semana após a Copel ter ajuizado ação contra o Estado, sustentando que a operação era legal. No processo, a Copel pede o pagamento de uma indenização de R$ 39,6 milhões, por causa do Decreto Estadual 671 de 2003, que anulou a compra dos créditos.
Copel 3
O deputado estadual Tadeu Veneri (PT), subrelator de assuntos tributários da CPI da Copel, disse que a CPI não aceita que a responsabilidade sobre as operações irregulares recaiam apenas sobre funcionários. ''Há ex-diretores e o ex-presidente (Ingo Hubert) envolvidos. Não dá para acreditar que apenas quem fez a operação é culpado'', afirmou.
Briga antiga
Há quem garanta que a fritura do ex-delegado geral da Polícia Civil Adauto Abreu de Oliveira não é de agora. A antipatia entre ele e o secretário de Estado de Segurança, Luiz Fernando Delazari, vem desde o dia da nomeação de Delazari, se não for anterior. Requião não segurou Adauto depois que o mesmo abriu fogo publicamente contra o secretário.
Clube das ex
O ex-governador Jaime Lerner levou aliadas para o PSB, sua nova sigla. Além da ex-primeira-dama Fani Lerner, assinaram ficha no partido na quinta-feira Mônica Rischibieter (ex-secretária de Estado da Cultura), Dacylia Vieira dos Santos (ex-secretária da Criança de Curitiba) e Sueli Seixas (ex-secretária de Estado de Educação).
Orientação 1
A ordem no PT de Curitiba é buscar o consenso, evitando bate-chapa na convenção municipal que pretende escolher o candidato do partido a prefeito. Falta convencer o deputado federal Florisvaldo Fier, o Dr. Rosinha, entusiasta da idéia de concorrer com o deputado estadual Angelo Vanhoni a vaga de candidato.
Orientação 2
O discurso pela unidade já está pronto, só restam dúvidas se vai surtir algum efeito. Dr. Rosinha é teimoso. Para o presidente do PT na Capital, jornalista Roberto Salomão, ''a idéia é que possamos chegar a um consenso e apresentar à sociedade uma canditadura que apresente projeto novo para Curitiba, com Justiça, transparência e participação social''.
Cortesia
Valter Sâmara, dono de cartório em Ponta Grossa, e Lino Oviedo, ditador paraguaio, circularam na sexta-feira pela Assembléia. Fizeram uma visita ao gabinete de Vanhoni, líder do governo Requião na Casa.
Sinal verde
O deputado federal Gustavo Fruet conversou com o governador e está bastante confiante que terá o apoio político de Requião para concorrer à Prefeitura de Curitiba, em 2004. Ao que tudo indica, também acredita no fim da aliança PMDB-PT que elegeu o governador na eleição passada. Hipótese que hoje parece distante, mesmo com os frequentes embates entre Requião e André Vargas, o presidente do PT no Estado.
Perguntinha
Alguém se arrisca a convidar Adauto de Oliveira e o secretário Delazari para uma mesma festa? E juntar os dois?
Leandro Donatti e sucursais
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