INFORME FOLHA
Leasing
Mais uma decisão judicial confirmando gestão fraudulenta na extinta Banestado Leasing. O juiz federal substituto da 1ªVara Criminal em Curitiba, Oziel Francisco de Souza, considerou procedentes as denúncias feitas em 1999 pelo Ministério Público Federal envolvendo advogado e quatro funcionários da Leasing. Carlos Antonio Almeida Ferreira, presidente do Banestado na época; Adelino Ramos, vice-presidente, e Wilson Mugnaini, então diretor da Leasing; Luiz Antonio Eugênio de Lima, gerente de Desenvolvimento de Negócios de Leasing; e Milton Luiz Cleve Küster, advogado, foram condenados. Ferreira, Lima e Mugnani a 8 anos de reclusão e multa. As penas para Küster e Ramos são de sete anos e seis meses, mais multa, segundo site da Justiça Federal. Os cinco poderão recorrer em liberdade. O Ministério Público Federal já estuda recurso para aumentar as penas. A ação foi proposta pelo procurador da República, Carlos Fernando dos Santos Lima, em virtude de operações ilícitas ocorridas entre 1985 e 1989. De acordo com a denúncia, os envolvidos utilizaram-se de terceiros para adquirir para Associação de Funcionários Banestado, de forma ilícita, um complexo hidromineral.
No ponto 1
O prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), vai aderir ao Dia sem carro, marcado para a próxima segunda-feira, numa tentativa de diminuir o número de carros circulantes na cidade como forma de melhorar a qualidade de vida no meio urbano. Cassio promete enfrentar cedinho um Interbairros I, ônibus mais próximo de sua residência no bairro Champagnat, para chegar até a prefeitura.
No ponto 2
Já a primeira-dama de Curitiba, Marina Taniguchi (PFL), vai sofrer um pouquinho mais. Terá de pegar um alimentador, que faz conexão com outros ônibus, para chegar até a Fundação de Ação Social (FAS), que não fica na sede oficial do governo municipal, no Centro Cívico. Oportunidade para Cassio e Marina conferirem a quantas anda o transporte coletivo da Capital.
Corpo fora 1
O secretário-chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, negou que partiu dele o convite para o deputado estadual Mauro Moraes, do PL, ocupar o cargo de secretário de Estado do Trabalho, hoje ocupado por Padre Roque Zimmermann, do PT.
Corpo fora 2
Quintana disse que não há a menor possibilidade de o governo Requião mudar neste momento seu secretariado. Mas não descartou, entretanto, a hipótese de um dia haver mudanças. Quando isso acontecer, disse que o convite do governo será feito diretamente ao PL, que o governo considera um bom partido, e não a este ou aquele político.
Bronca
O Procon do Paraná faz hoje às 14 horas um multirão de assinaturas de processos contra a companhia de telefonia fixa Brasil Telecom. O coordenador do Procon, Algaci Túlio, vai assinar mil processos, com o intuito de chamar a atenção da empresa para o problema. A principal reclamação dos consumidores é quanto à cobrança indevida de pulsos. Nas contas de telefone, não vem discrimidado os gastos, mas sim um valor fechado de pulsos.
Proibido
O governo do Estado está proibido de fazer qualquer construção numa faixa de 50 metros das margens do Rio Nhundiaquara, em Morretes, no Litoral. A 4ªCâmara Cível do Tribunal de Justiça (TJ) manteve a decisão de 1ªinstância dada em favor de ação civil pública proposta pela Rede Brasileira para Conservação dos Recursos Hídricos e Naturais - Amigos das Águas. Um posto para a Polícia Florestal estava sendo construído no local.
Sonho meu
As especulações se arrastam há meses, mas até agora o ex-governador Jaime Lerner (PFL) não assinou ficha no PSDB, um sonho antigo. O prazo para mudar de partido ou o domicílio eleitoral vence no dia 3 de outubro, avisa o Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Garibaldi
O ex-deputado estadual Tony Garcia (PPB) ganhou ação de indenização contra a Editora Par Ltda., em razão de matérias publicadas na revista Panorama, de dezembro de 1996 e janeiro de 1997, ligando-o ao Consórcio Garibaldi, que faliu lesando centenas de paranaenses na década de 90. A decisão da 1ªCâmara Cível manda a editora pagar R$ 36 mil como compensação por danos morais ao hoje empresário. Tony Garcia alegou em juízo que a sua honra e imagem foram denegridas.
Perguntinha
Mauro Moraes, homem que já foi de confiança absoluta de Cassio Taniguchi, cotado para o governo Requião. Não é um pouco demais?





