Derrubadas


A base aliada do governo Roberto Requião (PMDB) derrubou ontem as nove emendas apresentadas pela oposição à mensagem do Palácio Iguaçu que institui o programa Luz Fraterna, elaborado para isentar das tarifas de energia elétrica as famílias com consumo mensal de até 100 quilowatts/hora. Só foi aprovada uma emenda costurada pelos próprios aliados do governador, que incluíram no programa as famílias que já recebem descontos da Copel, por estarem enquadradas na chamada tarifa social. Conforme o texto original, serão beneficiadas 700 mil pessoas. Requião já tinha avisado que não aceitaria as alterações preparados por seus adversários. Apesar dos protestos da oposição contra a rejeição das emendas, a mensagem segue agora para sanção do governador. O programa deve começar a funcionar em um mês, pelos cálculos do governo.


Fígado


''Essa CPI me faz um mal enorme ao fígado...'' Desabafo do presidente da CPI da Copel, deputado Marcos Isfer (PPS), logo após o intervalo da CPI, na hora do almoço. Ontem foi ouvido o depoimento do ex-secretário da Fazenda e ex-presidente da Copel, Ingo Hubert.


Caixa 2


A bancada de oposição ao prefeito Cassio Taniguchi (PFL) protocolou ontem na Câmara Municipal o requerimento de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inqérito para investigar as denúncias de caixa 2 na campanha de reeleição de Cassio, em 2000. Os vereadores da oposição conseguiram as 12 assinaturas necessárias para a abertura da comissão, mas o requerimento vai ficar no fim da fila porque o número máximo de CPIs que podem funcionar simultaneamente é três.


Congestionamento


Propostas de investigações, aliás, não faltam na Câmara de Curitiba: CPI da criminalidade, do programa Super Sopa e até uma para investigar as declarações de pessoas ligadas aos bingos sobre supostas doações à campanha do governador Roberto Requião (PMDB). Atualmente, três comissões estão em funcionamento (Trânsito, Combustíveis e Saúde Privada), e devem durar mais cerca de dois meses.


Mobilização


A oposição vai investir agora em uma mobilização da sociedade, na tentativa de apressar a instalação da CPI do Caixa 2. De acordo com o vereador André Passos (PT), a idéia é fazer um abaixo-assinado.


Conta Cultura


O regulamento e o formulário do programa Conta Cultura já estão disponíveis no site do governo do Paraná (www.pr.gov.br/seec). O programa, administrado pela Secretaria de Estado da Cultura, financia projetos já aprovados pela Lei Rouanet.


Boa vizinhança

Depois de bater de frente com o governo por causa do pedágio e do transporte escolar, o presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e prefeito de Barracão, Joarez Lima Henrichs (PFL), resolveu fazer as pazes. Em nome das entidades nacionais que representam os prefeitos, Henrichs convidou ontem o governador Roberto Requião para representar os prefeitos do País junto ao governo federal. Requião aceitou, e semana que vem vai a Brasília falar para três mil administradores municipais.


Negado


O Tribunal de Justiça (TJ) negou ontem o pedido do doleiro Alberto Youssef, que tentava suspender a indisponibilidade de bens decretada em ação ajuizada pelo Ministério Público de Londrina, em 1999. Segundo o TJ, uma das contas fantasma aberta no Banestado, em que Youssef é apontado como responsável, passou um cheque de R$ 120 mil que teria sido desviado da Prefeitura de Londrina. Conforme a assessoria de imprensa do TJ, a decisão do relator Accácio Cambi, ''está devidamente fundamentada, diante de documentos que apresentam fortes indícios da intenção em lesar o município de Londrina, e garante o ressarcimento eficaz dos prejuízos causados ao erário público.''


CPI do Banestado


A CPI do Banestado ouve hoje, a partir das 10 horas, o depoimento de Hélio Ribeiro Duarte, diretor executivo do banco HSBC. Duarte será acompanhado de Wagner Cimino, ex-funcionário do HSBC, que atuou na área de privatizações do banco CCF Brasil. O diretor será inquirido sobre a avaliação do Banestado, realizada pelo CCF Brasil, que hoje faz parte do grupo HSBC.


Subavaliado


O segundo depoente será Venilton Tadini, diretor da Fator Projetos e Assessoria Ltda, também ligado ao processo de avaliação do Banestado. O presidente da comissão, Neivo Beraldin (PDT), acredita existirem indícios de que o Banestado teve seu valor de venda subfaturado. Se confirmada essa hipótese, a comissão pretende propor a anulação do processo de venda do Banestado para o banco Itaú, ocorrida no dia 17 de outubro de 2000. O banco paulista arrematou o Banestado em leilão por R$ 1,625 bilhão. A sessão da CPI acontecerá no Plenarinho da Assembléia Legislativa.


Perguntinha


Depois de consumir R$ 5 bilhões em saneamento, quanto valia exatamente o Banestado no dia do leilão?

Maria Duarte (internina) e sucursais
[email protected]

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