INFORME FOLHA
Na Europa
O governador Roberto Requião (PMDB) participou ontem de três reuniões na Espanha, onde foram discutidas as relações comerciais entre o Paraná e a Galícia, além de medidas para incrementar o intercâmbio turístico. Requião conversou com diretores da área de comércio exterior e turismo. Segundo informações divulgadas à tarde pelo Palácio Iguaçu, o Estado responde por 21,87% das exportações do Brasil para a Espanha, ocupando o posto de estado que mais exporta para aquele país. Requião que está em sua quinta viagem ao exterior desde que assumiu o governo, em janeiro chamou a atenção para o fato de o Paraná ser o segundo maior importador de produtos da Galícia, atrás apenas de São Paulo. O governador disse ainda que o Paraná é o sétimo exportador mundial de produtos para aquela região espanhola. Entre os produtos mais exportados estão a soja e o milho. Requião encerrou a rodada de reuniões frisando a importância da Galícia para o Estado, e o interesse de seu governo em incrementar as exportações.
Verniz
Enquanto isso, no Paraná, o governador em exercício, Orlando Pessuti (PMDB), exercitou ontem seu lado diplomático dividindo a mesa com o adversário Cassio Taniguchi (PFL), prefeito de Curitiba. Eles tiveram que compartilhar a mesma mesa na abertura do Seminário ''Cenários de Administração Pública'', organizado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). No discurso de abertura, Cassio chamou o peemedebista de amigo mas não esqueceu as arestas: ''quero saudar meu grande amigo Pessuti, apesar das divergências políticas'', frisou o prefeito.
Coração de estudante
Já Pessuti preferiu lembrar seus tempos de estudante. Primeiro, nas ''filas do bandejão'' da Casa do Estudante Universitário (CEU), ao lado do então repórter esportivo e hoje conselheiro do TCE Nestor Baptista. Depois, com o também conselheiro do Tribunal de Contas Rafael Iatauro, que ajudava Pessuti, então presidente da CEU, em tarefa penosa: intermediar os pedidos de recursos para a Casa.
Ajuste de leme
Não se elegeu presidente da República, o jeito foi buscar posto mais modesto. O ex-ministro da Saúde e candidato derrotado à Presidência José Serra quer ser o novo presidente do PSDB nacional, no lugar de José Aníbal. Serra já pediu o apoio do Paraná. O presidente estadual do PSDB, o vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa, deu o maior apoio moral.
Por fora
As eleições estão marcadas para o dia 23 de novembro. De acordo com o diretório nacional do PSDB, ainda não há candidato oficial, e o nome de Serra corre por fora.
Memória
José Aníbal, para quem não lembra, dava as cartas no processo de explusão dos senadores Alvaro e Osmar Dias do PSDB. Alvaro, apesar da bronca, deixou o PDT de Leonel Brizola e voltou. Já Osmar, irmão mais novo, optou pelo PDT e hoje é o presidente da legenda no Paraná.
Platéia
Não adianta. É só entrar projeto polêmico ou de apelo popular na pauta que os deputados comparecem em massa e não querem descer da tribuna. Na segunda-feira, não foi diferente. Com as galerias cheias por causa da votação do projeto que impede o plantio e a venda de produtos transgênicos, o plenário teve um de seus dias mais inspirados.
Homenagem
Ontem a Assembléia fez sessão solene para comemorar os 168 anos da Revolução Farroupilha. Poucos deputados apareceram. E as homenagens continuam na Casa de leis. Hoje, é a vez do empresário Francisco Simeão Neto receber o título de Cidadão Benemérito do Paraná.
Embaixo do nariz 1
O assessoria do secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, respondeu nota publicada ontem no Informe, dando conta de que no estacionamento em frente ao prédio do Museu Oscar Niemeyer que fica ao lado do Palácio Iguaçu e das secretarias de Estado, portanto bem ao lado do secretário tinham sido registrados vários furtos de automóveis nos últimos dias. A assessoria do secretário disse que, no estacionamento, foi furtado apenas um carro.
Embaixo do nariz 2
A secretaria fez ainda um levantamento: diz que durante setembro seis veículos foram furtados ou roubados em todo o Centro Cívico. ''Não virou point de bandido, não'', rebateu o governo.
Boa vontade
''Estamos esperando a boa vontade do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de mandar as informações''. Do presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), que há mais de um mês espera informações sobre a situação dos assentamentos e o volume de recursos consumido. Enquanto os dados no Incra não chegarem, a CPI da Terra fica em banho-maria.
Perguntinha
Se o Incra encaminhar aos deputados as informações que a CPI se propõe a apurar, as investigações não ficam esvaziadas?
Maria Duarte (interina) e sucursais
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