Gasto com pessoal


A Assembléia Legislativa do Paraná gasta em média R$ 6,3 milhões com pessoal. O Poder Legislativo gastou no mês passado R$ 4.104.761,48 com funcionários comissionados, indicados por critérios políticos. Constam ainda na contabilidade financeira, raramente tornada pública, mas que Folha teve acesso junto a fontes ligadas à Casa, empenhos de R$ 1.309.093,90 para o pagamento de funcionários inativos, incluindo aposentados e pensionistas, e de R$ 881.213,16 referentes aos salários pagos aos funcionários ativos.


Afloramento 1


A Mineropar inaugurou ontem durante a 19 Expowit, a exposição de gado holandês de Witmarsum, em Palmeira, nos Campos Gerais, placa com informações geoturísticas sobre o afloramento de estrias glaciais de cerca de 300 milhões de anos, localizadas na colônia holandesa. O afloramento tem 150 metros quadrados e nesse pavimento rochoso há marcas de uma geleira gigantesca que passou na região de Curitiba.


Afloramento 2


O geólogo Gil Piekarz, que cuida do projeto na Mineropar, contou que o afloramento é uma estrutura geológica, que confirma que a região sul do Brasil esteve em latitudes próximas ao Círculo Polar Ártico.


Ponte aérea


O setor que cuidava da compra de passagens aéreas em Itaipu está sem função. Na hidrelétrica agora o que se vê são jatinhos fretados, para fazer o transporte do primeiro escalão.


Calmaria


O escritório de representação do Ministério das Relações Exteriores do Paraná, com sede em Curitiba, que na troca do governo Lerner para Requião chegou a ficar fechado durante meses por conta de um impasse político envolvendo a manutenção de uma de suas funcionárias, voltou à calmaria e hoje trabalha junto com o governo do Estado na busca de projetos internacionais.


No comando

Desde maio, o escritório está sob a responsabilidade do diplomata Sergio Couri, que ficou no lugar do embaixador Jairo Coelho. Couri fez visita à Folha e contou que o impasse administrativo foi superado e que atualmente o escritório está às voltas se um grande seminário cujo tema será exportação. Nos próximos dias 28 e 29, em Curitiba, especialistas da área e autoridades públicas vão discutir uma agenda internacional.


Números


Em 2002, de acordo com os números do escritório do Itamaraty no Estado, o Paraná contava com 10 milhões de habitantes, um PIB de R$ 70 bilhões 6% do PIB brasileiro , exportava US$ 4,2 bilhões, o equivalente a 8,9% do total brasileiro. Era o primeiro produtor de soja e milho, o segundo de mandioca, tinha o segundo maior rebanho bovino e o terceiro de suíno nacionais.


Convidados


O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luis Furlan, foi convidado para falar sobre o aumento das exportações na retomada do crescimento.


Recondução


O Tribunal Regional Federal (TRF) reconduziu ao cargo, nesta semana, dois auditores fiscais do Tesouro Nacional do Paraná demitidos em 1994. Sauro Cláudio Schwarz e Sérgio Foes foram demitidos após responderem à sindicância por recebimento de propinas, mas durante o processo foi constatado que as assinaturas do então presidente Itamar Franco (PMDB) no ato de suas demissões foram falsificadas.


Provas


O desembargador federal e relator do processo, Edgard Lippmann Júnior, entendeu que havia provas suficientes para confirmar a falsificação da assinatura de Itamar. Além do próprio presidente não ter reconhecido sua assinatura, exames grafotécnicos foram realizados comparando os atos de demissão com outros documentos do período em que Itamar esteve a frente da presidência.


Retroativo


Foes e Schwarz já haviam conquistado o direito de retornar a seus postos de trabalho através de uma decisão da 11 Vara Federal de Curitiba em 2001, mas a União recorreu da sentença. Com a decisão do TRF, além de retomar suas atividades, os dois auditores receberão os salários referentes ao período em que foram mantidos fora de seus cargos, corrigidas pela inflação do período e a inclusão desse intervalo na contagem do tempo de serviço.


Vitória parcial


Duas reivindicações de Foes e Schwarz não foram atendidas pela turma do TRF. Os auditores exigiam uma indenização por danos morais e o cancelamento de futuras investigações sobre as denúncias de pagamento de propinas a eles por empresas fiscalizadas, que não foram aceitas pela corte do tribunal. A Folha tentou contato com o advogado dos auditores, Francisco de Paula Xavier Neto, mas não obteve retorno.


Perguntinha

Não é um pouco pesada demais a folha de pagamento dos comissionados da Assembléia?

Leandro Donatti e sucursais
[email protected]

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